28 outubro, 2007

FIBDA’2007 (8) - E os vencedores são...

Foram atribuídos este fim-de-semana, no FIBDA, os Prémios Nacionais de BD, com vista a premiar o melhor que se fez de BD durante o último ano. Quase sem surpresa, a dupla José Carlos Fernandes/Luís Henriques levaram para casa os principais prémios com a obra “Tratado de Umbrografia”. Quanto aos restantes vencedores, pouco há a destacar, até porque os meus preferidos ou nem sequer foram nomeados ou não ganharam. Enfim, gostos não se discutem.

Para a história, aqui fica o registo dos vencedores por categoria:

  • Prémio Melhor Álbum Português - Tratado de Umbrografia, de Luís Henriques (desenho) e José Carlos Fernandes (argumento), Devir
  • Prémio Melhor Argumento para Álbum Português - José Carlos Fernandes, em Tratado de Umbrografia, Devir
  • Prémio Melhor Desenho para Álbum Português - Luís Henriques, em Tratado de Umbrografia, Devir
  • Prémio Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira - Merci Patron, de Rui Lacas, Editions Paquet
  • Prémio Melhor Álbum de Autor Estrangeiro - Alguns meses em Amélie, de Jean-C. Denis, ASA
  • Prémio Melhor Álbum de Tiras Humorísticas - Há Vida em Markl: Opus 2, de Nuno Markl, Gradiva Publicações
  • Prémio Melhor Livro de Ilustração Infantil - O Bicharoco que era oco, de Carla Pott (ilustração) e A. Ventura (texto)
  • Prémio Melhor Fanzine - Venham + 5 nº3, com coordenação de Paulo Monteiro, Câmara Municipal de Beja/Bedeteca de Beja
  • Prémio Clássicos da Nona Arte - A Trágica Comédia ou Cómica Tragédia de Mr. Punch, de Neil Gaiman e Dave McKean, VitaminaBD
  • Prémio Juventude - Tratado de Umbrografia, de Luís Henriques (desenho) e José Carlos Fernandes (argumento), Devir

23 outubro, 2007

FIBDA’2007 (7) – Corvo 3

Não há como evitar, o FIBDA é o tema de momento!

No passado fim-de-semana, o destaque maior foi talvez para o regresso (de canadianas) do autor Luís Louro à banda desenhada com o álbum “Corvo 3 – Laços de Família” (Edição ASA) cuja apresentação em conferência de imprensa, esteve a cargo da linda Sílvia Alberto e contou ainda com a participação de Nuno Markl, responsável (e irresponsável) pelo argumento desta nova aventura.

A conferência foi bastante divertida, ou não se começasse a falar de todo o processo de criação que esteve por detrás do álbum, e que se encontra mesmo sintetizado no mesmo, através da transcrição, nas primeiras páginas, dos email’s trocados entre Luís Louro e Nuno Markl entre 09/12/2005 (data do primeiro) e 10/03/2007 (data da conclusão do álbum).

Um processo moooooooooooroso que chegou mesmo a atentar contra a saúde e sanidade mental dos envolvidos..lol

Seguiu-se a habitual sessão de autógrafos, bastante concorrida, com os dois autores (faltou a barraquinha dos beijos com a Sílvia), e onde Nuno Markl usou, abusou e se apropriou…. da minha caneta!!!! Ok… não há problemas, estou calmo, mas fica aqui o registo do meu contributo para o sucesso do álbum, porque se não houvesse caneta não havia autógrafos e se não houvesse autógrafos se calhar o álbum não se vendia e assim por diante!!!

Deixo aqui o registo fotográfico desse acontecimento:

Tudo começou assim... ... tu desenhas...















...e tu escreves .... ... e o resultado final é este!


Já na sessão de autógrafos:


sim, sim... caro Nuno, a caneta era para devolver!!!



20 outubro, 2007

FIBDA’2007 (6) – Primeiras impressões

Este ano resolvi ir à festa de inauguração do FIBDA, mal sabia eu que metade da população da Brandoa também tinha sido convidada. Ás 22:00 fogo de artificio para gáudio do povo e abertura das portas do festival. Primeira impressão: pelos que comentários que ia ouvindo, pareceu-me que mais de metade das pessoas presentes na inauguração nunca leu uma bd e só lá foi porque a entrada e o espumante eram de borla! E à conta disso desconfio que havia para lá uma boa rapaziada que nesta sexta à noite poupou de gastar uns bons cobres nos bares da zona!!!

