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terça-feira, 25 de agosto de 2026

A enésima edição de O Regresso do Cavaleiro das Trevas

Quem também já chegou de férias foi a editora DEVIR que acaba de lançar mais sete(!) novas novidades no mercado. Claro que o seu catálogo de manga continua a dominar a oferta, mas encontramos algumas coisas oriundas do mercado americano. Um delas é este BATMAN: O Regresso do Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Trata-se da enésima reedição deste grande clássico – confesso que já lhe perdi a conta – mas não se iludam pela capa, o formato disto é de bolso.

Trata-se de mais um volume da malfadada colecção DC Pocket que continua sem trazer qualquer lufada de ar fresco. Escuda-se no preço de capa: dez paus e a julgar pelo número de páginas penso tratar-se da versão integral. Ao menos isso. Mas quem puder procure pelas edições em capa dura, que ainda se encontram no mercado, e num formato de leitura minimamente aceitável!

Sobre a obra, pouco tenho a acrescentar ao que foi dito sobre este clássico, que veio transformar a imagem do Homem-Morcego, apresentando-o envelhecido, mas como uma força da natureza obcecada e violenta, cuja autoridade é imposta através da força.

Mas sinceramente, a DEVIR tem atualmente nas mãos, um novo Batman, reinventado e revigorado, por Scott Snyder, que funciona muitíssimo bem como porta de entrada para novos leitores, uma vez que não exige qualquer conhecimento prévio anterior da cronologia, e continua a apostar nestes revivalismos que já não puxam por ninguém. Em vez de apostar já no segundo volume do Absolute Batman, para depois no Amadora BD lançar o terceiro, dá-nos mais arroz. Enfim!

Ficha técnica:
Batman – O Regresso do Cavaleiro das Trevas [DC Pocket] 
De Frank Miller, Klaus Janson, Lynn Varley
Capa mole, dimensões 14,8 x 21, cores, 200 páginas.
ISBN 9789895598298
PVP: € 10
Editor Edições DEVIR 
 


25 comentários:

Anónimo disse...

É como dizes.... Mais do mesmo em vez de coisas novas. Já agora... Corrige aí o número de páginas porque 20 páginas a 10€ é carote... :-)

Optimus Primal disse...

Mesmo no pokets há pokets do Superman,liga da justiça ,o resto do mulher maravilha terra 1,Homem animal que não e reeditado desde a DC 2000 da abril jovem monstro do pantano etc etc opções não faltam é só mais uma bat coleção em formatinho....

Nuno Neves disse...

LOL 20 páginas era um cheirinho :D

Nuno Neves disse...

Chega de pockets. Há tantos Absolutes a saírem que a Devir se quisesse fazia um brilharete. Se a editora quiser face aos paninis tem de publicar material actual.

Anónimo disse...

A falta de conhecimento de alguém num blog sobre BD é assustador.. Sabe que isto é uma coleção a conquistar leitores, certo? Sabe o sucesso da original, certo? Sabe que, também por cá, há que ir buscar novos leitores e eles gostam deste preço e formato, certo? Sabe que são tudo republicação de clássicos, certo? Há espaço para os lançamentos, concordo com a parte de continuarem com o Absolute, mas discordo totalmente desse azedume em relação ao DC Compact

Daniel Maia disse...

Pessoalmente, apoio estas apostas de acesso barato para novos leitores (e não só). Das três, esta é capaz de sofrer com a redução, em especial no texto, mas há que incluir os clássicos. E de resto, a bem da verdade, é apenas a 4a edição deste clássico intemporal: pela Devir no virar do milénio, 15 anos depois pela Levoir, mas a reedição 5 anos à frente, e agora esta meia duzia de anos depois. 4 edições para um clássico destes não é nada...

Nuno Neves disse...

Caro Anónimo, poupe-me a essa lenga-lenga do “sabe, sabe, sabe” . Eu conheço muito bem este original – tenho em versão original, em dois volumes, em versão integral e até em absolute edition. Por isso, poupe-me também às dúvidas: SEI BEM que este clássico não funciona em formato de bolso. Ponto final. Não é apenas uma questão do texto em miniatura, é mesmo pelo absurdo de reduzir o tamanho das vinhetas. Ler isto neste formato deve exigir uma lupa de relojoeiro que, calculo eu, a editora não se tenha dignado a incluir na compra.

