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terça-feira, 20 de outubro de 2026

A conclusão da incrivel história de Zheng Shi

Já tinha aqui anteriormente mencionado que no Amadora BD podemos encontrar mais de duas dezenas de novidades. Uma delas é este ZHENG SHI, edição da ARTE DE AUTOR. Quando li o primeiro volume deste díptico, confesso que estava já saturado dos desenhos de Jean-Yves Delitte. 

Tínhamos atravessado uma fase forte deste autor com a publicação de várias das suas obras, desde U-Boot, Black Crow, Batalhas Navais. Não discuto a excelência do seu traço no desenho de navios, mas as suas personagens pareciam todas iguais e já me cansavam. Quando surgiu o primeiro  Zhen Shi chamou-me a atenção a temática. Uma história de cariz biográfico sobre uma mulher-pirata chinesa que dominou os mares no sudoeste asiático e que acabou por se tornar uma lenda era uma forte premissa. E a verdade é que a leitura acabou mesmo por ser surpreendente e cativante. Aguardava a edição da segunda parte, e ela aí está. 

A novidade ZHENG SHI - Livro 2: Madame Tsching encontra-se já disponível no Amadora BD, e deve chegar às livrarias a partir da próxima semana, 

Na história das civilizações, a pirataria é um mal que nunca conheceu fronteiras. Embora, no final do século XVIII, pareça ter sido erradicada das águas quentes das Caraíbas — onde se forjou a sua lenda —, continua a ser ainda mais poderosa no Extremo Oriente. Até o Império do Meio, cujas belezas e grandiosidade são narradas por inúmeros exploradores, enfrenta este flagelo. Como a autoridade imperial é apenas aparente, regiões inteiras da China sofrem sob o jugo da pirataria — quando não são cúmplices dela. Conta-se que uma mulher, tão bela quanto cruel, reina de forma implacável sobre as águas meridionais do Mar da China. Milhares de homens serviriam a sua causa, e centenas de navios permitir-lhe-iam perpetrar as suas atrocidades. Mito ou realidade? 

 
 
 
 
 
Ficha técnica:
Zheng Shi - Livro 2: Madame Tsching
Argumento e desenho de Jean-Yves Delitte
Edição cartonada, 285 x 310 mm, cores, 48 páginas.
ISBN: 978-989-9094-92-5
PVP: € 19,50
Edição ARTE DE AUTOR
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Está feito o 1º fim-de-semana do Amadora BD!

Primeiro fim de semana de Amadora BD feito, mas ainda é cedo para balanços. A romaria vai ainda a meio. O meu tempo ocupou-se entre conversas, exposições e sessões de autógrafos. 

Nas exposições, mais uma vez, o festival não desiludiu. Muita arte original exposta, devidamente enquadrada em espaços próprios, que nos conduzem entre ambientes e universos tão diferentes, oferecendo um delírio visual que nos convida a perdemo-nos naqueles traços e cores. Só por isso já vale a visita. 

Mas, como em tudo, e não obstante o nível geral das mostras ser elevado, temos altos e baixos.

Começando pelos altos, temos o Menino Triste. Uma volta pelos seus 25 anos. Ganha-se muito se apanharem a visita guiada do autor. Seguem-se os desenhos dos 40 anos de Dylan Dog (e o Mário tem uma belíssima colecção) e o fantástico universo do Quarteto, com direito a um original de Alex Ross. Seguimos para o primoroso espaço dedicado ao cowboy mais rápido do Oeste, que assinala bem os 80 anos da personagem, e que tem inclusive umas pranchas de um Lucky Luke, desenhado pela Joana Afonso, a ser publicado em breve. Mas a cereja no topo do bolo, para mim, é a mostra de Shi, de Joseph Homs. Pranchas lindíssimas, de diferentes trabalhos, de um autor que é um virtuoso do traço. Alguns dos desenhos são absolutamente extraordinários. Mais espaço houvesse para mais obras.

No extremo oposto temos o "patinho feio" desta edição: a dedicada a Guy Delisle, um dos convidados do festival. A comparação com as demais é constrangedora. Um cenário demasiado minimalista. Temos uns quadros pendurados e pouco mais. Até a parte cenográfica, que costuma dar vida ao ambiente, é triste. Imagino que o autor, confrontado, vá ter de disfarçar o incómodo.

Entretanto este fim-de-semana foi também de entrega de prémios. O festival premiou para MELHOR OBRA NACIONAL, e sem surpresas, devo acrescentar, o Filipe Andrade e o seu trabalho americano Rare Flavours (edição KingPin). Era tão óbvio este resultado, que tenho para mim que os restantes nomeados só lá foram para encher a sala.

