21 outubro, 2006

FIBDA’2006 (7) – Primeiras impressões

Brandoa (Amadora) é neste momento a capital da bd em Portugal. A primeira nota vai para o novo espaço, o Fórum Luís de Camões. Interiormente, finalmente um sítio que dispõe das condições mínimas exigíveis para um festival deste gabarito, espaços amplos de fácil circulação, arejados e bem iluminados, boa localização das zonas comerciais/autógrafos. Exteriormente, a localização não me parece ser das melhores. Para quem não se deslocar em automóvel, chegar ao festival não é tarefa fácil, principalmente se tiver a chover. Parece que a organização iria colocar à disposição dos visitantes um vai-vém para assegurar a ligação entre o Fórum e as estações de metro da Falagueira, Alfornelos e a estação de comboios da Reboleira. Confesso que não se já está a funcionar.

Nota negativa vai para incompreensivel falha que é a falta do programa do festival para distribuir pelos visitantes. “Talvez para a semana” disse-me a simpática rapariga da recepção. É sem dúvida uma organização “à portuguesa”!

Um festival periférico, num país periférico, numa cidade periférica, numa freguesia periférica”, o director do festival dixit, já se faz sentir ao nível dos visitantes. Das 17 às 19 horas, assim por alto, e não deviam estar mais de cem visitantes em todo o espaço do festival.

Se por um lado, não abona nada de bom em favor do festival, por outro lado, para os bedéfilos era extremamente fácil visitar as exposições e/ou obter autógrafos. Curioso é como já vamos conhecendo algumas caras, apenas porque ano após ano repetimos a presença no FIBDA. Fico com a triste sensação que somos sempre os mesmos e que novos leitores não há.

Como não podia deixar de ser, na zona dos autógrafos, os autores que monopolizavam as atenções eram da escola franco-belga (porque será?), nomeadamente Frank Giroud, autor do projecto “O Decálogo” (editado em Portugal pela ASA) e Lucien Roolin, desenhador do VIII volume desta colecção. O José Carlos Fernandes, como habitualmente, destacava-se entre os autores portugueses. Todos estes autores repetem a presença amanha (Domingo).

De novidades, não vi nada de novo por parte da ASA (falha ou o festival não são três dias?), mas em compensação as novas editoras, a BdMania e KingPinComics, parece-me que não se podiam queixar da afluência aos seus stands.

Como toda a acção se passou na zona comercial, não tive oportunidade de visitar o espaço das exposições. Fica marcada visita para amanha e se possível com algumas fotos.

18 outubro, 2006

FIBDA’2006 (6) – Lançamentos

A poucos dias do início do 17º FIBDA, já se encontra disponível o programa dos lançamentos a decorrer durante o festival. O maior destaque vai para o (re)nascimento da editora Devir, que após uma longa ausência regressa com dois lançamentos agendados:

- “Homem-Aranha e Gata Negra/Novos X-Men 8 Final”
- ”Black Box Stories – Volume 1 (Tratado de Umbrografia)” de JC Fernandes

De realçar, o aparecimento da nova editora KingPinComics, com também dois novos lançamentos:

- “Super Pig n.º 1”
- “C.A.O.S. Livro Um”


O programa completo dos lançamentos pode ser conferido na imagem abaixo, enquanto o programa completo das festas pode ser consultado aqui.

Photobucket - Video and Image Hosting

16 outubro, 2006

Tex Willer

É o nome de um novo blogue de banda desenhada, que prima pela originalidade pelo facto de, tal como o nome indica, só tratar exclusivamente de Tex Willer, uma personagem do western americano, que apareceu pela primeira vez em 1948, pela dupla italiana Giovanni Luigi Bonelli (argumento) e Aurelio Gallepini (desenho).

O facto de não existir qualquer publicação regular editada em Portugal sobre esta personagem, não foi impedimento para os autores deste blogue em criar um espaço de divulgação das aventuras de Tex Willer em português. Os votos que a vossa paixão consiga contagiar alguma editora lusa!

15 outubro, 2006

“300”: BD vs. Cinema

Já aqui foi referido o lançamento oficial do trailer de "300". Na sequência desse lançamento houve quem se desse ao trabalho de fazer uma comparação entre o desenho original da bd e algumas das cenas do filme. O resultado é que o filme promete ser uma obra-prima da banda desenhada. É simplesmente espantoso e pode ser apreciado aqui.

(clique na imagem para aumentar)

Nova editora de BD em Portugal

O assunto já não novo e os rumores são tema de discussão em fóruns da internet. Na sua edição de hoje, o semanário SOL revela numa pequena notícia, que o novo projecto chama-se BdMania e é uma extensão, como editora, da loja de bd já existente em Lisboa e Coimbra. Refere ainda que as primeiras apostas vão para os super-herois da Marvel, não identificados, e para o anti-heroi Groo, do autor espanhol Sérgio Aragonês.

Para já nada é definitivo e certezas, se calhar, só mesmo durante o FIBDA. Mas onde há fumo….

10 outubro, 2006

FIBDA'2006 (5)

"O 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), que começa dia 20, vai privilegiar as «periferias» da nona arte, afirmou hoje o director do FIBDA, Nelson Dona.

Intitulada «17 graus periféricos e o resto do mundo», a edição deste ano do festival exclui a banda desenhada predominante anglo-americana e franco-belga e dá lugar a artistas de outros pontos do planeta como a América Latina ou o mundo árabe.

«Somos um festival periférico numa cidade periférica, portanto há que tirar partido disso e chamar as periferias para o festival», sublinhou Nelson Dona na apresentação oficial do FIBDA 2006.

Numa das exposições centrais do FIBDA serão divulgados autores de cerca de 20 países da América Latina, entre os quais Alberto Breccia, Quino, Carlos Trillo e Carlos Casalla.

De África serão apresentadas obras de países como Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Moçambique, Togo e Madagáscar, e do mundo árabe é revelada banda desenhada da Argélia ou de Tunísia.

Os países de Leste também estão representados no FIBDA com autores da Albânia, Croácia, Hungria, Roménia, Sérvia e Bulgária.

Haverá espaço ainda para a nova «mangá» (banda desenhada japonesa) e para a banda desenhada vinda de Espanha, através de David Rubim, Ángel de la Calle e Lorenzo Gómez.

Sendo a 17ª edição, o FIDBA seleccionou trabalhos de 17 autores portugueses pós-1960, para uma mostra de banda desenhada nacional que inclui autores como João Fazenda, Alain Corbel, Nuno Saraiva, Rui Lacas, Ricardo Ferrand, Miguel Rocha ou Filipe Abranches, que desenhou o cartaz do FIBDA.

Este ano o festival volta a mudar de lugar, com o núcleo central a decorrer em dois pisos de estacionamento do Fórum Luís de Camões, na Brandoa, Amadora.

No total é uma área expositiva de 3.500 metros quadrados, um espaço amplo que, segundo Nelson Dona, deverá ser a casa do FIBDA nos próximos anos.

Apesar das «limitações ao nível orçamental», como alertou hoje o presidente da autarquia, Joaquim Raposo, o orçamento do FIBDA aumento de 174 mil euros para 250 mil euros, mas a contabilização de custos finais ainda não está fechada.