O caminho que a DEVIR está aqui a seguir já eu observei com a LEVOIR em tempos. A aposta nos “clássicos e nas reedições”. O resultado foi o que se sabe. Pelos visto não havia assim tanto espaço para relançamentos e saudosismos.

Se intenção é verdadeiramente atrair novos leitores, a fórmula já foi descoberta há muito: publique-se material novo! Fazer aquilo que a Panini faz no nosso mercado. É publicar cá o que está a sair agora com sucesso no mercado americano. E o mais irónico disto tudo, é que a Devir até tem esse material no seu catálogo!

Ruben Amorim disse...

A falta de conhecimento basal dos sites deste tipo em Portugal é realmente assombrosa, concordo em absoluto com este comentário. Já no último post sobre a coleção pocket teve que ser um comentário a explicar aqui ao expert de serviço que uma coleção deste tipo não traz inéditos... É o que mais aliena quem gosta de comics hoje em dia e prefere ler em português. Tem conteúdo de qualidade tão superior no Brasil, divulgado e discutido com tão maior conhecimento e profundidade, que prefere cortar com estes profissionais do copy paste e juntar-se a outros grupos.

Nuno Neves disse...

Olá Daniel, num mercado como o nosso em que custa a vender cem exemplares de uma qualquer edição, deves pensar que serão os novos leitores a correrem para irem comprar clássicos americanos. Eu acho que quatro edições de qualquer obra para o nosso reduzido mercado é um absurdo e tenho sérias dúvidas acerca da viabilidade económica destas opções editoriais. Se querem fazer apostas de acesso barato, e nada contra, o caminho é seguir a Panini, que aparentemente faz relativo sucesso com as sobras do Brasil.

Nuno Neves disse...

Oi Ruben! Já percebi que esta questão dos pockets mexe com a sensibilidade de muitos, mas o que vos falta em argumentação verifico que vos sobeja em conhecimento, quiçá adquiridos em além-mar. Permita-me uma única correcção, não é verdade que “uma coleção deste tipo não traz inéditos”… podia trazer aqui uma lista de títulos que integram a colecção Pocket DC e que nunca foram editados em Portugal. E se calhar teria sido uma boa ideia começar por aí. Mas não quero fazer perder mais o vosso tempo aqui, quando podem estar a adquirir um maior e vasto conhecimento e com grande profundidade (rsrsrsrs) em grupos brasileiros. É que aqui já sabem ao que vem, é tudo linear e não dou para esse peditório de edições de bolso.

Anónimo disse...

Possuem muita credibilidade este pessoal anónimo que critica e chama ignorantes a quem legitimamente dá a sua opinião. Sinceramente, ganhem vida...

Daniel Maia disse...

O que te posso dizer é que eu vendo títulos a 10€ e acredita que esgoto as (pequenas) tiragens em menos de nada; e não tenho a vantagem de editar 'Batman" ou de me chamar Frank Miller :) Há aspectos de bastidores que tornam esta edição específica barata de produzir à Devir, e por isso aliciante de lançar. Não fosse esta, não haveria qualquer edição a celebrar a data da obra... Acho que não somos o público alvo e isso deve se refletir noutros titulos da coleção, mas espero que perdure. O único aspecto que não gosto é o corte do formato original, mas isso deve-se a questões técnicas dos formatos de papéis de offset em Portugal (tinhamos de nos de criar dificuldades adicionais, né?....), pelo que há que aceitar esses compromissos para manter o PVP.
De resto, sei que vêem mais Absolutes a caminho, por isso é aguardar um pouco ;)

Daniel Maia disse...

Ah, e discordo quanto à sugestão sobre a Panini. O circuito de papelarias está pela hora da morte. Infelizmente não temos volume suficiente de mercado para esses formatos alguma vez voltarem a ser viáveis...

Ruben Amorim disse...

