26 fevereiro, 2007

A Colecção SPIROU da ASA/Público

Depois de já aqui ter anunciado a publicação da Colecção SPIROU, numa parceria AS/Público, venho agora deixar em “primeira mão” a lista definitiva dos vinte títulos que compõe esta colecção, com a indicação da respectivas datas de publicação (todas Quartas-Feiras). Chamo apenas a atenção que a ordem de publicação não respeitar a numeração original da série.

Destaco o facto desta colecção incluir a publicação de nove títulos inéditos, oito dos quais vêm tapar os “buracos” que existiam na série em português, sendo que o outro título, a saber “A herança”, é um "hors-série", ou seja, não pertence à colecção principal.

Se juntarmos a isto a confirmação da publicação prevista para Março do 49º álbum, “Spirou e Fantasio em Tóquio”, pelas edições ASA, a série “SPIROU” fica, à data, integralmente publicada na língua portuguesa.

Por se tratar de revitalizar um dos grandes clássicos da Banda Desenhada franco-belga, por incluir os títulos nunca antes por cá publicados, a colecção SPIROU do Público é para já um dos grandes acontecimentos do ano em termos bedéfilos. Simplesmente imperdível!

COLECÇÃO SPIROU:

1. A máscara misteriosa, a publicar em 07-03-2007
2. O chifre do rinoceronte, em 14-03-2007
3. Os piratas do silêncio, em 21-03-2007
4. O fazedor de ouro (“Le faiseur d'or”) INÉDITO, em 28-03-2007
5. O anel de gelo (“La ceinture du grand froid”) INÉDITO, em 04-04-2007
6. O homem que não queria morrer (“L'homme qui ne voulait pas mourir”) INÉDITO, em 11-04-2007
7. O Gorila, em 18-04-2007
8. O Gás do Kuko Jomon (“Du glucose pour Noémie”) INÉDITO, em 25-04-2007
9. Z de Zorglub, em 02-05-2007
10. Pânico na abadia (“L'abbaye truquée”) INÉDITO, em 09-05-2007
11. A caixa negra (“La boïte noire”) INÉDITO, em 16-05-2007
12. Paris submersa, em 23-05-2007
13. Spirou e os herdeiros, em 30-05-2007
14. Os ladrões do Marsupilami, em 06-06-2007
15. Aventura na Austrália, em 13-06-2007
16. Tora Torapa (“Tora-Torapa”) INÉDITO, em 20-06-2007
17. A herança (“L'héritage”) INÉDITO, em 27-06-2007
18. Os gigantes petrificados (“Les géants pétrifiés”) INÉDITO, em 04-07-2007
19. O feiticeiro de Champignac, em 11-07-2007
20. O ditador e o cogumelo, em 18-07-2007

23 fevereiro, 2007

"LISBOA Cidade dos Livros"

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) decidiu lançar este ano o evento "Lisboa Cidade dos Livros" em substituição do tradicional modelo de barraquinhas da "Feira do Livro". A aposta passa agora por uma programação vasta e diversificada, que se estende pela cidade, com semanas dedicadas a saldos, alfarrabistas, ciclos de cinema ligados à literatura e homenagens várias. Esta promoção da leitura terá início a 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, e fim em 10 de Junho, no último da Feira do Livro.

A razão do destaque desta notícia aqui nas "notas", deve-se ao facto da temática da BD não ter sido esquecida, e das iniciativas previstas passa mesmo pela organização de uma Megafeira de Banda Desenhada, no Jardim da Estrela. Apesar de ainda muito pouco se saber sobre o ‘conteúdo’ desta designada megafeira, fica aqui o registo, ao qual prometo voltar assim que surjam mais novidades.

13 fevereiro, 2007

Príncipe Valente


Faz hoje precisamente 70 anos que, através da King Features Syndicate, surgiu pela primeira vez publicado nos suplementos de banda desenhada dos jornais americanos, as aventuras do PRÍNCIPE VALENTE, o jovem herdeiro do destronado Rei do reino de Thule, vivido no tempo do Rei Artur, e que constitui a obra-prima de Harold Foster (1892-1982).

