Mais logo, se não estiverem para aturar as inúmeras análises aos números das eleições, fica aqui a sugestão de serviço público para de canal, para a RTP 2, porque às 21h vai passar o programa mais interessante do dia que dá pelo nome de CINEKOMIX. O título não é muito feliz, mas trata-se de uma série da autoria de Edgar Pêra, um cineasta português com uma paixão por BD, que reúne entrevistas com alguns dos mais importantes autores da Nona Arte a nível mundial. Material recolhido ao longo de três décadas e que deu origem a uma série composta por treze episódios, cada um dedicado a artistas da Nona Arte.
Autores entrevistados nesta série:
Art Spiegelman, Bryan Talbot, Denis Kitchen, Ed Brubaker, Mike Royer, Jerry Robinson, Jim Woodring, José Carlos Fernandes, Max, Neil Gaiman, Rick Veitch, Tommi Musturi e Will Eisner.
A estreia faz-se hoje com Art Spielgelman.
1º episódio: Art Spiegelman, um dos mais respeitados artistas de banda desenhada. Começou a carreira no underground comix, é editor e co-fundador da famosa revista RAW e criou capas e cartoons de sátira política para jornais como o The New Yorker. A sua obra ‘Maus’, sobre o Holocausto, foi a única BD a ganhar o prestigiado prémio Pulitzer.

5 comentários:
Obrigado pela chamada de atenção, Nuno. Estou com algumas expectativas. Veremos.
Foi um programa estranho. Parecido com as histórias do cinema di Godard, com imagem e som distorcidos, quem não conhecia o autor ficou a saber exatamente o mesmo.
Concordo. Mais um projecto de instalação artística do que um programa sobre Bd. Não há contextualização, explicação da obra do autor, percurso artístico, etc… Uma oportunidade perdida.
Foi estranho, foi curto e faltou contextualização. Até achava piada assistir a entrevistas informais, mas não me parece que fosse esta a intenção do autor. Aliás nem percebi a intenção do autor. Assim torna-se difícil fazer da BD um produto acessível a todos. Enfim faltam só 12!
Conhecendo o percurso profissional de Edgar Pera percebe-se o cunho iminentemente pessoal da produção: design sobre conteúdo, discurso visual e narrativa estética para sublimar excertos do autor sem haver uma linha comum. Como disse isto faria mais sentido como complemento de uma exposição ou mostra. Assim sendo apenas entendo o objecto com uma homenagem pessoal do autor a uma arte que, aparentemente estima. Não deixa de ser contraproducente porque vai exactamente no sentido contrário daquilo a que se deveria propor - afasta os leigos por não entenderem a linguagem experimental e rebuscada e aliena os amantes de BD que não se reveêm na falta de conteúdos. Pergunto-me, será assim tão difícil para um canal público propor uma série documental sobre BD, nacional e estrangeira. É isto serviço público?
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