E eram inéditos na altura que saíram lá fora nos respectivos países? Está difícil de perceber a ideia, caro Nuno... Ainda bem que admite a ignorância, é o primeiro passo para aprendermos mais. Até lhe vou dar outra dica, sobre o tal terceiro volume de Absolute Batman que a Devir podia publicar no AmadoraBD, essa ideia tão genial que escreveu: não existe! Só sai em Setembro nos EUA!

Nuno Neves disse...

O que é que me interesse a mim se são ou não inéditos lá fora, quando o que se trata aqui são de publicações no mercado português??? Vejo que só mesmo com desenhos é que lá vai. E a saída do Absolute 3 em Setembro não é surpresa para mim, e escrevi que era uma boa ideia ser lançado por cá durante o Amadora BD, porque o festival Amadora BD realiza-se em… OUTUBRO EM PORTUGAL! Pode dar essa dica nos grupos de qualidade superior do Brasil! 😉

Nuno Neves disse...

Daniel, lançar por lançar qualquer um o faz, agora assumir o papel de verdadeiro editor que se preocupa com a obra e com o leitor é que a parte difícil. Há obra que são pensadas para serem editadas num determinado formato, atendendo a diversas especificidades, tal como o texto, o desenho, a balonagem, a intenção do autor, etc e tal, e a sua redução obviamente há-de de prejudicar algumas delas. Numas até pode funcionar, noutras manifestamente não funciona.

Esta obra do Frank Miller não ganha absolutamente nada em ser editada neste formato ainda por cima com as condicionantes que referes do corte. Cabia aqui o papel do editor em avalizar isto e decidir bem em função da obra e do leitor. Não o fez aqui, infelizmente, tal como não fez na edição da trilogia Nikopol do Bilal. Foi o lançar por lançar!

Repara que para mim é-me completamente indiferente este tipo de edições, porque tenha ou não tenha na prateleira, não gasto um tusto em edições malparidas que não acrescentam nada ao que já existe. Agora, haverá certamente público menos exigente para isto, e está tudo bem. Na volta, isto dos pockets vende-se que nem pãezinhos quentes, e estou eu aqui a dar uma de crítico do jornal Público a dizer mal e no final o público leitor adora. É o que se chama uma vida feita de riscos!

Quanto à Panini, tenho visto as suas publicações a ganharem espaço de prateleira nas FNAC’s. Daí presumir que haja procura para aqueles formatos e publicações.

Daniel Maia disse...

Oh mas sabes bem que assentar nas vendas das fnac - e mesmo que se metesse à mistura as lojas especializadas - uma estrategia comercial para títulos mensais seria impraticável. Não só não ia cobrir sufc território nacional como nem a Fnac já pratica consignações tão curtas. Seria um tiro no pé, acho.

De resto, ainda não vi o livro em mãos para comentar. Acho que a Devir tem feito tudo isso que apontas, mas quis diversificar a aoosta com esta DC Compact e testar outros segmentos/públicos. Se não estiver a funcionar, duvido que o continuem em 2027. Veremos...

JoseFreitas disse...

Convém dizer algumas coisas simples:

Os pockets são impossíveis com material inédito; só o custo de comprar os ficheiros de imagem deve rondar, para 200 pgs, mais de 1500€, mais tradução, mais legendagens, pelo menos otros 1000-1200€, etc... simplesmente inviabiliza pockets a 10€. Os pockets serão SEMPRE reedições de material antigo, porque os custos fixos têm de estar pagos antes (embora, e honra lhe seja feita, a Devir tem pago aos tradutores um "fee" pela reutilização da tradução, não é muito, mas pelo menos é algo)..

Em segundo lugar, esta colecção claramente não é para fãs actuais, é para OU leitores mais casuais de supers que querem poder comprar um clássico barato OU para leitores novos que querem abordar as personagens e universo DC. Trata-se de uma aposta da Devir para tentar criar mais leitores e mais interessa na DC, aposta que me parece iminentemente boa, mesmo que algo limitada no alcance por Portugal ser pequeno e pobre.