A disposição do espaço do festival mudou radicalmente quando comparada com o ano passado. Temos agora o piso principal (ou piso 0) praticamente ocupado pelas "10 BD’s do Século XX" divididas por 10 pequenos espaços e no piso -1 as restantes exposições e a zona comercial/autógrafos, que verdade seja dita é talvez uma das mais bem conseguidas do últimos anos.

Passei pelas exposições a correr, não só porque tenho bastante tempo até ao fim do festival e até porque convenhamos hoje era a "noite cultural" do ano para os que "vieram beber", mas ficou-me na retina, pela positiva, a exposição "Evocação de Tiotónio" (lembro que os troféus do FIBDA são em sua homenagem) e pela negativa "As 10 BD’s do Século XX".

Quanto a esta última, é de uma pobreza franciscana. A evocação das 10 bd’s do século XX limita-se a expor uma dúzia de capas de livros e revistas de cada personagem, sem qualquer indicação cronológica, misturando edições portuguesas com edições estrangeiras, sem notas adicionais sobre a história e evolução das personagens. Para fazer "exposições" destas, mais vale gastar parte do orçamento do festival em espumante e distribuir pelos visitantes ao fim-de-semana e digo que o povo vai melhor servido! Não estivesse eu no FIBDA e ia julgar que cada espaço daqueles era uma barraquinha de venda de bd’s em 2ª mão e como faz falta uma barraquinha de venda de bd’s em 2ª mão naquele festival.

Encontro o sempre acessível José Carlos Fernandes e dou-lhe os parabéns pelo n.º de nomeações para os prémios FIBDA e ele confessa que nem leva aquilo muito a sério. Afinal face ao muito reduzido n.º de obras publicadas por autores portugueses em Portugal, qualquer um que publique leva automaticamente a nomeação! Touchê! Ah é verdade uma novidade... a obra "A Agência de Viagens Lemmings" já tem editor para... Espanha!!! Para cá... continuamos a aguardar!

À saida, solicito no balcão de informações um programa com as horas e presenças de autores nas sessões de autógrafos por autor e na resposta recebo, para além de um sorriso simpático da moça, um "ainda não há!" (todos os anos é assim mas eu continuo a insistir). Em compensação trago um "pré-programa"!

Não sei o que os leitores deste blogue esperam do FIBDA, mas da minha parte confesso que me contento com as novidades e autógrafos. Assim, a confirmarem-se as presenças dos autores anunciados e com os lançamentos previstos, parece-me que este ano nem me posso queixar!

Deixo aqui um pequeno apontamento fotográfico da primeira noite:












































Legenda: da esquerda para a direita e de cima para baixo, na primeira fotografia temos o cartaz da "mostra" das BD's do Sec. XX e nas seguintes os 10 painéis identificativos de cada sala. Na ultima fotografia, vemos as mesas de trabalho dos artistas para as sessões de autógrafos.

12 outubro, 2007

FIBDA’2007 (5) – Prémios Nacionais de BD

José Carlos Fernandes é o autor que lidera as nomeações (5) para os Prémios Nacionais de BD atribuídos pelo FIBDA, ao conseguir colocar duas obras suas, “Os Pesadelos Fiscais de Porfírio Zap” e “Tratado de Umbrografia – BBS 1”, nas categorias de “Melhor Álbum Português”, “Melhor Argumento” e “Melhor Desenho”.

Não deixa de ser curioso que o álbum “Os Pesadelos Fiscais de Porfirio Zap” esteja nomeado para “Melhor Álbum”, uma vez que se trata de uma edição provavelmente desconhecida do publico em geral, uma vez que não esteve disponível para venda, sendo sim objecto de uma distribuição (gratuita) bastante limitada no âmbito de uma campanha promovida pelo Ministério das Finanças. No obstante este pormenor, não deixa de ser uma excelente obra tendo em vista o fim a que se destinou, dotada do humor cáustico bastante peculiar em José Carlos Fernandes, que é agora reconhecida pelo júri do FIBDA.