As principais características desta banda desenhada são a total ausência dos clássicos balões de conversação, tendo o autor optado por fazer uma narração da história, e o reconhecimento como uma das mais perfeitas, em termos de desenho, alguma vez publicadas.

Realça-se também o facto do Príncipe Valente constituir um caso raro de longevidade, continuando ainda nos dias de hoje a ser objecto de publicação em jornais de todo o mundo, incluindo Portugal, através do Diário Desportivo.

Em matéria de álbuns, por cá, o «Príncipe Valente» por Harold Foster (de 1937 a 1971), constituído por cerca de 1.800 páginas semanais, encontra-se actualmente a ser integralmente publicado (já saíram os 5 primeiros volumes relativos ao período compreendido entre 1937 e 1946) numa deslumbrante e magnífica colecção da responsabilidade do editor Manuel Caldas (na editora Bonecos de Papel), um reconhecido admirador da arte de Hal Foster, onde as pranchas em grande formato reproduzem com enorme detalhe, para deleite da nossa visão, a perfeição do desenho das melhores aventuras deste nobre herói.



10 fevereiro, 2007

Leitura: Evereste

Conforme já havia sido divulgado aqui, decorreu ontem [Sexta] no CC Vasco da Gama, a apresentação do álbum de banda desenhada EVERESTE, da autoria de Ricardo Cabral, numa adaptação do livro “A Mais Alta Solidão: o primeiro português no cume do Evereste” de João Garcia, que contou com a presença de ambos numa sessão de autógrafos.

O álbum, com uma tiragem única de 2.000 exemplares, é uma cuidada edição, sem grandes luxos, da Câmara Municipal de Lisboa em colaboração com a Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, com vista à sua distribuição gratuita pelas escolas da freguesa, afim de incentivar os jovens para a pratica de desporto.

A história, de esforço, coragem e sacrifício, remete-nos para a fase final da subida e conquista do cume do Evereste por parte de João Garcia e do seu companheiro Pascal Decrouwer (que faleceu aquando da descida), narrada pelo primeiro.

Apesar do traço do autor não ser perfeito relativamente à fisionomia das personagens, o desenho das paisagens é muito bom, e destaco mesmo as duas páginas, que ocupa a magnífica imagem (desenho e cores) da vista a partir do topo do mundo, que constituí sem sombra de dúvidas, o “ponto alto” da história.

Evereste
Autor: Ricardo Cabral
Edição única, cores, capa mole
Edição: Câmara Municipal de Lisboa, 1ª edição de 2007
Tiragem: 2000 exemplares

A minha nota:


nota adicional:
A título de curiosidade refiro que a sessão de autógrafos foi bastante concorrida, apesar de ficado com a impressão que era o único bedéfilo presente numa fila cheia de aspirantes e entusiastas de alpinismo. Mas tendo em conta o fim a que se destina, esta é uma excelente iniciativa, onde a BD funciona na perfeição como veículo de promoção de valores, tendo em conta o seu público-alvo. E votos que iniciativas destas se multipliquem!

V Troféus Central Comics

Já está a decorrer a 5ª edição dos Troféus Central Comics! A partir de hoje e até dia 28 de Fevereiro, qualquer leitor de BD poderá participar, através de voto, na eleição dos melhores da banda desenhada em 2006.

O "Troféus Central Comics" é um evento organizado pelo portal Central Comics, e foi pensado como uma forma de reconhecer os autores e editores portugueses que fizeram ou lançaram banda desenhada na nossa língua durante o ano transacto. Estes troféus, ao contrário de outros já existentes, são escolhidos pelo público leitor, que através do seu voto contribui assim para esta homenagem da BD.

Começam agora as votações para os 5 nomeados que irão para o escrutínio final.

Para fazer a sua votação clique aqui! Tem apenas uma opção para cada categoria, mas não é obrigado a votar em todas. Poderá deixar categorias em branco caso esteja indeciso ou não tenha lido nenhum dos nomeados. Só aceitaremos um voto por pessoa. Caso recebamos mais do que um voto por pessoa, só será considerado como válido o último enviado. Só serão aceites votos de leitores portugueses, ou estrangeiros residentes em Portugal. Os leitores serão responsáveis por 4 nomeados, e o Júri Central Comics nomeia o 5º elemento. O Júri é composto por Hugo Jesus, Daniel Maia, Pedro Cleto e Sara Figueiredo Costa.

