08 novembro, 2014

Abertura da Bedeteca da Amadora: fim do CNBDI?


Hoje a partir das 21h00, é inaugurada a Bedeteca da Amadora, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos daquela cidade. Será um novo espaço de oferta de Banda Desenhada, que acolherá mais de 40 mil publicações entre álbuns, livros, revistas e fanzines, BD digital, espaços para exposições, Bedeteca Júnior e uma futura Fanzineteca. Na inauguração estarão patentes duas exposições: “O Resto da Revista – o que (quase) fica de fora das histórias da banda desenhada”, comissariada por Mário Moura e “25 Anos, 25 Autores, 25 Cartazes”, dedicada aos cartazes das 25 edições do AmadoraBD.

Segundo a Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, a criação da Bedeteca “é mais um passo no reconhecimento da importância da Nona Arte para a Amadora, que pretende continuar a afirmar-se como a capital da Banda Desenhada e apresenta-se como mais uma peça na construção contínua deste projeto desafiante, pretendendo ser um espaço pensado para a difusão da BD nos seus vários suportes e que ambiciona chegar a pessoas de todas as idades, durante todo o ano”.

Para além das áreas dedicadas a álbuns, livros e revistas, a Bedeteca tem duas zonas de exposições (uma maior com uma programação expositiva entre os quatro e os seis meses e outra mais pequena, para exposições que permanecem entre as três e as seis semanas), uma área dedicada à Bedeteca Júnior, com publicações destinadas aos mais pequenos e uma sala que será a futura Fanzineteca, que acolherá um inúmero conjunto de fanzines, do qual fará também parte a extensa coleção doada por Geraldes Lino.

A Bedeteca da Amadora fica situada na Avenida Conde Castro Guimarães.
Funcionará, ao longo do ano, no horário de Terça a Sábado, das 10h às 18h
.

Perante esta nova realidade, pergunto o que acontecerá ao CNBDI, que dispunha de uma bedeteca própria, que presumo que tenha sido a fornecedora do acervo desta nova Bedeteca?

3 comentários:

Ricardo Baptista disse...

Essa é precisamente a minha dúvida.
Vou ser sincero, não tenho grande noção do trabalho desenvolvido pelo CNBDI, se deixar de existir que tipo de consequências serão de esperar?

Nuno Neves disse...

Viva Ricardo! Penso que o CNBDI nasceu para dar cobertura a um plano de promoção e divulgação da banda desenhada, que tinha sido iniciado aneriormente pela CM Amadora com a organização o festival de BD. O CNBDI constituia-se como um centro de estudos, dado o seu enorme acervo e documentação, com um local de exposições, como uma casa-arquivo de uma importante colecção de originais, como uma bedeteca e um local de reunião e discussão de BD, para além de promover a edição. Complementarmente aparecia associado à organização do AmadoraBD, organizava os «encontros às quintas» e tinha exposições patentes no seu espaço. Mas as coisas tem vindo a mudar. Deixou a edição, nunca se conseguiu afirmar como uma força na organização do festival (a CM Amadora concentra tudo seu pelouro da cultura) e agora penso que deve ter perdido agora a sua biblioteca para a Bedeteca. Resta-lhe talvez o arquivo e o espaço de exposições. Mas a continuar este esvaziamento de funções e responsabilidades, a consequência deve ser o seu fecho. tufo for uma questão de organização interna na CM Amadora, alguma outra entidade deve surgir para assumir as competências do CNBDI. Penso que o que o CNBDI representava era grande demais para simplesmente desaparecer. Aguardemos.

Ricardo Baptista disse...

Eu acho que considerando o nosso património de bd e ilustração (e a "promiscuidade" entre os dois meios) seria necessário um verdadeiro centro nacional que não se limitasse à Amadora. No caso deste deixar de existir é peremptório criar-se um "verdadeiro" CNBDI. Ou se calhar nem é preciso este deixar de existir.

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