Nelson Dona afirmou que «não haverá grandes estrelas do mundo anglo-americano ou franco-belga» presentes do festival. (sublinhado meu)

Destaque para a presença no primeiro fim-de-semana do FIBDA do francês Frank Giroud, autor do argumento e coordenador do projecto «Decálogo», com dez tomos desenhados por vários artistas e cujos originais estarão expostos no festival.

Maurício de Souza, autor da «Turma da Mónica», repete presença no FIBDA, estando também confirmados, entre outros, Lorenzo Gomez, JP Stassen, Ángel de la Calle, Sérgio Salma, Frédéric Boilet e Lailson Cavalcanti.

A organização do festival atribui anualmente oito prémios em áreas como álbum português e estrangeiro, argumento, desenho e fanzine.

Para melhor álbum português competem «História de Faro em BD», de José Garcês, «Morgana e o Poço Misterioso», de José Abrantes, «O Leitão Azul», de Pedro Leitão, Salazar, «Agora na hora da sua morte», de Miguel Rocha e João Paulo Cotrim, e «Super heróis da História de Portugal vol II», de António Gomes de Almeida e Artur Correia.

Para melhor álbum estrangeiro concorrem sete obras: «A Conspiração», de Will Eisner, «Blacksad», de Canales e Guarnido, «Bórgia, tomo 1», de Manara e Jodorowsky, «Cidade de Vidro», de Paul Auster, Paul Karasik e Mazzucchelli e «O Senhor Texugo e a Senhora Raposa», de Brigitte Luciani e Eve Tharlet.

Além das exposições no Fórum Luís de Camões, o FIBDA terá outras exposições na galeria municipal Artur Bual, Roque Gameiro, Centro Nacional de Banda Desenhada, Estação de Metro Amadora-Este e Recreios da Amadora.

A um ano de atingir a maioridade, o 17º Festival Internacional de Banda Desenhada na Amadora decorrerá de 20 de Outubro a 5 de Novembro."

in Diário Digital / Lusa

O Estado da Arte

Comecei hoje uma relação de colaboração com o portal BDesenhada.com. Para além de continuar com as "notas", serei também o responsável pela coluna editorial “O Estado da Arte”, onde escreverei crónicas sobre o panorama bedéfilo português. Acredito que matéria não me faltará, só espero que inspiração e tempo também não.

A dez dias do início do 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, a primeira crónica, que versa precisamente sobre o FIBDA, já pode ser lida aqui.

07 outubro, 2006

DVD “Uma História de Violência”

Ontem no cinema, hoje em dvd. Talvez um dos filmes do ano, mas seguramente um dos melhores que vi este ano, “Uma História de Violência” de David Cronenberg, baseado na graphic novel “A History of Violence” de John Wagner (argumento) e Vince Locke (arte), já se encontra disponível em venda directa.

Apesar de ser bastante mais suave que o livro, o filme conta a história de Tom Stall, um pacato comerciante e chefe de família que um dia se vê confrontado com um passado que quis esquecer e que obriga a reagir, é um filme de emoções e limites humanos. Até onde pode um homem ir para se proteger a si e aos seus?

Talvez pelo facto do realizador, desconhecer aquando da entrega do guião, que se tratava de uma adaptação de uma banda desenhada, possibilitou que a abordagem se centrasse nas personagens, nos seus conflitos e consequências. “Uma História de Violência” é um excelente registo de cinema. Obrigatório na nossa videoteca.

Trailer de “300”

Já se encontra disponível aqui o trailer oficial do filme “300”, a história de um grupo de trezentos guerreiros espartanos que enfrentaram o poderoso exército da Pérsia, composto por mais de 250.000 homens, na batalha do desfiladeiro das Termópilas, numa fiel adaptação da obra de banda desenhada do autor Frank Miller.


Com data de lançamento agendada apenas para Março de 2007, ficam para “abrir o apetite” três minutos de espantosas imagens do mais puro conceito de “banda desenhada em movimento”.

Site oficial do filme [link]

28 setembro, 2006

A Jóia da Coroa

Entre todas as peças que compõem uma colecção, hás sempre uma quer seja pelo seu valor monetário ou sentimental, o coleccionador considera como sendo a sua Jóia da Coroa. Pode-se definir como aquela que em caso de incêndio é a primeira a ser salva. A minha chegou esta semana pelo correio.

Chama-se “Aventuras do Homem-Aranha” e é uma colecção de 44 revistas, no formato 165x235, publicadas entre 1978 e 1981 pela saudosa Agência Portuguesa de Revistas. As histórias são do período “bronze age of comic books”, quando as aventuras do Homem-Aranha tinham conteúdo e estavam a anos-luz das porcarias que actualmente se publicam, como por exemplo, “The Other” ou “Civil War”.

Lembro-me de ter lido relido centenas de vezes estas revistas quando tinha 7, 8 anos de idade. Posso dizer que o meu fascínio pela banda desenhada começou aqui e pelo Homem-Aranha também. Agora, passados 28 anos, e após muita procura, recupero esta colecção, que se já se encontra orgulhosamente arrumada na prateleira central da minha estante. E o preço que paguei? Bem, o problema do dinheiro não é quando se gasta em gajas, copos ou bd; é quando se gasta de forma estúpida!

E com esta colecção fecho a loja. Possuo todas as colecções do Homem-Aranha publicadas em Portugal até à data, com excepção das publicadas pela Abril/Controljornal.

E você caro leitor qual é a sua Jóia da Coroa?

24 setembro, 2006

O regresso de Michel Vaillant

Durante todas as Segundas-Feiras do próximo mês de Outubro, o semanário AutoSport vai publicar cinco novos álbuns das aventuras de Michel Vaillant, famoso herói da banda desenhada franco-belga, criado em 1957, por Jean Graton. Assim, de 2 a 30 de Outubro, com o jornal, cada álbum custará a módica quantia de € 4,90.

O AutoSport repete-se mais uma vez esta excelente iniciativa, cuja mais-valia para os leitores portugueses, para além do preço é o facto de serem publicações inéditas em Portugal.


Os títulos, com as respectivas datas de publicação, são os seguintes:

- 2 Outubro - A PISTA DE JADE
- 9 Outubro - PADDOCK
- 16 Outubro - O SPONSOR
- 23 Outubro - 1000.000.000$ PARA STEVE WARSON
- 30 Outubro - POR DAVID

19 setembro, 2006

Álbum do Fantasma

Alguns dias depois de aqui ter escrito sobre o Fantasma, tive a sorte de comprar num leilão on-line, um álbum (ver imagem) que relata a infância do herói (argumento de Lee Falk e desenhos de Wilson McCoy). A história que nos mostra a educação do Fantasma e o seu primeiro encontro com Diana Palmer, embora cronologicamente seja a primeira aventura do Fantasma, é narrada no presente, em jeito de flash-back.

O álbum, cartonado com a capa plastificada, é uma edição brasileira datada de 1979, da editora Brasil-América (EBAL), sendo o primeiro de uma colecção de cinco números,.

Os restantes quatro reproduzem a primeira história publicada originalmente em 1936, intitulada “Os Piratas Singh” (“The Singh Brotherhood” no original).