No que toca a MELHOR OBRA ESTRANGEIRA, entre o Blast 1 (edição Ala dos Livros) e A Fera 2 (edição A Seita), em qualquer um o prémio ficava bem atribuído. A sorte(?) sorriu a este último. Na incógnita e risível categoria que é a MELHOR EDIÇÃO, estranhando a ausência do Blast ou do Soli Deo Gloria (edição Ala dos Livros), a corrida fazia-se entre A Fera e O Grande Poder do Chninkel (edição Arte de Autor) mas não houve acumulação. Venceu este último. Para MELHOR EDIÇÃO INDEPENDENTE, não tendo sido dada qualquer atenção à publicação Umbra, a escolha recaiu sobre o único que se destacava, Palácio #5, de Francisco Sousa Lobo (edição de autor). Para finalizar temos o PREMIO REVELAÇÃO, e vá lá que não ganhou o livro ilustrado que lá caiu de paraquedas. A jovem Beatriz Bajal e o seu A Cada Sete Ondas (edição Chili com Carne) impôs-se aos demais. Face às dúbias nomeações, pode-se dizer que o resultado acabou por ser dentro do que se esperava. Parabéns aos vencedores!

O homenageado na edição deste ano com o TROFÉU DE HONRA foi o autor João Mascarenhas (o mesmo do Menino Triste). Merecido e fecha com chave de ouro os 25 anos do seu alter-ego. Faltou mesmo foi a nomeação pelo mesmo júri do seu livro Butterfly Chronicles (edição Escorpião Azul), editado em Novembro passado para Melhor Obra. 

Agora no mesmo palco do festival, a Ministra da Cultura, através da sua DGLAB, celebrou o Dia Nacional da Banda Desenhada PORTUGUESA com a premiação de uma obra brasileira como MELHOR OBRA DO ANO. Parabéns ao júri! 

Fica o registo fotográfico do primeiro fim-de-semana. 












 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Noir em dose dupla

Smoke & Mirrors



Quando um género literário ou cinematográfico se torna muito popular e tem grande divulgação, torna-se difícil criar algo de novo. E os clichés no género, alcançados em poucos anos, são aquilo que o podem tornar desinteressante ou conseguirem renegá-lo para segundo plano.


Foi precisamente isso que aconteceu com a ficção científica, com o western, a fantasia e uns tantos outros géneros. Mas, claro está, de tempos a tempos lá surge um fenómeno ressuscitador. Talvez o caso mais evidente disso mesmo seja o que aconteceu com a trilogia de O Senhor dos Anéis levada ao cinema por Peter Jackson. A bem da verdade, os livros de Tolkien nunca deixaram de ser um best-seller, mas também nunca venderam tanto como na época de Peter Jackson. Contudo, o mais interessante foi a proliferação de obras de Fantasia ou Alta Fantasia que daí advieram, sendo a mais evidente A Guerra dos Tronos.


Quanto ao policial noir – o género que interessa para a presente análise –, tem conhecido várias adaptações ao meio da Banda Desenhada, sobretudo nos comics americanos, numa ou noutra incursão pela BD franco-belga (como é o caso de Noir Burlesco, de Marini) e naquela que é a sua série de maior sucesso, Blacksad. Mas tirando a questão do antropomorfismo desta última, nenhuma tem sido particularmente inovadora.


Ora, não é esse o caso de Smoke & Mirrors, a obra de estreia de Verónica Louro na Banda Desenhada e que acaba de ser publicada em coedição pela Arte de Autor e A Seita.


Smoke & Mirrors é uma obra inovadora ao nível do género literário – sem abandonar alguns dos seus cânones – e da arte, como poderão ver mais adiante.


Vamos à história!


Naquela noite, o ambiente era sinistro e não deixava antever nada de bom. Debaixo de uma chuva copiosa, dois carros da polícia bloqueavam a entrada da catedral. As luzes das milhentas janelas dos arranha-céus quebravam a escuridão, como uma multidão de olhos cintilantes que observam anonimamente a desgraça.


Lá dentro, iluminada pela luz difusa dos vitrais, uma cena de terror balizada por barreiras policiais. Um homem e uma mulher, vestidos a preceito, parecem executar um complexo passo de dança. Na verdade, estão mortos, meticulosamente suspensos por fios, num bailado macabro. Esta encenação não é desconhecida da polícia, já que é a imagem de marca do mais tenebroso assassino em série dos últimos tempos – o Puppeteer – que manipula as suas vítimas tal como um mestre bonecreiro manipula as suas marionetas.



Frank Mallory observa a cena de semblante carregado e cigarro ao canto da boca. Em tempos foi polícia, em tempos… Agora só tem acesso ao local do crime pela amizade que mantém com Crane, o antigo colega. Foi precisamente o caso do Puppeteer que o fez perder o distintivo. Mas não consegue afastar-se, mesmo sendo agora um detective privado. O amigo aconselha-o a esquecer o assassino em série e a arranjar outros casos. Mas Frank é teimoso e não gosta de ser assombrado por fantasmas do passado.