Não se esqueçam, votar é um direito cívico!

09 fevereiro, 2007

Feira do Livro


Encontra-se a decorrer até ao próximo dia 8 de Março, no piso -1 da Gare do Oriente, a já habitual Feira do Livro em fim de edição. Entre os milhares de livros disponíveis, destaco os lotes de banda desenhada, com os mais variados títulos (Asterix, Blueberry, Spirou, Thorgal, Torpedo, Manara) e preços a partir de € 2,90. A título de curiosidade, informo que o último álbum de Blueberry “Dust”, editado pela ASA no ano passado, encontra-se à venda por apenas € 4,90.

02 fevereiro, 2007

Ouvi dizer que...

... depois do sucesso das colecções “Tintim” e mais recentemente “Lucky Luke”, o jornal Público já prepara para breve a próxima colecção de bd, que será dedicada a “Spirou".

Esta colecção seguirá os mesmos moldes das anteriores, ou seja, vinte álbuns, distribuídos semanalmente com o jornal, já a partir de finais de Fevereiro.





Adaptado da Wikipédia:

Spirou
foi criado em 21 de Abril de 1938, por Rob-Vel, a pedido do editor Jean Dupuis, pelo lançamento da revista “Spirou”. Mais tarde, em 1943, o autor cederá os direitos às edições Dupuis. Entre 1943 e 1946, Joseph Gillain (Jijé) é o artista que trabalha Spirou e introduz a personagem Fantásio, um repórter fotógrafo que trabalha no jornal Moustique. No período compreendido entre 1947 e 1968, é Franquin o artista que se segue e as histórias são publicadas, pela primeira vez, em álbum. Em Portugal, foram editados pela Meribérica. Em 1951, aparece pela primeira vez o fantástico Marsupilami. Entre 1969 e 1979, a dupla Spirou-Fantásio passa a ser desenhada por Jean-Claude Fournier, posteriormente Nic e Cauvin farão três livros (entre 1980 e 1983). Phillipe Vandevelde (Tome) e Jean-Richard Geurts (Janry) são convidados a desenhar (entre 1981 e 1998). Actualmente, Morvan e Munuera são o desenhador e argumentista, respectivamente, da série.

31 janeiro, 2007

O Corvo - parte 3

Quem viu atentamente edição n.º 16 (de DEZ/JAN) do BDJornal apercebeu-se concerteza, até pelo desenho da capa, que Luís Louro e a sua personagem O Corvo estão de regresso ao mundo da banda desenhada nacional. Agora o site fankaria.net levantou mais o véu e revelou que o novo projecto é fruto de uma inimaginável aliança entre Luís Louro e …. o "ganda" maluco Nuno Markl!

Parece que o convite foi feito e o projecto, com Markl na escrita e Louro no desenho, avançou ao longo de um ano e tal e o resultado é que …

… Ele está de volta. Vai enfrentar a mais terrível entidade de todas…

… uma família dos subúrbios.

A coisa parece que vai dar origem a um novo álbum e a edição n.º 17 (de FEV/MAR) do BDJornal promete explicar tudo. Esperemos então!

Os Melhores de 2006 são...

Já se encontra encerrada a mini-sondagem, que durante todo o mês de Janeiro esteve à disposição dos ilustres visitantes deste blogue, para a escolha dos melhores do ano bedéfilo de 2006. Apurados os resultados, informo, a título de curiosidade, que as preferências recaíram sobre:

- Melhor Álbum do ano: “Príncipe Valente 1941-42

- Melhor Editora do ano : Edições ASA

- Acontecimento do ano: O nascimento da editora BDMania

24 janeiro, 2007

João Garcia em BD

Uma banda desenhada, da autoria do ilustrador Ricardo Cabral, vai ser apresentada no próximo dia 09 de Fevereiro no decorrer da segunda edição do evento «Um Mundo de Aventuras», que se realiza entre os dias 07 e 11 no Centro Vasco da Gama, em Lisboa.