Uma excelente colecção, até porque cá em Portugal não se edita nada disto. Altamente recomendável !

Posteriormente, uma volta por alguns alfarrabistas de Lisboa e ainda consegui arranjar os n.ºs 2 e 3, ficando-me a faltar os n.ºs 4 e 5 para completar a colecção. Se porventura algum leitor estiver interessado em vender, deste lado há alguem interessado em comprar. O contacto pode ser feito para a caixa de notas, no topo da coluna aqui ao lado.

DVD "V de Vingança"

Já se encontra disponível em dvd, o filme “V de Vingança”, a adaptação da graphic novel “V for Vendetta” de Alan Moore (argumento) e David Lloyd (desenho), realizado por James Mcteigue, com Natalie Portman/”Evey” e Hugo Weaving/”V” nos principais papéis.
Como todas as adaptações de bd para o cinema, também esta sofre da dificuldade em se manter fiel à matriz original. No entanto, o argumento, apesar de condensar a história, consegue manter toda carga subversiva que transpira do livro, conservando assim a identidade da obra original, o que cria um filme que vale por si só.

A história de um misterioso mascarado que tenta tentar abolir um regime totalitário é visualmente espectacular, ou não fossem os argumentistas, os irmãos Wachowski (da trilogia Matrix). Com uma boa realização e excelentes interpretações, o filme funciona como um despertar para a obra de Alan Moore.

No mercado nacional, foram lançadas três edições, a normal, uma especial e uma de coleccionador, com preços que variam entre € 19,95 e € 26,95 (na FNAC, passe a publicidade). A edição de coleccionador (deluxe) vem com dois discos numa caixa metálica, sendo um deles só de extras, acompanhada de um pequeno comic book com os primeiros nove capítulos da história.

Não obstante o preço (sempre elevado), é daquelas adaptações de bd que não envergonham, o que o torna um filme obrigatório na videoteca de qualquer bedéfilo que se preze.

12 setembro, 2006

O Estado da BD

Chegado ao centésimo post do blogue, resolvo fazer uma breve análise sobre o estado da BD em Portugal. Na minha condição de bedéfilo comprador, leitor e coleccionador, defino numa única palavra: DESOLADOR!

Em termos gerais, não há grandes novidades nas bancas (para mim a grande excepção foi a excelente surpresa com o regresso de Blueberry), há poucas séries novas, abundam as reedições e as séries descontinuadas. Com lançamentos regulares, apenas existe UMA editora em Portugal, a ASA, o que apesar de insuficiente é meritório, até porque este género de publicação nem é o seu principal negócio. Em termos de números de lançamentos, fala-se num decréscimo de 65% quando comparado com o ano de 2005. Depois soma-se meia-dúzia de revistas marginais, que já se sabe de vida curta, até porque também não há apoios oficiais e o temos o BDjornal, agora em versão renovada e com a aposta na divulgação de autores portugueses mas sempre dependente dos números das vendas. E é tudo. E assim vai o mercado português.

A verdade é que a BD vive também debaixo do estigma de ser uma forma de expressão marginal. A sua falta de classificação como “cultura”, impede-a se calhar de estar na linha da frente, ao lado de outras formas de expressão cultural, na altura de receber apoios do Estado. Aqui estamos com um problema de mentalidades!

Um leitor deste blogue comentou um dia que "nunca tinha visto nenhum editor de BD preocupado em saber o perfil do leitor de BD português”. O problema e se calhar a solução também passam por aqui. As consequências são óbvias, por se editar pouco em Portugal, edita-se mal e o resultado traduz-se na dificuldade em conquistar e (re)conquistar leitores. E não há festivais de BD que valham! E aqui continuamos com um problema de mentalidades!

A quase um mês de distância do FIBDA’2006, surgem rumores que este festival possa marcar um ponto de viragem neste marasmo bedéfilo em que vivemos. Vamos esperar para ver as surpresas, que começam logo pela nova localização. Mas verdade seja dita, pior que a escola Intercultural ou a estação de metro da Falagueira, deve ser difícil. Depois, ao nível das editoras, parece que a PANINI (agora com Maurício de Sousa) vai-se mostrar e a DEVIR vai aproveitar para um segundo fôlego. Esperemos que seja um longo fôlego e de preferência sem os erros do passado. Fala-se na edição da “A Agência de Viagens Lemming” ou o 6º volume de “A Pior Banda do Mundo”, ambos de José Carlos Fernandes, o que me parece bem até porque o JCF é uma aposta ganha (opinião pessoal).

Em termos de organização de festival, apesar do debate, aqui não deve haver surpresas, até porque os editores há muito que andam arredados destas organizações. Apesar de tudo e como sempre (tonto!) mantenho as minhas expectativas altas, mas não elevadas (até porque já se sabe quanto mais alto se sobe….).

Só me resta desejar que estes últimos quatro meses de 2006 sejam bastante mais produtivo em termos qualitativos e quantitativos e que tudo aconteça durante o FIBDA. E já agora tambem desejo uma mudança de mentalidades em Portugal.

Saudações bedéfilas


PS: entretanto por estes dias, este blogue recebeu a sua visita 10.000. Um redondo número que fica associado a um leitor oriundo de Cabo Verde. A partir de agora o contador das visitas passa a marcar cinco dígitos.

26 agosto, 2006

FIBDA'2006 (4)

O FIBDA já abriu as inscrições para os concursos de banda desenhada e de cartoon da edição deste ano. O tema definido para os concursos é: "Um Olhar sobre o Resto do Mundo", tendo em conta que o tema deste ano do FIBDA "17 Graus Periféricos e o Resto do Mundo" quer dar a conhecer autores inéditos ou pouco conhecidos na Europa.
Quer para o concurso de banda desenhada quer para o de cartoon, o prazo limite de entrega dos trabalhos é o dia 25 de Setembro. No final desse mês, o júri reúne para efectuar a pré-selecção, decidir e ordenar os trabalhos premiados.

Para o concurso de BD, as normas de participação definem dois escalões etários: dos 17 aos 30 anos, escalão A e dos 12 aos 16 anos, escalão B. Para o concurso de Cartoon, apenas está definido um escalão, entre os 16 e os 30 anos.

Para que possa ler e imprimir as normas de participação, clique aqui.

20 agosto, 2006

As minhas BD preferidas #7: Fantasma

De volta aos clássicos, desta vez para falar de uma das mais extraordinárias bandas desenhadas que conheço. O Fantasma, criação imortal do autor americano Lee Falk (1911-1999), foi uma personagem inovadora, por ter sido o primeiro herói a apresentar-se com uma identidade secreta, inaugurando assim a longa tradição na bd americana dos heróis mascarados. A história do Fantasma é, na realidade, a saga de uma família, que de geração em geração, através de um juramento (da caveira), renova a promessa de dedicar a sua vida a combater o mal.