Finalmente, dizer que não há mercado em Portugal para quatro edições do Cavaleiro das trevas, é cair numa contradição óbvia: se não houvesse mercado, não se tinha reeditado. Basta ver que a Levoir em 5 anos vendeu suficientemente da sua primeira edição para ter relançado o livro. Por algum motivo o fez.

Há clássicos que vão SEMPRE vender, e dizer que não devem ser reeditados é parvo por dois motivos: 1) é dizer que a editora não pode tentar ganhar dinheiro reeditando material que sabe que vai vender (e de que muitos custos já estão pagos), e que 2) leitores novos não têm direito a ler esses clássicos sem terem de andar à procura no mercado de segunda mão (clássicos que aliás se calhar nem sabem que existem).

E é por isso é que p.ex. a Devir antiga editou duas vezes o Batman Ano Um, que depois foi reeditado duas vezes pela Levoir, ou que a Levoir editou o Asilo de Arkham apesar de ter sido editado pela Devir, etc... Aliás não me admiraria que no próximo ano, ano e meio, a Devir reeditasse o Batman Ano Um. Já se passaram suficientes anos (uns... 6? 7?) desde a última vez que foi editado, e deve estar pronto para vender bem outra edição dele.

Nuno Neves disse...

Daniel, eu não estou aqui a dizer para se vender nada pela FNAC. Apenas observei que a Panini entrou na FNAC com os seus comics brasileiros e ganhou espaço de prateleira. E como tal já dura há uns largos meses presumo que as vendas o compensem.

Quanto à DEVIR é como te digo, e nem preciso de ter o livro nas mãos. Não há aqui qualquer bom trabalho de edição. É o lançar por lançar!

Nuno Neves disse...

Olá, Freitas! Obrigado pelo teu contributo.

Começo pelo óbvio: o preço de capa praticado é, sem dúvida, imbatível. Disso não tenho qualquer dúvida. A minha divergência reside na qualidade deste formato. Há obras que eventualmente poderão funcionar bem - eu duvido, mas posso dar o beneficio da dúvida - mas outras perdem muito da sua força e do seu encanto. E se o produto final perde qualidade, a quem é que estamos a tentar cativar? Os leitores compram qualquer porcaria só porque o preço é baixo? Gosto de acreditar que o nosso mercado, apesar de pequeno e com limitações, mantém critérios mínimos de exigência e qualidade. Agora, naturalmente que os editores são livres de publicar, tal como o comprador é livre de comprar e cada um de nós de livre de opinar.

No que toca ao mercado de reedições, também aqui manifesto reserva de que exista um público assim tão vasto. O percurso da Levoir é um bom exemplo de saturação: insistiu sucessivamente, nos 75 anos do Batman, depois nos 80 anos, e mais reedições que culminaram no fim da franquia da DC em Portugal. Ainda hoje encontras resmas deste material antigo em FNAC’s e afins. Ou atente-se por exemplo na Salvat, que já vai para a sua terceira voltinha com a sua colecção Asterix. Agora não digo que não haja obras merecedoras de reedição, ou porque o autor está em voga, ou porque a primeira tiragem saiu muito bem, ou porque a nova edição acrescenta algo de novo que a anterior não tinha. Mas que se faça a coisa bem feita.

Por fim, essa argumentação de captação de “novos leitores” parece-me daqueles chavões que todos se agarram para justificar algo ultrapassado. A realidade editorial no presente é completamente diferente de há 5, 10 anos. E os ditos “novos leitores” querem mangas e coisas diferentes. Se eu der € 10 ao meu filho mais novo para comprar este clássico do Batman ou um novo livro de mangá, ou entre este velho Batman e o novo Absolute Batman, para onde é que achas que vai o dinheiro? Tens aqui os novos leitores!

Agora, sinceramente não gostaria de ver o mercado inundado novamente com Batman: Ano Um ou Asilo Arkham, especialmente quando há tanto material recente e inédito a aguardar publicação.

Uma coisa é certa, cada projeto segue a sua lógica e faz parte do debate podermos concordar em discordar. Um abraço.

Daniel Maia disse...