A propósito, um dia deste publicarei aqui nas “NOTAS” a minha análise critica a esta obra de JCF.

Com três nomeações cada, seguem em ex-aequo os autores Filpe Abranches com o álbum “Solo” e José Abrantes com “As Aventuras de Hemodonte – A Tia Névoa” que repetem nas categorias de “Melhor Álbum”, “Melhor Argumento” e “Melhor Desenho”.

Nas nomeações para a categoria de “Melhor Álbum de Autor Estrangeiro” destacam-se três publicações da ASA: “Alguns Meses em Amélie” (cujo o autor Jean-C. Denis foi convidado do FIBDA na edição do ano passado), “Muchacho” e “Lá , em África…”, seguido de duas nomeações para a (desaparecida) DEVIR para “Hellboy: A mão direita do Apocalipse” e “Demolidor Amarelo” e para terminar “Faguin, o Judeu” de Will Eisner da GRADIVA.

Este ano, o FIBDA criou uma nova categoria, para premiar o “Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira”, estando nomeados “Mobbing en Poudres” de Alexandre Algarvio e “Merci Patron” de Rui Lacas.

Em jeito de “cunha” destaco a nomeação do excelente “Príncipe Valente 1947-48” na categoria de “Clássicos da Nona Arte”.

Termino informando que o júri da fase de Nomeação foi constituído por: Nelson Dona (director do Festival); Carla Pott (ilustradora, em representação de Alain Corbel); Luís Salvado (jornalista especializado); Sara Figueiredo Costa (crítica de BD) e Carlos Gonçalves (coleccionador de BD).

Dia 27 de Outubro conheceremos os vencedores!

10 outubro, 2007

FIBDA’2007 (4) - Autores convidados

Foi também divulgado o nome dos autores que estarão no FIBDA e prevê-se desde já grandes e demoradas filas nas sessões de autógrafos ou não estivessem presentes, entre outros, autores como Milo Manara (como seria óptimo a ASA aproveitar para o lançar o 2º álbum da colecção “Borgia”), Cameron Stewart (que repete a presença de 2005 que tão boa impressão deixou com os seus desenhos de “Catwoman”), Achdé e Guerra (dupla responsável pela nova série de "Lucky Luke" e que repetem a presença de 2004) ou o regresso de Luís Louro (desta vez acompanhado por Nuno Markl) com a personagem Vicente/Corvo no novo álbum “Corvo 3” numa edição da ASA (já falado aqui).

Fica aqui o programa (ainda que sujeito a alterações) de presenças dos autores estrangeiros:

1º fim-de-semana (20 e 21 de Outubro)
Ziraldo
Ilan Manouach
Achdé + Guerra
Godi + Zidrou
Jean-Louis Marco
Cameron Stewart

2º fim-de-semana (27 e 28 de Outubro)
Xisto Valência
Roberto Goiriz
Milo Manara

3º fim-de-semana (3 e 4 de Novembro)
Frédéric Coche
Lewis Trondheim
Mathieu Sapin
Editora Les Requins Marteaux

Outros autores
Warren Craghead
Fábio Zimbres
Danijel Zezelj

09 outubro, 2007

FIBDA’2007 (3) - Apresentação

As ideias gerais e o programa do 18º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) deste ano foi (finalmente!) apresentado. Em ano de maioridade, o destaque das exposições vai para a mostra de desenhos originais das dez bandas desenhadas mais representativas do século XX - Little Nemo, Krazy Kat, Tintim, Batman, Spirit, Peanuts, Astérix, Blueberry, Corto Maltese e Maus - segundo uma votação feita num âmbito de um projecto “100 BD’s do Século” lançado pelo FIBDA em 2004. Destaque ainda para a homenagem aos 80 anos de Uderzo, o criador de Astérix, que poderá ser (aguarda-se confirmação) um dos autores presentes no festival.

Outros originais em exposição serão os do livro «Salazar, agora na hora da sua morte», de Miguel Rocha e João Paulo Cotrim, que em 2006 ganhou os principais prémios de BD do FIBDA.

Em termos de presenças confirmadas para sessões de autógrafos, o destaque maior vai, sem dúvida, para o autor Milo Manara.