Esta estrutura delineada pelo autor, conseguia dar profundidade à personagem, permitindo explorar várias facetas do Fantasma, ao variar a acção e a época das histórias, sendo o leitor, por vezes, “transportado” alguns séculos atrás para acompanhar as aventuras de um outro Fantasma de uma outra geração. A renovação da personagem, através da sua sucessão, para além de humaniza-la permite evitar aqueles desfasamentos temporais tão característicos dos heróis modernos. O Fantasma vive e morre no seu tempo mas ao mesmo tempo é imortal, porque alguém tomará sempre o seu lugar. Nas histórias, a ideia da imortalidade está vincada sob a forma de lendas de “O Espírito-Que-Anda” ou o "Homem-que-nunca-morre" que é sussurrada e provoca terror nos adversários.

O ambiente natural do Fantasma é a região selvagem onde vive. Aqui desenrola-se a maior parte das suas aventuras. No coração da selva, vive numa gruta em forma de caveira. Numa das salas guarda os registos escritos em forma de crónicas das várias gerações e noutra, a sala do Tesouro, encontra-se cheia objectos históricos recolhidos ao longo dos tempos por vários Fantasmas. Depois, existem ainda lugares exóticos como a espantosa praia dourada de Keela Wee com as suas areias de ouro ou a extraordinária Ilha de Éden, onde animais selvagens convivem amistosamente com monstros pré-históricos.
O Fantasma é também o Comandante da Patrulha da Selva, um corpo policial criado por um dos primeiros Fantasma, que tem como missão assegurar a Lei e Ordem na selva, sendo normal a intervenção destes nas histórias. Curiosamente o elemento “civilização” encontra-se muitas vezes ausente, ficando mesmo inexpressivo na narrativa, mesmo quando a acção se desloca para a cidade. Geralmente quando viaja, o Fantasma age de forma anónima, usando sempre uma gabardina, óculos escuros e chapéu.

Rezam as crónicas que o primeiro Fantasma foi Sir Christopher Standish, filho de um antigo marinheiro da frota de Cristóvão Colombo. No século XVI, numa das viagens, o navio que o seu pai era comandante, foi atacado por piratas Singh ao largo da costa de Bengala, país imaginário situado algures no continente africano, sendo o jovem Kit (diminutivo de Christopher) o único sobrevivente. Socorrido pelos pigmeus Bandar da selva africana, faz pela primeira vez o juramento, sobre a caveira do assassino de seu pai, dando assim origem à linhagem do Fantasma. Desde então, os habitantes da selva (excepto os pigmeus Bandar) acreditam que ele seja eterno, quando na verdade o actual Fantasma pertence à 21º geração.

Além da máscara, que nunca tira, e do trajo (curiosamente, o seu autor tinha previsto um trajo cinzento, mas quando a primeira edição a cores foi impressa, em 1939, por problemas na gráfica, a cor que saiu foi roxa, e assim foi mantida), Lee Falk dotou este herói de outros símbolos. O símbolo do Fantasma é uma caveira. Para além da já referida gruta da caveira, usa na sua mão direita o anel da caveira ou a marca do mal, utilizado frequentemente para marcar a face dos seus inimigos, quando utiliza os punhos; na mão esquerda, usa outro anel, cujo símbolo significa a marca do bem, que garante a quem usar que estará sempre sob sua protecção.

Propriedade da King Features Syndicate, o Fantasma fez a sua estreia a 17 de Fevereiro de 1936, com a história The Singh Brotherhood, nas páginas do “New York American Journal”, sendo o seu primeiro desenhador Ray Moore (1905-1984). Mais tarde, este foi substituído por Wilson McCoy (1902-1961) e, a partir de 1963, foi Sy Barry quem se encarregou dos desenhos durante cerca de três décadas. Mais recentemente, foi um seu assistente, George Olesen, que tomou conta dos desenhos, bem como Graham Nolan. De referir, que foi o próprio Lee Falk que ao longo de sessenta anos ininterruptos se encarregou de escrever os argumentos das histórias, ostentando por isso o título de autor de banda desenhada com maior longevidade.

Actualmente, através da King Features, continuam a ser publicadas tiras diárias em jornais de todo o mundo, as aventuras do 21º Fantasma, que é casado com Diana Palmer, funcionária da ONU, e pai de um casal de gémeos, Kit e Eloise. Em formato comic, a editora americana Moonstone publica um título regular desta personagem, “The Phantom”, que não tem qualquer ligação com as tiras publicadas nos jornais.

O FANTASMA EM PORTUGAL

Ao longo dos anos, o Fantasma surgiu em inúmeras publicações e reedições nos Estados Unidos e noutros países, incluindo o Brasil, onde foi publicado em revista própria durante longos anos. No nosso país, foi principalmente no saudoso Mundo de Aventuras que o divulgou e popularizou, havendo no entanto outras publicações (ex: Selecções do Mundo de Aventuras) que também publicaram histórias soltas deste herói. Infelizmente, não há registo de qualquer título de carácter regular inteiramente dedicado ao Fantasma.

No ano em se comemora os 70 anos da sua primeira publicação, a editora brasileira Opera Graphica aproveitou para lançar uma edição comemorativa, "O Fantasma - Sempre aos Domingos", que reúne todas as histórias do Fantasma escritas por Lee Falk e desenhadas por Ray Moore, que foram publicadas originalmente entre Maio de 1939 e Outubro de 1942, cuja capa reproduzo aqui ao lado. Um autêntico tesouro!

Pena é que as editoras portuguesas andem distraídas!



Sites relacionados:
- Fantasma News (Brasil)
- Os Amigos do Fantasma (EUA)

Consultas efectuadas:
- post “The Phantom, O Fantasma” no blogue MANIA DOS QUADRADINHOS
- “Mandrake & Fantasma” na colecção OS CLASSICOS DA BANDA DESENHADA
- “Fantasma (banda desenhada)" na Wikipédia.org

14 agosto, 2006

Site (oficial) "The Dark Knight"

Photobucket - Video and Image Hosting

O regresso de Batman ao cinema, depois de “Batman Begins”, começa a tomar forma. O novo filme “The Dark Knight”, realizado por Christopher Nolan, marca o regresso de uma das mais espantosas personagens do universo Batman e um dos seus piores inimigos, o Joker, interpretado pelo actor Heath Ledger. Agora foi disponibilizado aquele que aparenta ser o site oficial do filme. Por agora apenas podemos visualizar o emblema do morcego sobre um fundo negro. O filme tem estreia agendada para 2008.

11 agosto, 2006

FIBDA’2006 (3)

Maurício de Sousa, o mais conhecido autor de banda desenhada brasileiro, que recentemente se mudou de “armas e bagagens” para a PANINI, editora que ganhou assim a exclusividade para Portugal e Brasil (a partir de 1 de Janeiro de 2007) das revistas da TURMA da MÓNICA, é um dos autores cuja presença já está confirmada para a edição deste ano do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Depois da sua passagem pelo Festival em 2003, Maurício de Sousa certamente não deixará de aproveitar esta ocasião para nos apresentar a sua nova personagem, o Ronaldinho, inspirada no famoso jogador do Barcelona, com o mesmo nome.