De volta ao escritório, Frank senta-se pensativo, envolto na penumbra suavizada pela luz que entra pelas frestas das persianas. Poucos minutos depois, ela entra. Primeiro adivinha-lhe a silhueta recortada no contraluz. Depois percebe-a em toda a sua beleza enigmática. Ela é Evelyn Hart e o seu marido Victor está desaparecido. Frank serve-se de um bourbon e, renitente, aceita o caso. Sempre poderá esquecer o sacana do Puppeteer e ganhar algum dinheiro. Isto é, se não arranjar outros problemas…!



Como já se disse, Verónica Louro estreia-se na BD com o álbum Smoke & Mirrors, mas não é propriamente uma estreante em termos artísticos. Tendo vários trabalhos na área da escrita, escultura, fotografia e edição de vídeo, trabalha há alguns anos para a Topps com as licenças Star Wars, Marvel e Disney e para a UpperDeck com a DC.


Para além disso, é a filha mais velha de Luís Louro, o conhecido e premiado autor português de BD. Não que isso seja relevante. O facto do seu pai ser talentoso não significa que a filha o seja (por mérito próprio, até é!). Mas é definidor do ambiente em que cresceu. De resto, o estilo de Verónica, tanto como argumentista como artista gráfico, afasta-se por completo do de Luís Louro.


E é esta a primeira saudação que faço à jovem autora. Não bebendo do estilo do seu pai, sem dúvida que abraçou o seu espírito de autor completo, pois a Verónica estreia-se como argumentista, desenhadora, colorista e até, imagine-se, tradutora de si própria. É que a Verónica escreveu originalmente esta obra em inglês (pronta a ser publicada, por exemplo, por uma Image) e retroverteu-a para português.


A trama parece simples. Frank Mallory, um detective privado, já viu dias melhores. Afastado da polícia por não conseguir resolver o caso do Puppeteer, um assassino em série, Frank vive atormentado pelo seu fracasso. Até que Evelyn Hart entra na sua vida e contrata-o para resolver o caso do seu marido desaparecido. Para Frank, tudo parece simples; talvez simples demais. Victor, o marido de Evelyn, deve ter fugido para os braços de outra mulher. Mas neste mundo, onde ninguém diz a verdade e se entretém a lançar cortinas de fumo sobre o olhar do detective, aquilo que é simples não passa de “smoke and mirrors”.


Pois, se a trama fosse apenas esta, estaríamos perante mais um policial noir típico, eventualmente de leitura agradável, mas sem trazer nada de significativamente novo ao leitor mais exigente. Contudo, Verónica Louro parece ter a noção que, para vingar desde o início, tem de inovar. E é precisamente isso que faz.



Mantendo as premissas típicas daquilo que constitui um policial noir, Verónica acrescenta um toque invulgar à sua obra de estreia. Está lá o detective privado, durão, cínico e realista, que nos obsequeia com as suas reflexões em voz-off. Também está lá a bela cliente, toda ela transpirando a envolvência predatória da femme fatale. Os protagonistas são moralmente ambíguos e, por vezes, de virtudes questionáveis. Os personagens secundários têm pouca profundidade psicológica e funcionam exclusivamente como suportes dos protagonistas, não existindo para lá deles. E a ambiência é a típica dos mais famosos filmes noir realizados nos anos de 1940 e 1950.


Verónica Louro, mantendo assim as características principais deste subgénero, inova através da narrativa, complexificando-a ao nível da trama policial. Assim, ao mesmo tempo que o leitor acompanha o caso do marido desaparecido – sendo este o motor principal da história –, vai também tendo acesso ao caso maior – o do Puppeteer – que moldou o passado de Frank e que se mantém definidor do seu presente. Esta dupla narrativa, que torna a história bem mais complexa, é, no entanto, feita de um modo inteligentemente suave, dando ao leitor o bónus de poder acompanhar dois policiais em um só. Para além disso, a Verónica introduz no noir o elemento sempre interessante do “serial killer”, que desconheço existir em outros livros do género.


Os diálogos estão muito bem conseguidos. Frases curtas e pungentes tornam-os credíveis e de leitura aliciante. Invariavelmente, são entremeados pela voz-off de Frank Mallory, aumentando a profundidade do personagem. À medida que a história avança e que criamos a expectativa da envolvência dos protagonistas, a reviravolta da trama surge como o gume inesperado de uma faca nas costas do leitor. Depois, uma reviravolta ainda maior. E, afinal, é isso que se quer!



