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24 outubro, 2019

Lançamento ASA: Asterix - A Filha de Vercingétorix

Hoje o dia fica marcado pelo regresso de ASTERIX, num novo álbum de aventuras. «A Filha de Vercingétorix», numa edição ASA, é o título da 38ª aventura, que é de novo assinada pela dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad. Que verdade seja bem dia pegou bem no título e em equipa que ganha não se mexe.

Agora, o que faria uma adolescente sozinha numa pequena aldeia gaulesa, para além de «morrer de tédio»? É a premissa por detrás da história, que é aproveitada pelos autores, para a introdução de novos personagens, donde se destaca a protagonista desta aventura, de nome Adrenalina. Os autores prepararam-lhe uma surpresa: a criação de um grupo de amigos! Até agora sempre à sombra dos seus pais, os jovens da aldeia nunca tinham ocupado o lugar que merecem na série. Justiça lhes seja feita, graças à imaginação transbordante de Jean-Yves Ferri e ao traço de Didier Conrad.

A Filha de Vercingétorix
Voltas e reviravoltas em perspetiva! A filha do célebre chefe gaulês Vercingétorix, perseguida pelos romanos, refugia-se na aldeia dos irredutíveis gauleses, único lugar na Gália ocupada que pode garantir a sua proteção. E o mínimo que se pode dizer, é que a presença desta adolescente especial vai provocar múltiplos distúrbios intergeracionais…

A edição portuguesa tem um tiragem de 45.000 exemplares e há haverá um edição em mirandês.

Ficha técnica:
Asterix - A Filha de Vercingétorix
Coleção Astérix - Volume 38
De Jean-Yves Ferri e Didier Conrad
Cartonado, dimensões 21,8x29 cm, cores, 48 pags.
ISBN 9789892347035
PVP: € 10,90
Editora ASA



19 outubro, 2017

Lançamento ASA: Astérix e a Transitálica | Asterix an Eitália


É sempre um acontecimento mundial! O dia de hoje fica marcado pelo lançamento em todas as boas livraria da Gália e de mais de 25 países do Mundo Conhecido, do novo álbum de Astérix e Obelix. Em Portugal o lançamento é duplo. A editora ASA traz-nos ASTÉRIX E A TRANSITÁLICA em português [capa da esquerda] e ASTERIX AN EITÁLIA em mirandês [capa da direita].

A 37ª aventura dos nossos heróis, que se segue ao Papiro de César, conta de novo com a assinatura da dupla composta por Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenho). E a capa do novo álbum mão engana, os nossos heróis vão participar numa corrida de carros! Astérix e Obélix vão conduzir-nos a um ritmo desenfreado através das suas novas aventuras italianas. Ou melhor – desculpem! –, das suas novas aventuras itálicas!!!


Na Grande Corrida Transitálica, na qual participam representantes de inúmeros povos da Antiguidade, conseguirão os Gauleses suplantar todas as artimanhas a que recorrem os temíveis Romanos? E, para além de todas as outras equipas adversárias, conseguirão eles fazer face aos intrépidos Bretões? Conseguirão eles ser mais rápidos do que os Persas ou os Sármatas? Conseguirão eles não perder terreno face aos valerosos Godos?... Isto para já não falar dos carros de outros povos itálicos que não veem com bons olhos a hegemonia de Roma…


ASTÉRIX E A TRANSITÁLICA
Para afirmar o prestígio de Roma e a unidade dos povos da península itálica, Júlio César aprova a organização de uma corrida aberta a todos os povos do Mundo Conhecido, a fim de mostrar de forma esplendorosa a excelência das vias romanas. Aos organizadores do evento, César impõe uma condição sine qua non: a equipa romana tem IMPERATIVAMENTE de cortar a meta em primeiro lugar (ao que parece, naquela época o desporto, a política e o espectáculo já estavam intimamente ligados…)! Com o que César não contava era com a inscrição na corrida dos nossos dois campeões gauleses, que ameaçam deitar por terra os seus sonhos de grandeza…


“Quanto melhor for o vilão, melhor é o filme.” René Goscinny e Albert Uderzo, grandes cinéfilos, retiveram a lição do mestre Alfred Hitchcock na concepção dos antagonistas que vêm regularmente perturbar a tranquilidade da aldeia dos seus heróis gauleses. Para dar apenas um exemplo, o sorriso diabólico de Lindomeninis ao gritar “Acabo de ter uma ideia horrenda!” em Astérix e Cleópatra é digno dos mais diabólicos vilões do grande ecrã.


