02 março, 2015

Colecção Batman 75 Anos: #8 O Regresso do Cavaleiro das Trevas - Parte I

Nas bancas desde da passada semana, mas a respectiva informação só hoje foi divulgada pela editora.

O oitavo volume da da colecção Batman 75 Anos, traz-nos a primeira parte daquela que é uma das mais incontornáveis histórias do morcego. A opinião é praticamente unânime.

A edição não é inédita em Portugal, mas obrigatória em qualquer boa bedeteca que se preze. Considerada por muitos a melhor história de super-heróis jamais contada, a obra-prima de Frank Miller ajudou a redefinir os comics modernos e inaugurou uma nova era de criatividade na banda desenhada americana.

O REGRESSO DO CAVALEIRO DAS TREVAS - parte I

Num futuro distópico, o Batman regressa ao combate contra o crime, depois de dez anos de ausência em que Gotham mergulhou na decadência e na corrupção...

Inicialmente publicado em 1986 sob a forma de quatro comics de formato prestige, um formato que se viria a impor ao longo dos anos seguintes para a banda desenhada de autor, O Regresso do Cavaleiro das Trevas foi uma verdadeira bomba nos comics de super-heróis... num ano repleto de bombas, pois nessa mesma altura foram lançados Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons - outra história que redefiniu a BD de super-heróis - e Maus, de Art Spiegelman, um dos grandes romances gráficos da BD americana. Nunca até então a nona arte tinha sido o foco de tanta atenção e de tanto respeito.

Foi o lendário editor Dick Giordano que escolheu Frank Miller para desenhar e escrever esta história alternativa de um Batman dez anos mais velho, recluso e completamente desiludido, e que ajudou a delinear alguns dos traços principais do argumento (foi ele, por exemplo, que sugeriu que Robin fosse uma rapariga). Miller já tinha atingido um estatuto de autor famoso, por força da excepcional fase do Demolidor que tinha escrito (e no início desenhado), mas também por causa de Ronin, uma mini-série que tinha criado para a DC anteriormente. Miller decidiu inovar em muito do grafismo da série, nomeadamente na estrutura de 16 painéis por página - que podiam ser subdivididos em secções - e Giordano acabou por abandonar o projecto a meio, por causa dos contínuos atrasos na produção que o artista causou. O historiador de BD Les Daniels viria a dizer mais tarde que o facto de Miller ter ignorado todos os prazos que lhe tinham sido dados tinha sido "o culminar da sua busca pela independência artística".

A edição da Levoir/PÚBLICO incluiu o argumento original que Frank Miller escreveu para o último número da mini-série, ilustrado por inúmeros esboços preparatórios, e que permite aos leitores portugueses ver a evolução da história na mente do autor, e as diferenças que se introduziram entre ele ter escrito o argumento e desenhado a história, incluindo o final que ele tinha originalmente planeado.




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