Ler também:
- FIBDA’2006 (2)
- FIBDA’2006 (1)

Cinema: "Super-Homem: O Regresso"

Em “Superman Returns” o sabor da frustração começa logo com as cores do novo uniforme do Super-Homem. O vermelho dá lugar a um bordeuax, que visualmente desbota. Há cores que não se mudam. Depois temos um argumento fraco, básico, sem desenvolvimento e por vezes sem nexo, cheio de personagens secundárias inúteis (Martha Kent, Jimmy Olsen ou Richard White) e nem os salpicos de uns bons efeitos especiais se mostram suficientes para justificar a expectativa que este “regresso” criou. Três ou quatro bons momentos no filme não são suficientes. Aliás nem se percebe porque que o filme tem a duração de duas horas e meia, quando não afinal não há muita história para contar. Está bem que houve a necessidade de recuperar o herói e criar condições para as sequelas, mas também é verdade que Bryan Singer já nos habituou a muito melhor e tinha a “obrigação” de cumprir. Afinal tem o talento, havia os meios e o Super-Homem tinha o potencial. Infelizmente falhou. Ao nível dos actores principais cumpririam com o exigido, tendo pessoalmente gostado da interpretação de Kevin Spacey como Lex Luthor. Mas isto sou eu que sempre gostei dos vilões.

Recomendo apenas a fans do Super-Herói (o que manifestamente não é o meu caso).

As minhas estrelas: 2 em 5

"300"

Aqui estão os primeiros posters promocionais do filme “300”, uma adaptação da magnífica obra de banda desenhada da autoria de Frank Miller, que se encontra publicada em Portugal, numa edição da Norma Editorial e que foi vencedora do prémio para o Melhor Desenho Estrangeiro na última edição dos Troféus Central Comics.








Site oficial do filme [link]

09 agosto, 2006

O Regresso do Super-Homem

Chegado o mês de Agosto, torna-se normal a ausência de novidades em matéria de banda desenhada, pelo que a principal noticia nos tempos que correm, é mesmo o regresso do Super-Homem .....mas no cinema.

Apesar de, pessoalmente, não ser grande entusiasta deste super-herói, estou bastante curioso em relação ao novo filme, intitulado “Superman Returns” (no seu titulo original), não só por se tratar da adptação de uma banda desenhada mas também devido à sua longa ausência dos cinemas e por ser realizado pelo excelente Bryan Singer (o realizador de “X-Men” e “X2”).

Em termos cronológicos, esta nova aventura, encaixa-se depois do “Superman 2 – A Aventura Continua”, uma vez que o realizador optou, e na minha opinião muito bem, por recuperar o espírito dos dois primeiros filmes da saga, “Superman” (1978) e o referido “Superman 2” (1980), ambos realizados por Richard Donner e ignorar positivamente os restantes (3 e 4), de cujos títulos já nem me recordo.

De forma resumida, a história do filme conta o regresso do Super-Homem (Brandon Routh) à Terra, depois de uma ausência de vários anos. Lois Lane (Kate Bosworth) entretanto casou e Lex Luthor (Kevin Spacey) saído da prisão, aproveita para preparar (mais um plano) para destruir o seu arqui-inimigo. O habitual nos (re)lançamentos. Não alterar muito a fórmula original. Para os interessados aqui fica o link do site oficial do filme.

Para além de todo o marketing associado ao filme, a DC Comics aproveitou a ocasião para fazer o lançamento de quatro edições especiais "Superman Returns" (uma por personagem), escritas por Bryan Singer, que servem de lançamento do filme, e basicamente fazem a ligação entre o final de “Super-Homem 2” e o este novo filme, contando ao que se passou durante a ausência do Super-Homem. “Krypton to Earth”, “Ma Kent”, “Lex Luthor” e “Lois Lane” são os títulos desta colecção, existindo ainda uma "quinta edição", totalmente digital, que pode ser lida aqui.

O filme tem feito uma boa bilheteira no box-offce americano, com ganhos no valor de 190 milhões de dólares, em seis semanas de exibição, sendo o filme do Super-Homem com maior sucesso, ocupando actualmente a 8ª posição no top das adaptações de banda desenhada mais rentáveis de sempre (fonte box-office Mojo). Já se fala numa sequela para 2009.

Estreia em Portugal na próxima Quinta-Feira, 10 de Agosto.

31 julho, 2006

1º Aniversário

Faz hoje um ano que iniciei este blogue. Move-me o gosto pela Banda Desenhada. É este um dos propósitos deste blogue, contribuir para a sua divulgação, dar a conhecer novos mundos ao Mundo.

Um ano depois, o saldo é bastante positivo. Não só pelo número de visitas mas tambem pelos "feedbacks". Apesar de não ter quaisquer objectivos estabelecidos ou metas a alcançar, “alimentar” este blogue não deixou de ser uma experiência bastante gratificante, pelo que estes últimos 365 dias, apesar de trabalhosos, foram bastante frutuosos, que serviram para dar e também para receber. Assim, a todos os leitores que por aqui vão passando, OBRIGADO pelo vosso tempo.

Da minha parte, prometo continuar a "trabalhar"!

Que a Banda Desenhada em Portugal nunca se perca!

Saudações bedéfilas

História da BD em Portugal

Do outro lado do Oceano, Sónia Luyten, investigadora e autora brasileira que resolveu fazer o caminho inverso de Cabral e descobrir o que está por detrás do mundo lusitano das HQs. A primeira parte do artigo sobre a história da banda desenhada portuguesa intitulado “Portugal: das histórias aos quadradinhos às bandas desenhadas” pode ser lido aqui.

27 julho, 2006

Licenciatura em BD

A Escola Superior de Artes do Porto - ESAP Guimarães resolveu criar uma inédita Licenciatura em Artes BD/Ilustração. Segundo os objectivo do curso, “os diplomados com esta Licenciatura estarão habilitados para a criação, quer por iniciativa própria quer por solicitação profissional de trabalhos na área da Banda Desenhada e da Ilustração nas suas várias vertentes (comercial, publicidade, científica, artística, centrada em públicos amplos ou específicos, criando conteúdos originais ou adaptando material prévio), e ainda a serem capazes de relacionar a sua produção efectiva com o mercado existente”. Para os interessados, mais informações podem ser obtidas através do site da escola em www.esap-gmr.com

24 julho, 2006

Leitura: Mister Blueberry - Dust

Três anos após o último álbum publicado em Portugal pela extinta Meribérica, Blueberry está de regresso ao mercado nacional. O novo álbum, “Dust”, agora sob a chancela da editora ASA, constitui o 28º título (devidamente assinalado na lombada) da série.

Escrito e desenhado por Jean Giraud, este álbum vem encerrar o ciclo “Mister Blueberry” (ver “Mister Blueberry”, “Sombras sobre Tombstone”, “Gerónimo, O Apache” e “OK Corral”). A acção desenrola-se em Outubro de 1881, na cidade de Tombstone, onde encontramos Blueberry a recuperar dos graves ferimentos que sofreu após ter sido alvejado pelas costas (ver álbum "Mister Blueberry"). O relato final das suas histórias ao escritor Campbell, incluindo o episódio que dá o nome ao álbum, bem como as situações que se desenrolam nos intervalos desta narrativa, confirmam a singular natureza deste herói. Entretanto, toda a sucessão de acontecimentos e histórias desencontradas ocorridas anteriormente têm agora aqui o seu desenlace final. O autor, com mestria, aproveitou e soube enquadrar na trama, o histórico duelo em "OK Corral", que opôs os irmãos Earp/Doc Holliday aos irmãos Clanton/McLaury, melhorando um argumento que por si só já é rico por natureza, tal as histórias e a singularidade das suas personagens. No final, assistimos ao renascimento de Blueberry, “teso mas vivo”, nas suas palavras, e preparado para novas aventuras.