Sim, mas é um olhar desajustado ao assunto. Como disse, não só as FNAC não iriam viabilizar uma aposta na linha dos mensais da Panini, como a estrutura de distribuição e retorno já não iria comportar isso para edições originais mensais no país. Funciona com a Panini porque faz dumping de 200ex de cada título, tudo sobras, algumas com +5 anos do seu lançamento. Uma edição portuguesa teria de vender 3 ou 4x isso para se manter.
E de resto, a Panini não edita DC mas Marvel, que sempre foi mais bem-sucedida por cá. Aliás, como sabes, a Panini só realiza esta distribuição para manter os direitos sobre a Marvel, não se trata só de uma optimização do stock… Podem bem esperar pela facturação e devolução semestral das Fnac porque “é tudo lucro.”

Sobre o DC Compact, independentemente de resultados melhores ou piores, é bom estar a plantar sementes para criar novo (ou recuperar) público. É um valor simbólico para o conteúdo em causa e pode aliciar a upgrades e novas compras no futuro.
Ainda é cedo para estimar o sucesso com só 3 títulos lançados, mas eu vejo-os a sair das livrarias locais...

Anónimo disse...

Mais uma vez a mostrar o seu perfeito desconhecimento, já foi perguntar a lojas o quanto se vende a linha DC Compact, e esta Pocket, e quantos leitores novos apareceram muito por causa delas e da linha Absolute? Tem esses dados para afirmar isso? Ou como não concorda e quer fazer valer o seu ponto de vista, ou o fantástico "se não acontece comigo e com quem me rodeia, como vai acontecer no resto do país/mundo?", carrega nessa tecla?

Sabe dizer mesmo que muitos jovens não estão a pegar nisto? Que os DC Compact não estão sempre a esgotar e eles à procura de mais e depois a irem para os outros trades tamanho "normal"? Faça então o post com esses dados todos, para assim percebermos como vai esse mundo.

Mário Miguel de Freitas disse...

Já se falou muito, pelo que vou resumir isto "for dummies": 1 - os dois últimos anos registaram um acréscimo inaudito na procura de comics americanos por jovens que antes só liam mangá; 2 - para esses jovens, isto são coisas novas que nunca leram; 3 - o poder de compra desses jovens não é elevado e 10 euros vêm mesmo a calhar; 4 - a vista deles é bem melhor que a de gajos da nossa idade, pelo que lêem aquilo na boa, além de não serem puristas; 5 e argumento decisivo - os Compact vendem mais que tudo o resto e passam a vida a esgotar. Em suma: isto não é para ti, como não é para mim, mas percebe que isso é irrelevante, por ser uma decisão altamente acertada e rentável. Fim do jogo.

Ruben Amorim disse...

Ui. Dados? Ir pesquisar? Então se lá em cima o campeão acha que se traduz um livro, edita, aprova e imprime num mês, qual achas que é a pesquisa aqui do capataz? De resto, o problema é mesmo esta falácia do “eu não vou comprar portanto ninguém vai comprar e não deveria existir”, bem desmontada neste comentário e no do Mário Freitas. Duvido que sirva de alguma coisa, mas tanta tareia pode servir, pelo menos, para motivar a que se vá ler mais do que a Nova Gente…

Nuno Neves disse...

Caros anónimos e rubens desta internet fora, começo só para esclarecer o seguinte: os vossos comentários são para mim sombra. Da árvores alheias. Não me aquecem nem me arrefecem. Mas vamos agora que interessa, mantenho o que já disse sobre os compact da Devir. Não acrescentam nada de novo, o formato não valoriza a obra, e sobre a captação de novos públicos, tenho as minhas reservas. Concordo que o preço de venda é apelativo, mas como José Freitas já explicou é “sol de pouca dura”. Quanto às vendas, obviamente que não tenho dados, aliás como ninguém tem, porque não há essa divulgação em Portugal. Mas na FNAC aqui ao lado, ou mesmo na FNAC on-line, e isto que vale o que vale, nunca vi nenhum dos títulos esgotado. Mas percebo que o exagero sirva a narrativa. Agora como devem compreender, até por tudo o que já foi escrito até agora, todo o resultado deste compacto, a mim não me aquece nem arrefece.