O FIBDA realizar-se-á entre os próximos dias de 19 de Outubro a 4 de Novembro, com o núcleo central localizado, pelo segundo ano consecutivo, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, que acolherá a maior parte das exposições deste ano. E nas palavras de Joaquim Raposo, presidente da Câmara Municipal da Amadora, o Fórum da Brandoa será a casa do FIBDA enquanto não for encontrada uma solução definitiva para o festival.

Informações mais detalhadas podem ser obtidas aqui.

FIBDA’2007 (2) - Cartaz do 18º Festival



14 setembro, 2007

António Alfacinha...

... é a mais recente personagem criada por Maurício de Sousa para a “Turma da Mónica”.

A decisão de criar uma personagem portuguesa tinha sido anunciada pelo autor, aquando da sua passagem pelo FIBDA do ano passado.

António Alfacinha, como o próprio nome indica é um português de Lisboa e caracteriza-se pelo seu cabelo preto com risca ao meio, camisa encarnada e calções verdes e o seu "sotaque português".

A ideia do autor é explorar na banda desenhada as confusões causadas pelas diferenças culturais e os diferentes significados que algumas palavras têm nos dois países.

Logo na sua primeira aventura, António Alfacinha apaixona-se pela Monica. Resta-nos aguardar para ver como será o português recebido no universo da “Turma”!


A estreia oficial será na edição n.º 7 do título “Cebolinha” (ver imagem da capa), que deve chegar às nossas bancas ainda este ano.

23 agosto, 2007

Capas de BD: Porfirio Zap

Capa do álbum "Os Pesadelos Fiscais de Porfírio Zap" de José Carlos Fernandes, com um desenho da chamada "economia subterrânea". Neste álbum, a Banda Desenhada é utilizada como uma linguagem ao serviço da Direcção-Geral dos Impostos, no âmbito do Projecto de Educação Fiscal desenvolvido pelo Ministério das Finanças.

Os Pesadelos Fiscais de Porfírio Zap

Data de Publicação: Maio de 2007

Número único, Cores

Edição da Direcção-Geral dos Impostos

21 agosto, 2007

Príncipe Valente 1947-48

Esta é provavelmente uma das melhores colecções que se publica actualmente em Portugal e quando a edição integral das aventuras do Príncipe Valente estiver completa será uma pérola da nossa BD, tudo resultado da dedicação e paixão do editor Manuel Caldas pela obra-prima de Harold R. Foster.

Apesar da periodicidade incerta, a excelente qualidade desta colecção suplanta qualquer outro defeito que se possa apontar.

Este novo álbum, o sexto de um total de 22, traz-nos agora as historias publicadas semanalmente no período compreendido entre os anos 1947 e 1948, onde ao longo de 104 pranchas podemos acompanhar o Príncipe Valente numa espantosa aventura pela América, motivada pelo rapto de Aleta pelo Príncipe viking Ulfrun, numa narrativa contagiante rica em criatividade, que inclui um momento histórico que é o nascimento do Príncipe herdeiro Arn.

Todo o argumento é enriquecido pela fabulosa arte de Hal Foster, que nos é dado a observar pelas vinhetas meticulosamente recuperadas, editadas a preto e branco num tamanho q.b. que permitem observar com detalhe a beleza do desenho.

Este álbum revela ainda a curiosidade de publicar a primeira prancha que, em 1948, deu início à publicação do Príncipe Valente em Portugal, nas páginas de O Mosquito.

Fica assim reparada a falta em que se encontrava este blogue, por nunca até hoje se ter prenunciado sobre qualquer dos outros cinco álbuns já publicados desta magnifica colecção, de que este que vos escreve é um ávido leitor. Boas leituras!




Ficha técnica:
PRÍNCIPE VALENTE 1947-48 (Volume 6)
Autor: Harold Foster
Capa mole, formato 27x35 cm, cores
Editora BONECOS REBELDES, 1ª edição de Junho de 2007

A minha nota:

09 agosto, 2007

FIBDA’2007 (1)

O 18º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora já está “em movimento” e o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, entidade responsável pela organização do FIBDA, já está a aceitar inscrições para várias funções, até 7 de Setembro.

Os interessados em participar na organização, podem obter mais informações através do telefone 214998910 ou do e-mail: amadora@amadorabd.com

O FIBDA’2007 realiza-se de 19 de Outubro a 4 de Novembro no Fórum Luís de Camões, na Brandoa e na Estação de Metro Amadora-Este (Falagueira).