Em Astérix e a Transitálica, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad inovam ao apresentarem o misterioso auriga mascarado: Coronavírus, o campeão romano das MCDLXII vitórias! Não recuando perante nada para roubar o protagonismo aos seus adversários, e almejando obter mais uma vitória para sua glória e a glória de Roma, Coronavírus é um concorrente temível, cujo sorriso estático não inspira confiança a Obélix.

Mas quem se esconderá por trás desta máscara?


Ficha técnica:
Álbum n.º 37 - Astérix e a Transitálica
Argumento de Jean-Yves Ferri e desenho de Didier Conrad
Capa dura, 21,8 x 29 cm, 48 páginas, cores
ISBN 9789892340579
PVP: 10,90€
Editora ASA, Outubro de 2017


18 novembro, 2013

Leitura: Asterix entre os Pictos


Retomo aqui a rúbrica das leituras com o mais recente álbum de Asterix. O 35º álbum de aventuras foi talvez um dos álbuns de banda desenhada mais esperados do ano. Diz o incrível número de cinco milhões de exemplares de tiragem global. A mudança de autores verificada numa das séries mais populares no universo da banda desenhada fez crescer grandes espectativas. E não era uma herança fácil a responsabilidade assumida por Jean-Yves Ferri, no argumento e Didier Conrad, no desenho, em substituir Goscinny e Uderzo.

A verdade é que a leitura deste Asterix entre os Pictos não desilude mas também não entusiasma. Fico-me pelo meio termo. A premissa de uma viagem à terra dos pictos, leia-se Escócia, prometia uma boa aventura, a julgar pela história e cultura deste país. Um «picto» congelado dá à costa na Gália e os nosso heróis ficam encarregados de o levar de regresso ao seu país, acabando por interferir na eleição do novo rei dos Pictos. O argumento sem grandes rasgos de inspiração mostra-se competente q.b. Começa por revisitar os lugares-comuns na aldeia gaulesa. Não falta um piscar de olho à actualidade politica francesa com a questão do «direito de asilo» nas palavras do chefe Abraracourcix Matasétix com a resposta de imediato da esposa Bonemine Boapinta. Chegada a hora da verdadeira aventura começar, numa viagem de barco até à Caledónia, não falta o habitual encontro com os piratas, com o desfecho sobejamente conhecido.


E aqui chegados, enquanto leitores facilmente identificamos algumas das referências que a Escócia pode oferecer. Os clãs, a "lontra" de Loch Ness, a água de malte (leia-se whisky). Os trocadilhos com a linguagem pictograma mostram-se bem conseguidos. Mas os pictos revelam-se umas personagens mal caracterizadas, desenxabidas, o que não ajuda na história. Falta talvez uma alusão a Mel Gibson com o «seu» Braveheart, e faria depois todo o sentido que em vez de uma sugestão de aliança dos Pictos com os romanos para uma invasão da Gália(!), tivesse existido uma ameaça de invasão à Bretanha conhecendo-se a animosidade histórica entre escoceses e ingleses. As referência às musicas dos Beatles feita pela personagem principal do pictos, o Mac Brasa, também me parecem desenquadradas. No final, desmascarado o vilão, Mac Abro, salva-se as lutas contra os romanos e fecha-se com tradicional banquete.


No desenho, Conrad cumpre com o exigido. Mantem um registo gráfico fiel e nisso substitui Uderzo sem grandes problemas. Boa dinâmica do desenho e isso traduz-se num resultado final globalmente muito bom.

Asterix entre os Pictos mostra-se assim um álbum sem grandes ambições, onde claramente os autores podiam ter sido mais audazes. Jogaram pelo seguro e garantem uma leitura divertida. Com isto tem o mérito de fazer esquecer os álbuns anteriores, pelo menos os dois últimos, e trazer os irredutíveis gauleses de volta aos leitores. E isso faz deste álbum uma boa excelente noticia.

Asterix entre os Pictos
Autores: Jean-Yves Ferri e Didier Conrad
Volume 35, cores, capa dura
Editora ASA, 1ª edição de Outubro de 2013

A minha nota:

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