Chega hoje às livrarias uma aposta nacional. A obra A FUGA, uma novela gráfica assinada por Paulo Caetano e Jorge Mateus, com a chancela da editora IGUANA, resgata dos arquivos da memória nacional uma das mais audaciosas evasões da prisão na história portuguesa, e provavelmente muito pouco conhecida.
Baseada em factos reais, reconta a história de um homem simples que ousou desafiar os muros e o medo durante o sombrio período do Estado Novo, nos inícios da década de ’60.
Ao longo da narrativa acompanhamos o seu percurso singular António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, que preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome: falou quando não devia. Durante dois anos, Tereso vive sob uma dupla identidade, conquista a confiança dos guardas e engendra, em segredo, uma operação digna de um filme: a evasão da fortificada prisão de Caxias, de sete importantes dirigentes comunistas, dentro de um carro blindado que tinha sido oferecido por Hitler a Salazar.
Ficha técnica:
A Fuga
Autores Paulo Caetano e Jorge Mateus
Capa mole, 170x240, cores, 112 páginas.
ISBN 9789895838912
PVP: € 18,45
Chancela IGUANA





A Iguana parece ter uma predileção por obras de banda desenhada cujo desenho é, digamos, fora da caixa, para não dizer em muitos casos, simplesmente feio.
ResponderEliminarNeste caso, pela amostra, não direi que é o meu tipo de ilustração, mas a estética, em especial nas cenas noturnas, parece muito bem conseguida.
Já o facto da Iguana também só publicar obras com "mensagem" começa a ser cansativo.
Esta obra entra no "cansativo" para mim, mas parabéns aos autores pela publicação da obra.
Recordo que esta dupla de autores já é repetente na casa. Anteriormente a Iguana já os tinha editado em O Segredo dos Mártires. Visualmente, diriam que são arrojados, trabalhando muito bem a cor para dar força à narrativa. Pessoalmente em termos de estética não desgosto. Relativamente à temática, penso que a ideia dos autores, até porque já é a segunda vez que sucede, é ilustrar episódios pouco conhecidos da nossa História. Agora relativamente à linha editorial da Iguana, verifica-se uma grande aposta em autores nacionais, mas concordo que passa muito por obras “fora da caixa”. E na verdade, em alguma delas, penso para mim “se havia necessidade”, mas enfim está editado. Relativamente às “mensagens” seguem a “ordem do dia”. Temas como identidade de género, feminismo, exploração social, são o agora o menu principal.
ResponderEliminarBem dito.
ResponderEliminarAcabei de ver o post da novidade da Arte de Autor... que não tem nada a ver com a linha geral de publicações da editora (até me rio quando penso que "O jardim" vem praticamente a seguir à publicação do Elric).
Se me mostrassem a capa e a sinopse d'O jardim eu só não dizia logo que a editora era a Iguana porque o desenho parece bastante bonito e de encher o olho!
Se bem que a Arte de Autor sempre teve um ou outro livro com os assuntos da agenda do dia, como o recente "Sangoma", espero que seja um lançamento para testar o mercado e ver se vende.
Não posso criticar, porque o importante é que todas as obras encontrem um público e a editora tenha bons resultados, para continuar a existir.
Boas continuações.
Confesso que a arte me agrada embora a capa, nem tanto. Quanto á temática não é a minha praia e BD com agenda política, não obrigado.
ResponderEliminarTambém não gosto muito da capa, ainda que se relacione com a história, concordo que podia ter sido mais bem conseguida. Já tive a oportunidade de ler o livro, e temos a história de um homem normal que por faça das circunstâncias acaba por tornar-se peça chave na fuga. Continuo a afirmar que não me parece que haja uma “intenção política” por parte dos autores. E olhando para a linha editorial seguida pela Iguana também não consigo identificar uma agenda. Aliás, podemos ver muitas agendas em diversas editoras, mas não vamos encontrar uma linha de continuidade em nenhuma delas. Na Iguana, este ano já tivemos histórias do Snoopy e duas biografias gráficas (Simone de Beauvoir e de Van Gogh). Nada a haver. Quanto às histórias do Estado Novo, de tempos em tempos, temos por cá uma vaga. Ainda este mês irá ser editada uma nova novela gráfica pelo Município de Oeiras, Um Quadrado de Céu, que traz o regresso aos muros de Caxias.
ResponderEliminarSuspiro por mais sci-fi, aventura e fantasia no panorama português, mas pelo que já foi avançado para este ano, não me parece - ainda que o Elric tenha sido uma boa surpresa (é a minha compra do mês).
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