Na banda desenhada, o autor, Ricardo Cabral, conta um pouco das brincadeiras de infância do alpinista nos Olivais, onde ainda vive, e passa bruscamente para o dia em que João Garcia alcançou o cume do Evereste e perdeu o amigo Pascal Debrouwer, já na descida.

Esta edição da banda desenhada é produzida pela Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais e pela Câmara de Lisboa.

«O Ricardo (o autor) conseguiu um detalhe e rigor impressionantes. É como se tivesse lá estado», disse à Lusa João Garcia, explicando que os dois trabalharam em conjunto vendo fotografias e vídeos. Para os textos, o autor baseou-se em «A mais Alta Solidão», o primeiro livro do alpinista, que relata a subida ao cume mais alto da Terra.

Para João Garcia, que se manifestou «muito contente» com o trabalho produzido, esta banda desenhada é uma forma de «incutir o espírito desportivo e aventureiro aos jovens».

O alpinista considera que ficará feliz se com esta iniciativa ajudar a conseguir «roubar rapaziada dos sofás e das playstation».

Ricardo Garcia, ilustrador free-lancer de 28 anos, produziu a obra durante um ano e foi ele próprio quem entrou em contacto com um amigo de João Garcia a propor a banda desenhada.

Fonte: Diário Digital / Lusa

"Prepare for Glory"

Se dúvidas houvesse, que não há, mas se houvesse, ficaram logo dissipadas depois de ter assistido a um trailer de “300” em ecrã de cinema. Numa sala de cinema, a grandiosidade do filme salta à vista: as personagens, as batalhas, as cores, a música. Cada vez estou mais entusiasmado para assistir a este filme. As minhas expectativas estão no "tecto do mundo". Para continuar a “alimentar” a ansiedade, aqui fica o mais recente cartaz divulgado pela Warner Bros.


19 janeiro, 2007

“O 13º Passageiro”






















A editora O Mundo em Gavetas vai apresentar no próximo dia 30 de Janeiro, pelas 18h30, no ANA Museu (junto ao parque de estacionamento do terminal partidas do Aeroporto de Lisboa), o álbum “O 13º Passageiro”, uma banda desenhada da autoria de José António Barreiros e Carlos Barradas, cuja história se centra na actuação das redes estrangeiras de espionagem em Portugal, durante a Segunda Guerra.

Reza a história que:

No dia 1 de Junho de 1943 um avião civil da KLM, ao serviço da BOAC, que assegurava a ligação de Portugal ao Reino Unido, foi abatido por uma esquadrilha alemã, quando sobrevoava o Golfo da Biscaia. Desde então várias teses se têm defrontado para explicar o insólito acontecimento. A «linha de Lisboa», como era conhecida, gozava de imunidade, por via de um acordo não escrito que vigorava entre as forças do Eixo e os Aliados.

A bordo viajavam 13 passageiros, entre os quais o actor de teatro e do cinema Leslie Howard, que regressava de uma série de palestras de propaganda, efectuadas em Lisboa e Madrid.

Para mais informações cliquem no site da editora.

18 janeiro, 2007

O Estado da Arte (4)

"Em termos bedéfilos, atrevo-me a escrever que o ano de 2006 não correu nem bem nem mal, antes pelo contrário. Confuso? É que fazendo uma análise do ano que passou, fico com a impressão que a BD em Portugal se encontra numa fase de indefinição, perante tantos sinais contraditórios."

O balanço do ano bedéfilo de 2006 pode ser lido na integra aqui.

07 janeiro, 2007

BD no Cinema: "300"

Não me canso de divulgar aqui tudo o que se relacione com a adaptação ao cinema da graphic novel "300". Afinal acredito mesmo que este vai ser um dos grandes filmes deste ano.... assim o espero!!! Para já atente-se à beleza violenta dos novos posters!







01 janeiro, 2007

Sobre 2006...

