A RELÒGIO D’ÁGUA tem hoje uma novidade nas livrarias, e de novo uma adaptação gráfica de uma obra literária do seu catálogo. Trata-se do clássico de fantasia moderna UM FEITICEIRO DE TERRAMAR, de Ursula K. Le Guin, aqui numa adaptação assinada por Fred Fordham.
Esta adaptação com paisagens amplas e personagens minuciosamente construídas, entrelaça a escala cinematográfica do vasto mundo de Le Guin com um drama profundo e pessoal. As ilustrações retratam o realismo e a rudeza deste universo, com a sua assinatura de profundidade refinada e atenção ao detalhe, trazendo uma nova perspetiva à obra-prima clássica de Le Guin, tanto para fãs de longa data como para novos leitores.
A narrativa acompanha a tumultuosa história do jovem mago Ged, desde a descoberta do seu talento até à formação como feiticeiro e sua busca para corrigir o erro que cometeu na sua iniciação, e restaurar o equilíbrio que perturbou.





O ciclo vicioso das editoras tradicionais de literatura -> BD? -> não sabemos como lidar com esse conceito e linguagem -> livros com imagens em sequência -> sim, mas apenas adaptações de literatura (volta ao início).
ResponderEliminarPenso que o problema passa mais pelo desconhecimento do mercado em si. O que é que existe, o que é que o leitor procura. A solução passa pelo "jogar pelo seguro". Temos estas obras no catalogo que tem tem o seu público, e por acaso até existe a adaptação gráfica, então porque não? Até acredito que desperte alguma curiosidade nos leitores da editora, mas para os demais leitores de bd tenho algumas reservas, até porque há obras romanceadas que simplesmente não funcionam. Nem tudo é adaptável. Não sei se será este o caso deste livro.
ResponderEliminarDiz-me a experiência de leitura de largas dezenas de adaptações de obras literárias que, aquelas que reúnem méritos e valor inato para se imporem como objectos autónomos, conta-se por uma mão. Na realidade não me surpreende que editoras de prosa tentem "diversificar" o seu portfólio com este tipo de obras. Surpreende-me mais que editoras de BD insistam, muitas vezes sem critério, precisamente neste tipo de obras.
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