02 agosto, 2007

DVD: "Ghost Rider"


Reparei ontem na FNAC que se alguém se atreveu a lançar para venda directa o dvd do filme “Ghost Rider” de Mark Steven Johnson (argh!!...) com preços que variam entre os € 17,95 para a versão “normal” e os € 21,95 para a versão “alargada”. Pouco há a dizer sobre este filme que eu já não tinha escrito aqui, mas para os mais distraídos lembro que o filme NÃO VALE nem o preço de um bilhete de cinema quanto mais o valor que pedem pelo dvd! Perfeitamente DISPENSÁVEL em qualquer videoteca !!!

28 julho, 2007

VER BD

É talvez das melhores noticias dos últimos tempos para a Banda Desenhada nacional. A estreia de um programa na televisão pública, concretamente na RTP2, sobre BD da autoria de Pedro Moura, autor do blogue LER BD. Assim, ao longo de 5 episódios semanais de 25 minutos cada, o programa VERBD dará a conhecer a história da Banda Desenhada portuguesa, "com uma especial atenção para a produção contemporânea”, donde se destaca as entrevistas com onze autores nacionais, a saber Filipe Abranches, Isabel Carvalho, Diniz Conefrey, João Carlos Fernandes, António José Gonçalves, Luís Henriques, André Lemos, Susa Monteiro, Pedro Nora, Miguel Rocha e David Soares. Programa de serviço público.

O primeiro episódio será sob o signo de Raphael Bordallo Pinheiro e estreia já amanha Domingo às 13h30 da tarde na RTP2. Repete depois às 01h30 da manha no mesmo canal. Pela expectativa obrigatório ver!

Novo Ciclo

Serve para informar que estou de regresso ao blogue. Preparo algumas alterações, sendo que para já a mais visível é o novo topo inaugurado hoje. A poucos dias de concluir o seu terceiro ano de vida, estou satisfeito com os resultados e com o feedback recebido pelo blogue, mas confesso que ainda não me sinto completamente realizado, pelo que espero que este novo ciclo que se avizinha seja rico em novidades bedefilas e que haja inspiração e transpiração para a que a meta a alcançar durante o próximo ano, seja um blogue mais activo e actual – o ideal seria a média de post por dia - com o único objectivo de um cumprir aquilo a que me propus desde inicio: contribuir para uma maior divulgação de banda desenhada em língua portuguesa. Boas leituras!

28 junho, 2007

Cinema: "O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado"

Apesar das NOTAS estarem paradas... mea culpa, nem por isso tenho descurado a minha faceta de bedéfilo. A seu tempo aqui trarei novidades.

Para já aproveitei para ir ao cinema ver o "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado". Bem, começo por dizer que o pessoal do “Quarteto” não são das minhas personagens preferidas em BD, pelo que suspeitava que dificilmente sairia impressionado da sala de cinema. E assim aconteceu.

Um argumento baseado nos primeiros comics-books da colecção “Fantastic Four”, mas transformado numa sequela de superficialidade arrepiante. Todo o filme gira em volta do, bem conseguido visualmente, Surfista Prateado, personagem surgido pela primeira vez no comic-book “Fantastic Four” # 48, um servo de Galactus, o Devorador de Planetas. Mas apesar do potencial que o Surfista tinha para oferecer, a falta desenvolvimento e profundidade das personagens intervenientes mata completamente o filme. Basicamente a mesma “onda” do primeiro filme. A complexa missão do Surfista Prateado é explicada em meia-duzia de diálogos e a salvação do nosso planeta deve-se a outra meia-duzia de argumentos. Tudo muito pobre. Depois ainda se acrescenta o regresso (para quem pensava que tinha morrido é a grande surpresa do filme!) do Dr. Destino que ocupa mais uns minutos de fita, mas com intervenções bocejantes e temos que tudo somado temos um filme sem nenhuma ambição, que se for visto numa matiné com pipocas, cumpre perfeitamente o seu papel de entretenimento.

Talvez tivesse sido engraçado ter aproveitado a sequência inicial do casamento do Reed com a Susan para fazer um crossover com as restantes personagens da Marvel, que no mundo dos comics interagem com o Quarteto Fantástico; mas até na questão dos pormenores, o filme é pobre.