Para balanço do ano de 2006, aproveito o primeiro dia de 2007, para convidar os leitores deste blogue a participarem na escolha do que mais marcou o panorama bedéfilo em Portugal durante o ano de 2006. Esta votação decorrerá até ao final do mês. As categorias apresentadas são o "Álbum do Ano", "Editora do Ano" e "Acontecimento do Ano" e as cinco opções de resposta, seguiram um critério de escolha meramente pessoal. Os resultados obtidos destinam-se exclusivamente a satisfazer a minha curiosidade.


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31 dezembro, 2006

Expectativas para 2007...

Como leitor espero sempre mais de um novo ano que começa, sobretudo mais publicações. Considero que o ano que agora finda não foi um mau ano. Publicou-se qualidade. Publicou-se foi pouca variedade. Como causas, aparece sempre a culpada "crise", não sei se económica ou de leitores, ou ambas, mas a contrariar esta ideia, uma nova aposta começa logo em Janeiro, com o regresso da “Turma da Mónica” de Maurício de Sousa a Portugal, desta vez sob o selo da PANINI. A remar talvez contra a maré!

Para 2007, as minhas expectativas não são muito elevadas, até porque preferia que as editoras apostassem mais nas colecções que já existem, do que em novas séries. Por exemplo, gostava muito que...

... a ASA continuasse a aposta em “Blueberry”, “Bouncer” e “Borgia” e se decidisse por publicar “XIII”; que a Gradiva lançasse o álbum perdido de “Largo Winch” (o nº 4) e publicasse o resto da colecção; que a Livros de Papel continue o excelente trabalho que tem feito com “Príncipe Valente”; que a nova editora BDMania continue o que começou e falo sobretudo da Marvel Transatlântico; que a renascida Devir se decida por publicar “A Agência de Viagens Lemming” e o 6º volume de “A Pior Banda do Mundo” do "nosso" José Carlos Fernandes. E já agora se não for pedir muito, também queria uma mudança radical de mentalidades na organização do FIBDA. Será que exagerei nos pedidos?

Em termos cinematográfico, o ano de 2007, será sem dúvida o ano das adaptações. Se disser que 2007 também pode ser o ano do Homem-Aranha ou o ano de Frank Miller, não fugiria muito à verdade. Encontram-se agendadas as estreias do ultra-esperado “Spider-Man 3”, do expectante “300”, de “Sin City 2” (ainda sem site oficial), da sequela “Fantastic Four 2” e da aposta “Ghost Rider”. Certo é filmes para todos os gostos, num filão que está longe de se esgotar.

No panorama internacional, destaco a comemoração do centenário do nascimento de Georges Rémi, mais conhecido por Hergé, o criador de Tintin. A Fundação Hergé prepara um vasto programa de eventos, resta saber se Portugal será contemplado com alguma exposição.

De resto, ficam sobretudo os votos de um bom ano para a BD em Portugal!

24 dezembro, 2006

Em jeito de postal natalício...

reproduzo aqui um curioso crossover entre a personagem Batman e a figura do Pai Natal, que fez a capa do n.º 27 do comic “Batman”, publicado em Fevereiro de 1945, para ilustrar os sinceros votos de um Feliz Natal a todos os que por aqui passam.

23 dezembro, 2006

Acerca do BDjornal

O “projecto BDjornal”, quando surgiu em Abril de 2005, visava colmatar um espaço que se encontrava vazio no que se refere à divulgação da temática da BD em Portugal, com a publicação mensal do único “jornal de banda desenhada e não só” publicado em Portugal. Ano e meio depois prepara a saída da sua edição n.º 16 (Dezembro/Janeiro).

No entanto, durante este período de tempo, o jornal passou por reformulações várias, que visaram essencialmente adaptar o projecto às condições do nosso difícil mercado. Com o início de uma nova fase (a partir da edição n.º 13), que implicou alterações no preço, na periodicidade, no formato e qualidade do papel, pensava que “BDjornal” tinha finalmente encontrado o seu “cantinho” ao sol. Puro engano. Com grande surpresa li no Kuentro (post de 09/12/2006), que afinal faço parte de um estrito grupo de 1.000 compradores/leitores regulares do “BDjornal”. Do teor do comunicado publicado pelo seu director, retira-se uma única conclusão: o “projecto BDjornal” continua, infelizmente, a não ser viável. Daí que sejam necessárias ainda novas alterações, sendo a mais significativa um aumento substancial do preço de capa. Percebe-se que o caminho não passa, no imediato, pela conquista de novos leitores, mas sim pelo equilíbrio financeiro do projecto. São opções.