Toda a narrativa de “Dust” encontra-se bem estruturada, que conjugada com a perfeição do desenho consegue transmitir uma sensação de movimento ao leitor, que facilmente o cativa, no entanto, não posso deixar de recomendar uma leitura prévia dos álbuns que o antecedem para um refrescar de memória e/ou melhor entendimento da história. Aconselho os saldos da FNAC, onde se podem comprar os álbuns anteriores com preço a partir de €2,90.

Dust” marca o regresso de uma excelente BD ao mercado nacional, e quando se trata provavelmente do melhor "western" em banda desenhada do mundo (desculpem a minha parcialidade), a recomendação que deixo é que é de LEITURA OBRIGATÓRIA. Por todos os motivos, considero-a a edição do ano!

A minha nota:

Edição: ASA, 1º edição de Maio de 2006.

22 julho, 2006

FIBDA’2006 (2)

Depois de escolhido o tema para a edição deste ano, chegou agora a vez das instalações. Assim, após dois anos na estação de Metro da Falagueira, local que não deixa saudades, a 17ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, a decorrer entre os dias 20 de Outubro e 5 de Novembro, vai mudar mais uma vez de casa, transferindo-se para o novo Fórum Luís de Camões, localizado na freguesia da Brandoa.
Depois da Fábrica da Cultura, da Escola Intercultural e da estação do Metro da Falagueira, esperemos que seja desta que o FIBDA encontre umas instalações que dignifiquem o evento. Para confirmar em Outubro.

Ler também FIBDA’2006 (1).

20 julho, 2006

Civil War

De regresso. Bem mais ou menos, estou dependente do estado de humor do meu computador. Para já está a funcionar. Mas falemos de coisas importantes. Já vêm um bocado fora de tempo, mas não posso deixar de falar na novidade bedefila que maior impacto me causou no período pós-férias.


Havia necessidade? Afinal o Homem-Aranha é um dos meus personagens preferidos.

À primeira vista parece-me o fim do Homem-Aranha. Agora que se revelou publicamente faz algum sentido voltar a andar mascarado? Sempre desconfiei destes grandes eventos, tanto da Marvel como da DC, e esta Civil War (CW) também não me inspira confiança. Sei bem que o objectivo final é o $$$ e para isso pouco interessa se a natureza das personagens é desvirtuada, mas haja limites e bom senso!

No ínicio desta história (CW), as necessidades invocadas para o registo dos super-heróis e dos super-vilões são ridiculas e no primeiro número apenas achei interessante a posição de confronto assumida pelo Capitão América, mas agora depois da revelação do Homem-Aranha, confesso que a história piorou em todos os sentidos. As primeiras consequências, os processos legais têm tanto de estúpido como de absurdo. Pergunto só se não bastava ao Homem-Aranha registar-se sem se revelar publicamente? Gostava de saber com o irão resolver esta trapalhada?

Lá continuarei a acompanhar toda esta “tanga”, via Amazing, com esperança que no final desta história, um "passe de mágica" volte a colocar tudo como era, ou seja, antes antes de CW!!!

Haja paciência para estas invenções!!!

17 julho, 2006

Aviso à navegação...

É só para dizer que este blogue NÃO acabou! Promete retomar a sua actividade normal assim que o computador recupere da insolação que apanhou e dê sinais de vida!!!

10 junho, 2006

Novo "Sin City"

São estas as primeiras imagens de ”Sin City – Balas, Garotas e Bebidas" de Frank Miller, o novo volume que a Devir se prepara para lançar no final do mês……… no Brasil. Por cá, continuamos à espera de melhores dias!!!

09 junho, 2006

Notas Soltas

- (regresso!) Começo por destacar o regresso do BDjornal, após a interrupção por um mês para balanço. O Jorge Machado-Dias anuncia no seu blogue, que a partir do próximo dia Sábado, 10 de Junho, o BDjornal (2º ano) já pode ser comprado, por exemplo, no Stand da Devir da Feira do Livro em Lisboa. Felizmente que o projecto não morreu!!!

- (novidade!) O jantar comemorativo do 21º aniversário da Tertúlia BD de Lisboa, uma iniciativa do incansável Geraldes Lino, que de forma ininterrupta se reúne todos os meses na primeira Terça–Feira do mês, foi aproveitado por Daniel Maia para fazer a apresentação do novo site Tertúlia BDzine (TBDZ), um sitio que para além de dar a conhecer o fanzine de BD, serve também de arquivo para consulta on-line, para além de ser um local de discussão através do fórum. Resumindo e parafraseando o autor, "uma tertúlia virtual"! Para aceder ao TBDZ basta clicar aqui!

- (desabafo!) Chegados a Junho e apesar de constar no press-release das novidades na banda desenhada agendadas para Maio, as Edições ASA continua sem publicar “Dust”, o último do “Blueberry”! Está mal!!!

- (critica!) A Devir continua sem dar sinais de vida (ou de morte). Não há comunicados oficiais da editora, não há publicações novas. Que se lixem os leitores assíduos cujas colecções ficaram incompletas. Que se lixem aqueles que gostam do José Carlos Fernandes. Raios partam as “evoluções”!!!

- (partida!) mais dois dias e este autor dá férias aos seus leitores e vai de férias três semanas!!!

06 junho, 2006

"24h # Volta a Portugal em BD"

Acabei de receber e ler as “24h Volta a Portugal em BD”, uma iniciativa inédita da responsabilidade das edições DrMakete, que através de um original desafio lançado a autores portugueses, conseguiu reunir vários estilos e tendências do panorama da BD portuguesa. O resultado foi um livro de Banda Desenhada com 24 histórias diferentes, em 24 horas em 24 locais diferentes.
Confesso que fiquei surpreendido pelo excelente resultado final. Excluindo o "mestre" JCF, temos grandes talentos. Pena é, que por falta de apoios, a iniciativa se tenha ficado por um livro único com uma tiragem limitadíssima (300 ex.) até porque autores e material não deve faltar por esse país fora.
Espero que tenha sido lançada a semente, até porque a “nossa” Banda Desenhada bem precisa de divulgação!

Entre todas as histórias, as minhas três preferidas vão para “Matosinhos” de Nuno Sarabando/Hugo Jesus, “Vilamoura” de José Carlos Fernandes e “Olhão” de Rocha. Excelentes traços e humor q.b.

Também aqui fica aqui o meu agradecimento à DrMakete pelo exemplar que me enviaram.