As minhas estrelas: 2 em 5

09 junho, 2007

Como classificas o Homem-Aranha 3 ?

De regresso a este espaço para encerrar a caixa de sondagens que durante um mês esteve à disposição do visitantes deste blogue. Assim à pergunta “Como classifica o [filme] Homem-Aranha 3?” foram obtidas 25 respostas, tendo a classificação de médio, com 32% dos votos, sido a mais votada. Pessoalmente e, até já como tinha indicado na critica que fiz ao filme, concordo em absoluto com esta avaliação. As restantes votações confirmam a boa aceitação que o filme teve entre nós.
Os resultados desta sondagem apenas traduzem aquilo que as bilheteiras à muito confirmaram, que o Homem-Aranha é o mais popular de todos os super-herois, conforme se pode constatar pela posição dos três filmes da trilogia, no seguinte quadro do top 20 do box-office de sempre das adaptações cinematográficas de personagens de BD:


23 maio, 2007

Capas de BD: Tintim


Capa do primeiro álbum em português, da primeira aventura de Tintim, com um desenho assinado por Hergé, publicada originalmente em 10 de Janeiro de 1929, no n.º 11 do “Le Petit Vingtième” com o titulo: “Tintin au pays des Soviets”

"Tintim no País dos Sovietes"

Álbum publicado em Setembro de 1999

P/B

Capa dura

Edição: Editorial Verbo

22 maio, 2007

O centenário de Hergé

Celebra-se hoje 100 anos sobre o nascimento de George Prosper Remi, aliás RG, aliás Hergé, aliás o "pai" de Tintim. O criador de uma das universais personagens da Banda Desenhada franco-belga, nasceu em Etterbeek, na Bélgica, e apesar de ter começado a desenhar muito cedo, Tintim e todas as restantes personagens que habitam as suas aventuras, tal como as conhecemos hoje, são o resultado de vários anos de trabalho dedicado. As aventuras completas de Tintim encontram-se reunidas em 24 álbuns, felizmente todos já publicados em Portugal.

Como não podia deixar de ser, no país de origem de Hergé, na Bélgica, vive-se uma "hergémania" neste ano de centenário, tantas são as formas de homenagem previstas, donde se destacam, por exemplo, o lançamento da primeira pedra do futuro Museu Hergé, em Louvain-la-Neuve, nos arredores da capital belga, pelo lançamento da biografia oficial de Hergé, pela edição comemorativa de uma moeda de prata de € 20, pela edição especial de 25 selos, tendo um deles o retrato de Georges Remi e os restantes as reprodução das capas dos 24 álbuns das aventuras de Tintim, entre outras iniciativas.

Por cá, a data é assinalada com reportagens publicadas em vários jornais e menções em outros órgãos de informação.

E como Tintim é eterno, aqui fica para a posterioridade...



19 maio, 2007

António Alfacinha

"António Alfacinha", a personagem portuguesa da «Turma da Mónica», do brasileiro Maurício de Sousa, vai estrear-se em Julho, informou esta sexta-feira uma fonte da empresa responsável pela edição da obra.

A nova personagem, cujo sobrenome é uma alusão aos lisboetas, terá a sua primeira participação na revista do Cebolinha, da Turma da Mónica, com distribuição em todo o Brasil e também em Portugal.

António Alfacinha terá «sotaque lusitano», sendo o objectivo mostrar às crianças as diferenças entre o português dos dois lados do Atlântico, explicou o responsável pela Maurício de Sousa Produções.


O autor planeia igualmente explorar nas bandas desenhadas as confusões e desentendimentos causados pelos diferentes significados que algumas palavras têm nos dois países.

A edição a ser distribuída em Portugal terá a grafia do português do Brasil, decisão tomada com base numa sondagem feita pelo próprio autor junto de leitores portugueses. A maioria dos entrevistados, segundo a fonte, confessou que prefere ler a banda desenhada em português «brasileiro».

fonte: Diário Digital / Lusa

18 maio, 2007

ÜBERMENSCHEN

Já por várias vezes aqui escrevi sobre José Carlos Fernandes (JCF), que se não é um dos melhores autores portugueses banda desenhada da actualidade, é sem dúvida um dos mais profícuos, e de que cujo talento, tanto na escrita como no desenho, sou um confesso admirador. Assim, na falta de publicação de novos álbuns de BD, não posso deixar de partilhar aqui nas notas bedéfilas, uma prancha de JCF, publicada no Jornal Mundo Universitário de 14 deste mês, numa secção de divulgação de banda desenhada coordenada por Geraldes Lino.

