Ontem, numa bela iniciativa que a ASA_BD quer transformar em hábito, a editora reuniu ao final da tarde um simpático grupo, entre representantes de livrarias e divulgadores, para apresentar o seu plano editorial para o primeiro trimestre de 2026. Um encontro, descontraído e muito agradável, que deixou perceber o entusiasmo renovado que existe na equipa editorial da ASA.
Já sabemos que que a editora está claramente a apostar na renovação do seu catálogo de BD, com uma oferta mais variada, tanto em autores como em estilos e temáticas. E, entre as surpresas anunciadas, destaco talvez a entrada de novos autores norte-americanos.
Luís Saraiva, editor da ASA, abriu a sessão com um balanço do ano que terminou, revelando que 2025 foi, de facto, o melhor ano da editora. É verdade que houve um Asterix que pulverizou as vendas, mas também houve excelentes resultados com o mais recente Blake e Mortimer e com os novos volumes do universo Michel Vaillant. E, curiosamente, Tintin continua a resistir ao tempo, e a nova edição, em formato integral, sem reedições previstas, tem registado excelentes vendas.
Para 2026, a ASA planeia manter um ritmo constante, com três a quatro novidades mensais, reforçando um pouco a oferta nos meses associados à realização dos festivais de banda desenhada.
Assim para Janeiro, vamos ter o muito recomendado Rever Comanche, de Romain Renard, que funciona como um epilogo da conhecida série Comanche de Herman; segue-se Duas Raparidas Nuas, da autoria de Luz, um dos cartoonistas sobreviventes do massacre do Charlie Hebdo, que nos traz mais que a história de um quadro, um testemunho de censura cultural e política num século de História. Estas são duas obras premiadas em Angoulême. Para terminar o mês, temos Pony Express, a reedição da 60ª aventura de Lucky Luke.
Para Fevereiro, mais três álbuns. Ulysse & Cyrano, de Xavier Dorison e Servain, que podemos traduzir como uma história culinária passada em França nos anos 30 do século passado; depois temos Um livro esquecido num banco, de Jim e Ming, uma história de livros, de apaixonados por livros, aqui numa versão integral que reúne os dois álbuns publicados originalmente em França; e chegou o momento de acelerar motores, porque chega o 14º volume da segunda série de Michel Vaillant, Remparts, alusão ao Circuit des Remparts, em Angoulême, França.
Em Março, temos surpresa. A ASA traz-nos o americano Charles Burns e o seu Final Cut. Uma visão diria surreal sobre artes de um autor que é também realizador, e que fala aqui de cinema e banda desenhada. Temos depois Os cabelos de Edith, desenhado pelo mesmo autor de Senhor Apthéoz, aqui numa história de sobreviventes do holocausto nazi e de feridas que não se curam; e o 13º Murena da magnifica colecção sobre Roma Antiga.
E num piscar de olhos sobre o 2º trimestre, temos a confirmação do regresso do americano Craig Thompson, autor dos belíssimos Blankets e Habibi, com o seu Ginseng Roots, e o lançamento de Pátria, uma adaptação para banda desenhada assinada por Tony Fezjula. Ainda no decorrer do ano, podemos contar o oitavo volume de Águias de Roma e o segundo volume de Slava. Em curso, mas sem data de publicação, encontram-se quatro projectos assinados por autores portugueses. ASA em força! Boas leituras!





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