31 maio, 2006

Ainda a propósito dos troféus Central Comics

No seguimento de vários comentários deixados ao post “Vencedores dos troféus Central Comics” de 30 de Maio, entro aqui numa saudável discussão sobre os mesmos. Considero que apesar dos “Sin Citys” e ”A Pior Banda Mundo” editados, a DEVIR, no ano passado, poucas edições teve que justificasse o prémio como a “Melhor Editora” com 39% dos votos(!), antes pelo contrário, os dedos das duas mãos não chegavam para contar os lançamentos errantes. A minha primeira escolha tinha sido a editora LIVROS DE PAPEL pela sua arriscada e bem sucedida aposta de qualidade no “Príncipe Valente”. Também desconfio do segundo lugar da VITAMINA BD, porque até considero alguns dos lançamentos da editora ASA bastante superiores, nomeadamente “Bouncer, “O Vôo do Corvo” ou “Blacksad”. Também não nos podemos esquecer que o papel de uma editora não se limita à edição mas também inclui a promoção de banda desenhada, e a ASA, trabalhou bem nesta área, nomeadamente através dos convite feitos a importantes autores para participarem no FIBDA. Quanto a Frank Miller, perante a short-list a concurso na final, acho que os prémios foram bem entregues, apesar de preferir como "Melhor Desenho" o trabalho de Juanjo Guarnido em "Blacksad 3 – Alma Vermelha". Enfim, gostos!

30 maio, 2006

Nova revista de BD

Chega agora ás bancas e chama-se HL Comix. “O HL deriva de herpes labial que quando se apanha é para a vida e assim espero que o mesmo aconteça com a HL Comix”. É assim que é anunciada pelo seu autor (Derradé) esta loucura: uma revista de BD, Humor e Cultura Alternativa. Convenhamos que não deixa de ter uma certa razão, afinal estamos a falar de uma revista portuguesa de bd. Assim, bimestralmente, nas bancas de todo o país, são 36 páginas b&w e capa a cores por apenas 2 €. Caem bem estas iniciativas, nem que sirvam para abanar as “águas estagnadas” do panorama bedéfilo português. Ao novo projecto em prol da banda desenhada, os votos de maior sucesso! Amanhã já vou ver se a descubro numa banca perto de mim!

A acompanhar a revista, o seu autor criou um blogue onde anuncia as novidades no que respeita à HL Comix. É só clicar aqui.

Vencedores dos Troféus Central Comics

Realizou-se no passado Sábado, a entrega dos IV Troféus Central Comics, numa iniciativa do portal Central Comics, cuja participação dos leitores de banda desenhada é fundamental. Numa análise sintética dos resultados, direi que a votação, pautada pelo equilíbrio, destacou desde logo José Carlos Fernandes (2 prémios) e de Frank Miller (3 prémios) como os autores nacional e estrangeiro, respectivamente, preferidos dos leitores. Gostei do troféu para a “Melhor Edição de Bancas” atribuído ao “BDJornal” (a minha escolha) e confesso que fiquei surpreendido com a escolha, de novo, da Devir como “Melhor Editora” (quanto mais me bates…). Quanto ao Daniel Maia como autor do “Melhor Desenho Nacional” é merecido, mas é pena não existir actualmente nenhuma publicação de carácter regular com a sua arte. Face ao panorama bedefilo em Portugal, em especial no que se refere ao ano de 2005, penso que melhores opções não havia.

Segue-se a lista completa dos vencedores deste ano, nas várias categorias:

- Melhor Editora Devir – 39% dos votos

- Melhor Álbum Nacional Série Ouro – José Carlos Fernandes (Correio da Manhã) - 39%

- Melhor Argumento Nacional José Carlos Fernandes ("O Depósito de Refugos Postais") – 36%

- Melhor Desenho Nacional Daniel Maia (Sketchbook #1) – 45%

- Melhor Álbum Estrangeiro Frank Miller’s 300 (Norma) – 34%

- Melhor Argumento Estrangeiro Frank Miller (Sin City) – 31%

- Melhor Desenho Estrangeiro Frank Miller ("300") – 27%

- Melhor Álbum de Tira ou Prancha Cómica/Cartoon/Caricatura Estrangeira Mutts 3 – Mais Coijas! (Devir) – 44%

- Melhor Álbum de Tira ou Prancha Cómica/Cartoon/Caricatura Nacional "Há Vida em Markl" (Gradiva) – 33%

- Melhor BD Curta/Cartoon/Tira Cómica Nacional Não Publicada em Álbum Arquivo 20 - Marte 2205 – 29%

- Melhor Edição de Bancas "BDJornal" – 34%

- Melhor Edição de Investigação/Especializada "Tintim – O Sonho e a Realidade" (Verbo) – 31%

27 maio, 2006

76ª Feira do Livro de Lisboa

Photobucket - Video and Image Hosting

Assim que passar esta hora de calor, tenciono dar um salto até à Feira do Livro. Apesar de constituir um palco privilegiado para novos lançamentos, a verdade é que no que respeita à banda desenhada é raro isso acontecer. O normal é mesmo as editoras aproveitarem a feira para escoar stocks, mas nem sempre a preços de feira. Para hoje, segundo o site oficial da feira, são estes os livros do dia (não sei a que preços):

Edições Devir:
- “A Grande Matança”, de Frank Miller
- “O Depósito de Refugos Postais”, de José Carlos Fernandes

Asa Editores:
- “Capturem um Marsupilami”, de Franquin

O que eu gostava era ser surpreendido com o lançamento de “Dust” por parte da Asa ou os lançamentos de "A Agência de Viagens Lemming" ou o primeiro volume do projecto “Black Box Stories” ou ainda o sexto volume da “A Pior Banda do Mundo" por parte da editora Devir. Segundo o portal BDesenhada.com, o autor José Carlos Fernandes, vai estar presente hoje numa sessão de autógrafos entre as 16h e as 19h30 no stand da Devir. Poder ser que haja novidades, senão lá terei de me contentar com “dois dedos de conversa” e mais um autógrafo. Certa é a minha passagem pelos stands de alfarrabistas. No ano passado comprei a bons preços (negociados) colecções completas de banda desenhada. É eventualmente o único sitio da feira onde gasto dinheiro a comprar bd. Pode ser que este ano repita a dose!

24 maio, 2006

A 24 horas de X-Men 3

Photobucket - Video and Image Hosting

Estreia amanhã (finamente!) "X-Men 3". Correm uns zuns-zuns por ai que se trata “apenas” do melhor filme da saga. Quero acreditar que sim! Não só porque se trata de uma adaptação de uma banda desenhada (e os riscos de descaracterização que isso comporta) mas também porque significa que depois do abandono de Bryan Singer (“Superman Returns” oblige) o projecto ficou bem entregue, senão melhor, a Brett Ratner. Também se fala neste filme como o último da série. No futuro, a aposta passa pelo desenvolvimento da personagem Wolverine. O que me parece bastante mais interessante.
O argumento de “X-3” baseia-se na descoberta de uma ‘cura’ para os mutantes e na escolha destes: abdicarem dos seus poderes e terem uma vida normal ou continuarem mutantes e serem perseguidos. Os pontos de vista opostos do Professor Xavier e de Magneto resultam numa guerra aberta, amplificada pelos poderes descontrolados de Fénix Negra (a ressuscitada Jean Grey). A luta pelo direito à diferença é o mote para “X-Men 3: O Confronto Final”. E a avaliar pelos sete minutos de duração deste trailer está prometida muita acção e muita destruição. Já só faltam 24 horas! Corre por ai o aviso importante para não sair da sala antes dos créditos finais… (quem avisa….)