A história de uma página tem o sugestivo título de “ÜBERMENSCHEN” e num tom característico de JCF, versa a problemática da formação de um super-homem.

17 maio, 2007

16 maio, 2007

20.000



É um número como outro qualquer, mas aqui marca o n.º de visitantes que este blogue atingiu em pouco menos de dois anos. Para um sítio que que serve essencialmente para falar e prestar informação só sobre banda desenhada, é reconfortante para este que vos escreve verificar que cerca de 20.000 visitantes tenham escolhido as notas bedéfilas para satisfazer a sua curiosidade bedéfila. Se pelo menos metade destes visitantes ficou satisfeito com o que encontrou e se um terço se tornou leitor de BD, então posso considerar-me realizado com o trabalho até agora desenvolvido. A todos que por aqui passam, obrigado!

13 maio, 2007

Capas de BD: Mundo de Aventuras


Capa do primeiro número da revista "Mundo de Aventuras", colecção publicada em Portugal entre 1949 e 1987.

Logo na primeira página uma aventura de Luis Ciclón, um nome importado de Espanha para a personagem Steve Canyon, de Milton Caniff.

Colecção Mundo de Aventuras

Data de publicação: 18 de Agosto de 1949

Semanal

Cores

Formato 280x400

Distribuição: Agência Portuguesa de Revistas

11 maio, 2007

Já saiu o BDjornal #18

Com um mês de atraso, já se encontra nos habituais postos de venda, o BDjornal #18 (Abril/Maio), cuja capa dá principal destaque ao III Festival Internacional de BD de Beja, que por estes dias decorre na aquela cidade alentejana.

Mais informações sobre esta edição podem ser obtidas aqui.

Com este número chega ao fim mais um ciclo, com o director a fazer um balanço de um ano de publicação e a antever as reformulações várias que se avizinham para o novo ciclo de publicação, sobre a forma de um elucidativo texto, que de seguida se transcreve:

Mais um ano de BDjornal chega ao fim, antevendo-se já o início de um novo ciclo.
Esta coisa de teimar em editar um jornal-revista de banda desenhada em Portugal hoje, tem qualquer coisa de suicidário. E tudo porque as despesas de produção são avultadas e os resultados das vendas perfeitamente ridículos - ao contrário do que se esperava. E assim, como neste segundo ano não foi possível, mantendo um preço de capa aceitável, fazer com que os resultados das vendas cobrissem minimamente as despesas de produção (muito, mas muito longe disso), só nos restam duas alternativas: ou acabar, pura e simplesmente, com o BDjornal, ou transformá-lo numa edição economicamente suportável, digamos assim.
Optámos pela segunda alternativa, sobretudo porque a maioria dos nossos assinantes (alguns estiveram-se nas tintas para renovar as assinaturas) tem sido de uma fidelidade absoluta, bem como muitos leitores regulares de que vamos tendo eco. Além disso, algumas lojas especializadas conseguem vender muitíssimo acima da mediania. Temos por isso compromissos a que não vamos voltar as costas.
Assim, o número de Junho/Julho, o 19, vai encolher ainda mais no formato, passando a pouco menos que um A4, com lombada e mais algumas páginas. Eventualmente vamos mesmo ter de subir o preço, para um patamar aritmeticamente compatível com os custos de produção, porque não é definitivamente possível uma publicação, com a qualidade que pensamos ter, não se pagar a ela própria. Deixaremos de praticar um preço “de jornal” e evoluiremos para um preço “de revista”. Não há outra volta a dar.

Sobre o “BDjornal” já em Dezembro passado tinha aqui exprimido a minha opinião, sobre eventuais pontos fracos do projecto, os quais infelizmente teimam em persistir. Não há volta a dar!

