segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

As belas surpresas da ALA DOS LIVROS para 2026!

Bem, pode-se dizer que já há fortes indícios para acreditarmos que em 2026 teremos mais um excelente ano com excelentes edições. Já aqui tinha divulgado as novidades da ASA, e seguindo boas práticas, foi agora a vez da ALA DOS LIVROS anunciar o seu plano editorial. A editora prepara-se para publicar um conjunto de obras que conjuga a conclusão da publicação de séries que fazem parte do catálogo – Blacksad, O Mercenário e Mattéo que ficarão integralmente publicadas no nosso mercado – com propostas inovadoras, novas tendências e novos autores. Para algumas delas já abriu o livro!

Preparem-se, porque vamos embarcar numa bela viagem!  Uma viagem que começa na pré-história e nos leva pelas cortes monárquicas do século XIX até aos bastidores de uma aventura do universo Star Wars, passando pelo Oeste selvagem, atravessando a primeira mundial até a uma invasão extraterrestre, sem esquecer aventuras de fantasia e de capa e espada, para acabar no cemitério de Nevermore.

Já temos o primeiro volume de Blast, conforme já foi aqui referido, e que ainda esta semana chega ao escaparates das boas livrarias, e o segundo volume está previsto para o segundo semestre do ano. A 27 deste mês chega-nos o segundo volume de Shi, com o Ciclo II, que reúne os tomos 3 e 4. O terceiro volume fica para o segundo semestre. Para Abril, teremos Longe, de Alicia Jaraba, que é anunciado como sendo na linha de obras como O Mergulho ou Peças.

Carlota, a Imperatriz, o retrato da figura histórica de Carlota da Bélgica, traz-nos de volta Bonhomme, um autor que revisitou Lucky Luke por duas vezes de uma forma magnifica. A história da imperatriz foi originalmente publicada em quatro tomos, mas por cá será publicada integralmente em dois volumes, com data de edição no 1º e 2º semestres do ano, respectivamente. Aproveitando, digo que há mais Bonhomme este ano, com o seu terceiro Lucky Luke (pela editora Seita) que fecha a trilogia. Aproveitando esta ida ao Oeste Selvagem, chegam-nos mais dois volumes de Wild WestO tomo 4 está previsto para primeiro semestre e o tomo 5 para o segundo.

Sem data indicada, mas anunciados, temos o segundo volume de As Guerras de Lucas, desta vez com os bastidores do filme O Império Contra-Ataca; segue-se mais uma Obra de Pratt, desta vez o inédito Fanfulla, uma história de capa e espada, resultante da parceria italiana Hugo Pratt com Mino Millani; e a edição especial a preto e branco de O Deus Selvagem, de Fabien Vehlmann no argumento e Roger no desenho, um épico pré-histórico sobre escravatura e violência. 

Conforme já referi anteriormente, 2026 é o ano que a editora dá como concluídas as colecções O Mercenário, com a edição dos volumes 9 e 14 em falta, e ainda a reedição do esgotado 10º tomo; a edição dos volumes 4 (1º semestre) e 5 (2º semestre) da colecção Blacksad com lombada em tecido; e a edição da Segunda Época de Mattéo, o volume que faltava da colecção.

O plano da editora passa também por autores portugueses, e neste campo teremos o volume final de Cobra, com a Operação Porto, uma viagem pela intriga política e a luta armada no período pós-revolução de Abril de 1974, e a segunda edição, com uma nova capa, daquela obra que foi uma das grandes revelações nacionais de 2025, Tales from Nevermore

For last but not least, teremos finalmente editado em português, O Eternauta, o grande clássico da BD sul-americana, da escola argentina, numa edição definitiva a preto e branco, em capa dura.

E a editora reservou ainda uma surpresa para os seus leitores, ao anunciar um novo… livro mistério. Não é ainda tudo, mas é tudo boas leituras!

 

5 comentários:

  1. Espero ansiosamente O Eternauta - espero que não fique para as calendas - e estava a espera de investir em O Deus Selvagem mas não neste formato. Confesso que não compreendo a opção pelas edições de colecionador a preto e branco, que fazem sentido em mercados de maior dimensão onde se pode adquirir a versão regular. Limitar o leitor nacional a este formato é, no mínimo, discutível. Para mim, em comparação com a Asa, a oferta é de longe, menos atractiva (e escassa). E, também aqui, nada de ficção científica...

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  2. Eu gosto de tudo! A começar pelo Blast e a acabar no Eternauta. Confesso uma enorme curiosidade pela Carlota, porque gosto muito do desenho do Bonhomme, e depois Pratt é sempre um Pratt. Relativamente ao Deus Selvagem, não conheço mas como aprecio o registo a preto e branco e aqui são servidos em generosos 235x320, não será pela edição que não vou gostar. E depois temos As Guerras de Lucas, que preenche todos os meus requisitos (temática, edição, argumento e desenho). Concordamos em discordar que sobre a oferta. Se em termos qualitativos nada a apontar, em termos de quantitativos são mais 2.000 páginas de bd a serem publicadas.É obra!

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  3. Nuno, em relação ao O Deus Selvagem (Le Dieu-Fauve), se tiver possibilidade, recomendo-lhe uma leitura prévia da versão colorida. Os tons desaturados e a paleta contida contribuem, em muito, para a narrativa dramática da história. Não desvalorizo o excelente trabalho de tintagem do autor (a base de muitas obras a 4 cores) mas esta, julgo, beneficia muito da policromia.

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  4. Viva António, vou fazer esse exercício porque agora suscitou-me a curiosidade. Há histórias em que a cor influencia o ambiente, a narrativa e a dinâmica de leitura, e faz a diferença. Outras há em que a versão a p/b valoriza muito o desenho. Aqui não sei o porquê da decisão do editor, mas vou ver. Obrigado pela indicação.

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    1. Não tem que agradecer Nuno. Suspeito que terá a haver com gostos pessoais, para além de uma subjectiva interpretação da riqueza plástica da narrativa a 1 só cor, o motivo óbvio será os custos de produção - 1 cor será sempre menos oneroso do 4 (a não ser que o preto seja impresso em seleção, o chamado preto composto ou rico).

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