06 maio, 2006

Imagem do dia: Férias

As minhas BD preferidas #6: Calvin & Hobbes

Era uma vez uma criança e o seu tigre de peluche. Poderia ser este o início para uma das mais divertidas histórias em tiras de banda desenhada que alguma vez li (e continuo a reler). A criança chama-se Calvin e têm 6 anos e o seu companheiro é um tigre de peluche chamado Hobbes e as suas aventuras imaginárias têm a extraordinária capacidade de sintetizar toda a lógica de um universo infantil, bem construído onde não falta nenhuma das suas referências, desde dos pais até à professora, passando pela ama e pelos colegas da escola, desde dos monstros debaixo da cama, até às naves espaciais, passando pelos dinossauros e pelas viagens no tempo, onde as todas as situações são possíveis e a filosofia infantil prevalece. É um universo com que facilmente nos identificamos, que nos contagia, delicia e principalmente nos faz rir.

Todo este trabalho é fruto do génio de Bill Watterson, um desenhador americano avesso a entrevistas e fotografias, onde o desenhos e os diálogos são o reflexo perfeito, em forma de humor, dessa mistura inocente de sentimentos que é a infância. Uma das principais características que mostra a genialidade do autor, é o pormenor das expressões faciais das várias personagens quando confrontados com as variadas situações. Simplesmente delicioso!

Infelizmente, Bill Watterson deixou de desenhar as histórias de "Calvin & Hobbes" em 1996, na sequência de desentendimentos com a editora, detentora dos direitos de publicação da sua obra, tendo a última tira inédita sido publicada em 31 de Dezembro de 1995. Apesar disso, as aventuras de "Calvin & Hobbes" continuam ainda a ser publicadas e republicadas em jornais de todo o mundo, sendo que em Portugal, as tiras diárias destas personagens são asseguradas pelo jornal “Público”, desde do seu inicio.

“Calvin & Hobbes” em Portugal:

Em Portugal, as aventuras de "Calvin & Hobbes" foram introduzidas pelo jornal "Público", desde da sua primeira edição, com a publicação de uma tira diária na última página. Actualmente, as aventuras completas de "Calvin & Hobbes" podem ser encontradas nos 17 álbuns publicados pela editora Gradiva. A saber:

- "Páginas de Domingo"
- "CALVIN & HOOBES - A última antologia"
- "O Indispensável de CALVIN & HOBBES"
- "O Essencial de CALVIN & HOBBES"
- "É Um Mundo Mágico"
- "Há Tesouros por toda a parte"
- "Patabéns, CALVIN E HOBBES"
- "O Tigre Assassino Ataca de Novo"
- "Que Dias Tão Cheios!"
- "O Ataque dos Demónios da Neve"
- "Progresso Científico...Uma Treta!"
- "A Noite da Grande Vingança"
- "Monstros de Outro Planeta"
- "Viva o Alasca!"
- "Plácidos Domingos"
- "Há Monstros Debaixo da Cama?"
- "CALVIN & HOBBES"

Recomendo sem reservas esta banda desenhada, garantindo que o dinheiro gasto na sua compra é devolvido pelo prazer que retiramos da sua leitura.

Sites de consulta:

- Gradiva [link]
- Tiras publicadas no jornal Público [link]
- Página não-oficial de "Calvin & Hobbes" em portugês [link]

02 maio, 2006

Cinco Sugestões De Leitura 3

O desafio aqui deixado é simples. Dar cinco sugestões de leitura de revistas ou álbuns de banda desenhada. Desta vez, foi o Blog da Utopia que alinhou e as sugestões dos seus (dois) autores podem ser lidas aqui e aqui.

01 maio, 2006

BDjornal

Maio. Este mês o BDjornal não sai para as bancas. Com a publicação do seu n.º 12 no mês de Abril de 2006, o BDjornal fez um ano de existência. Atente-se que se trata de uma publicação que só trata de Banda Desenhada, pelo que a sua duração foi um feito notável. Nas palavras do seu director Jorge Machado-Dias, irá agora sofrer uma necessária reestruturação, visível a partir do n.º 13 que sairá em apenas em Junho. O jornal reduzirá o seu formato, aumentará o número de páginas, de 32 para 48, das quais 16 a cores, passará (temporariamente) de mensal a bimestral e o preço subirá de €2,00 para €3,00.


Eu, confesso-me um comprador/leitor/coleccionador do BDjornal desde do seu início. Isto porque o considero um projecto válido que veio colmatar, e bem, um espaço que se encontrava vazio no que se refere à divulgação da temática da BD em Portugal. Afinal trata-se da única publicação regular onde podemos ler sobre reportagens de festivais bedéfilos, entrevistas a editores e a autores, uma secção de criticas, novos lançamentos e pequenos apontamentos bedéfilos. Apresentava ainda um caderno destacável de BD inteiramente produzida por autores portugueses. A colaboração de várias pessoas, ligadas à BD, entre os quais alguns autores de blogues, enriqueceu o projecto e fizeram do BDjornal uma referência.

No entanto, não posso deixar de emitir algumas considerações sobre as mudanças anunciadas. A primeira passa logo pela periodicidade. Espero que esteja redondamente enganado, mas a passagem a bimestral parece-me que “mata” a publicação. Em dois meses, "muita água corre debaixo da ponte". A título de exemplo, a reportagem sobre os acontecimentos do II Festival Internacional de Beja de BD só poderá ler lida em Junho. Uma eventual reportagem sobre os lançamentos nas Feiras do Livro de Lisboa ou Porto só poderá ser lida em Agosto. Convenhamos, a principal mais-valia do jornal, a actualidade da informação, desaparece. A própria natureza do projecto e, atente-se ao título, fica afectada.

Depois temos que das 48 páginas anunciadas, 32 serão só de banda desenhada. Não que não goste de ler BD e descobrir novos autores, mas o que procurava no BDjornal desaparece. O jornal informativo dá lugar a uma nova revista de banda desenhada, quiçá concorrente directa da SKETCHBOOK. Num mercado de reduzida dimensão como o português, não vejo a necessidade disto.

Pela entrevista que Machado Dias deu ao BDesenhada.com percebo perfeitamente que são questões económicas e de distribuição que forçam estas mudanças, mas também parece-me que o caminho a seguir também não é este. Não pelo aumento do preço de capa, porque até concordo - afinal o que são 3 ou mesmo 4 euros por mês por um produto único? - mas pelas razões atrás referidas.

Preferia que as alterações se centrassem em termos qualitativos, no conteúdo da informação, na existência secções fixas (por exemplo de entrevistas a autores, criticas de novos lançamentos), na criação de novas rubricas (por exemplo a criação de um espaço para anúncios para compra e venda de BD), etc. Afinal é o próprio director do jornal que afirma que existe material suficiente para garantir edições mensais.

Como leitor, resta-me esperar que o meu pessimismo vá dar uma volta, e que as anunciadas alterações resultem, que as vendas melhorem e que o JORNAL volte rápido e em força e, se possível na periodicidade mensal!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...