Neste sentido, o "BDjornal" está tentar criar uma rede de distribuição, entre livrarias e papelarias ou tabacarias, a nível nacional, pelo que solicita aos interessados a indicação de possíveis pontos de venda, especialmente nas capitais de Distrito, na Grande Lisboa e no Grande Porto.

Podem fazê-lo para o email bdjornal@yahoo.com, ou também sem ter de pagar nada, por carta via CTT para: Remessa Livre 110 - EC Alcabideche - 2646-960 ALCABIDECHE.

No entanto, como leitor habitual do “BDjornal”, não posso deixar de referir que detecto algumas fraquezas no projecto, sendo que a primeira delas é a sua reduzida, para não dizer inexistente, difusão. Parece-me a mim que a sua existência apenas é conhecida por um reduzido número de pessoas, incluindo o referido grupo dos mil. Há obviamente um deficit de divulgação. Remédio? Sugeria talvez e até fazendo uso do potencial da Internet, a criação de um sítio na Internet exclusivamente dedicado ao “BDjornal”, onde se fizesse a apresentação do jornal e onde constasse a informação actualizada sobre pontos de venda e as condições de assinatura. Esta informação seria complementada com os sumários de novas edições, síntese dos principais destaques, resumos de edições antigas, etc.

Basta efectuar uma pesquisa no Google por “BDjornal” para perceber que os resultados devolvidos revelam informação desactualizada e dispersa. Parecem-me óbvias as vantagens de centralizar tudo num único sitio exclusivo e de fácil consulta.

Depois temos a periodicidade do “BDjornal”. Já aqui tinha escrito, bimestral parece-me demasiado e incompatível até com a condição de jornal que o projecto assume no seu título. A finalidade de um jornal é prestar informação, e convenhamos deseja-se que essa informação seja actual. Com a publicação de dois em dois meses, as notícias correm o risco de serem publicadas já desactualizadas ou ultrapassadas. Pessoalmente, preferia uma publicação mensal, nem que fosse a preto-e-branco em papel de menor qualidade do que uma publicação bimestral em papel melhorado e a cores. Como leitor não faço questão na qualidade/preço, mas sim na actualidade. E acredito que matéria não deve faltar.

Ao nível do conteúdo, apenas dois pequenos apontamentos. O primeiro é feito a título pessoal: desagrada-me que por vezes as bd’s publicadas sejam em formato de ‘coleccionável para destacar’. Primeiro porque não gosto de separar nada das revistas; segundo, porque neste formato, a leitura para quem não destaca, torna-se impraticável e sem sentido, andar para a frente e para trás à procura das tiras.

Segundo apontamento é para sugerir a criação de uma página de classificados. Sendo o mercado bedéfilo tão pequeno, a criação de um canal de comunicação entre potenciais vendedores e compradores, faria eventualmente do “BDjornal” um elo de ligação único entre coleccionadores bedéfilos.

Para finalizar fica aqui o desejo que a nova fase que se avizinha traga a estabilidade necessária ao projecto, porque da minha parte, fica garantido o apoio ao manter-me como um leitor assíduo do “BDjornal”.

19 dezembro, 2006

Joe Barbera (1911-2006)

O dia de hoje fica tristemente marcado pela noticia do falecimento de Joseph Barbera (à direita na fotografia), um excelente autor e desenhador que, juntamente com William Hanna, falecido em 2001, foi fundador dos célebres estúdios de animação Hanna-Barbera, responsáveis pela criação de personagens impares na história dos desenhos animados, donde se destacam “Tom & Jerry”, "Zé Colmeia" ou a série “Os Flinstones”, entre muitos outros, que ficarão para sempre guardadas na nossa memória colectiva.

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