08 maio, 2007

Cinema: "Homem-Aranha 3"

E ao terceiro acto cai o herói. Saio do cinema desiludido com a sensação de ter assistido a um enorme DESPERDÍCIO. Noto talvez algum cansaço em termos de argumento, que se traduz agora num filme vazio, cheio de personagens secundários trazidos do “universo aranha”.

Assim, sem o efeito "novidade", este “Homem-Aranha 3“ resume-se a um filme de vilões "a mais" e história "a menos", ou seja, totalmente desprovido de uma narrativa sequencial, apesar de bem suportado por efeitos especiais. Mas, actualmente, falar de bons efeitos especiais começa a ser um ‘lugar comum’ em cinema, pelo que à partida a única mais valia potencial do filme seria a passagem do Homem-Aranha para o ‘lado negro’. Aqui o desaproveitamento foi completo, desde da origem, literalmente caída do céu, passando pelas cenas de pura vaidade pateta consubstanciadas na personagem do Peter Parker, para uma conclusão, onde a libertação do simbionte encontra-se mal explicada. Os muitos vilões, com Venom à cabeça, só complicam o filme e o excesso de confrontos torna-se tão inconsequente que só um final tão dolorosamente interminável como o que assisti é que poderia desenvencilhar. Quem diria que era o mordomo que fazia a diferença e salvava o dia?

Salve-se a interpretação dos óbvios Tobey Maguire, Kirsten Dunst e JK Simmons bem acompanhados desta vez por Bryce Dallas Howard e também por… Bruce Campbell no pequeno e mais brilhante registo de humor do filme.

Apesar de tudo, não deixa de ser irónico que o pior dos três filmes, vir mostrar que a fórmula não precisa de ser perfeita para resultar, para sob o ponto de vista financeiro, tornar-se o melhor da trilogia. Afinal aplica-se a máxima “in gold we trust”.

Um filme mediano claramente dirigido para os apreciadores do "Aranha" mas manifestamente insuficiente para quem procura mais conteúdo. "Nuff said"!

As minhas estrelas: 3 em 5

03 maio, 2007

É hoje...































Aceitam-se críticas, opiniões ou desabafos via caixa de comentários ou caixa de sondagem!

01 maio, 2007

Agenda Bedéfila para Maio

Este mês de Maio apresenta-se rico em iniciativas bedéfilas abertas ao público, com destaque para a realização de dois festivais de Banda Desenhada na planície alentejana. Confiram e registem então nas vossas agendas:



  • Dia 1 – A editora KingPin Comics faz o lançamento oficial, com a presença dos autores, das duas novas edições de “Super Pig #2” e “C.A.O.S. Livro 2” no GUM ART CAFÉ, no Parque das Nações em Lisboa.


  • Dia 3 – Estreia mundial no cinema, Portugal incluído, do filme “Homem-Aranha 3” mais uma vez com Sam Raimi nos comandos da realização. Com base no argumento, nas expectativas e numa gigantesca campanha de marketing, garantem os especialistas que este filme tem tudo para se tornar na mais bem sucedida adaptação de sempre de uma personagem de banda desenhada ao cinema.

  • Dia 5 – Na cidade de Beja, começa hoje e prolonga-se até dia 20, o primeiro dos dois festivais a realizar na planície alentejana. O III Festival Internacional de BD de Beja apresenta 15 exposições ao público e mais de 450 originais em exposição.


  • Dias 11, 12 e 13 – Integrado na iniciativa “Lisboa Cidade do Livro”, realiza-se nestes dias, das 10.00h às 19.00h, no Jardim da Estrela, uma mega-feira de saldos de Banda Desenhada, designada “Estrela da Banda Desenhada”.




  • Dia 26 – Começa na cidade alentejana de Moura, o XVI Salão de Moura - MouraBD 2007, cujo tema central aborda a temática "O Gato na Banda Desenhada". O destaque vai para a personagem Tex Willer, não só pelas exposições associadas ao Ranger, mas também pela presença do conceituado desenhador italiano Fabio Civitelli.


Após sucessivos atrasos e ainda sem data definida, espera-se que, finalmente, ainda durante este mês, cheguem às bancas portuguesas as revistas brasileiras da PANINI. Com algum atraso, a edição n.º 18 (Abril/Maio) do BDjornal também deverá disponível nas locais de venda habituais.

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