Também em relação ao estilo gráfico, Verónica Louro é inovadora no panorama da BD portuguesa. O seu traço parece formar-se com impaciência, eliminando tudo aquilo que considera acessório à narrativa. Deste modo, a essência da narração é o objectivo, evitando-se os detalhes que poderiam criar um desnecessário ruído de fundo. Devo dizer-vos que não tenho nada contra detalhes. Aliás, sou grande admirador de uma composição detalhada. Mas devo reconhecer que o traço da Verónica me encantou, tanto pela sua versatilidade como pelo seu despojamento aparente. E é apenas aparente, pois a sua capacidade de compor uma cena e de a sintetizar com o seu traço dinâmico é o que lhe dá a originalidade.


Smoke & Mirrors é uma obra a preto e branco, enriquecida com a utilização muito ponderada dos cinzentos. E, a este nível, a autora também é convincente no uso de uma iluminação sofisticada que lembra bem os filmes noir e que torna cada cena verosímil. No fundo, o sentido perfeito da iluminação complementa o dinamismo do traço e faz-nos adivinhar os movimentos da câmara. Por vezes, o leitor consegue mesmo ver os fumos suspensos no ar a deslocarem-se lentamente em ambientes saturados.



Verónica Louro não nos poupa na variedade de cenários. Becos e vielas escuras; o escritório de segunda categoria do detective; a casa de Frank; a casa de Evelyn; os ambientes luxuosos do casino e do Blue Lantern, o clube de jazz. Tudo sem grandes pormenores, mas com a capacidade da autora de criar atmosferas envolventes – das ruas sórdidas à vida nocturna vibrante.


Pormenor interessante e original: na cena de revelação em flashback que decorre ao longo de seis pranchas, estas são bordejadas à esquerda pelas ranhuras típicas de uma película cinematográfica, dando a ideia do correr do filme, ainda acentuado pelos habituais riscos presentes em películas muito visionadas.



Verónica Louro estreia-se assim em grande na BD com Smoke & Mirrors, um policial noir em dose dupla no qual os cânones do subgénero literário são respeitados, mas aos quais a autora acrescenta vários toques criativos e de originalidade quer ao nível narrativo, quer ao nível gráfico.


A voz-off do protagonista Frank Mallory é convincente e confere densidade psicológica ao personagem. Os diálogos são concisos e pungentes, conferindo à narrativa uma dinâmica rápida. E a trama está construída de modo a que o leitor seja “enganado” até ao fim. Ou melhor, até ao suposto fim, pois há que não esquecer o epílogo. Um epílogo que permite ao leitor sonhar com uma continuação que nos é proporcionada pelo Puppeteer…


Aliás, permita-me, cara Verónica Louro, lançar-lhe o mesmo repto que lancei a Jordi Lafebre quando publicou e Portugal a obra Sou o Seu Silêncio. Pedi-lhe que não deixasse morrer Eva Rojas. E não é que deu certo!? A si, peço-lhe que não deixe morrer Frank Mallory.


Um derradeiro pormenor. Verónica Louro incluiu no álbum um QR code através do qual o leitor pode acompanhar a leitura de Smoke & Mirrors com uma banda sonora inspiradora.

 

 

Por Francisco Lyon.

 

Começa hoje o 37º Amadora BD!

 

É hoje! O festival Amadora BD abre as suas portas à sua 37ª edição. A imagem oficial tem a assinatura do Luís Louro. Este ano há dois aniversários que se destacam (e celebram), considerando a popularidades dos aniversariantes. Temos os 80 anos de Lucky Luke e os 80 anos da dupla Blake & Mortimer, ambos com exposições dedicadas e grandes expectativas para as ver. 

Mas a programação oficial inclui mais de uma dezena de exposições e a presença de mais de 20 autores internacionais. Sublinho que praticamente todos (senão mesmo todos) têm obra editada em Portugal. Entre estes convidados, há nomes que (me) chamam a atenção: Joseph Homs, Craig Thompson, Peter Van Dongen e Guy Delisle. Do lado nacional, a aposta está na nova geração de talentos que vale a pena ir conhecer: Pedro N. e Manuel Monteiro, Verónica Louro, Tomás Sousa, Daniel Silvestre e Rita Alfaiate. Tudo muito bom e todos andarão por lá em apresentações e sessões de autógrafos.

Acerca da programação, esta é variada e seria fastidioso estar a aqui a publicar tudo. Recomendo antes uma passagem pelo sítio oficial do festival que está a funcionar bem, e que tem toda a informação actualizada disponível.

Já se sabe que este evento é uma excelente montra, e que as editoras nacionais se preparam em grande. Falei aqui da Arte de Autor. Confesso que não tive tempo para fazer um levantamento exaustivo, mas entre o que já sabe, o que se espera e uma ou outra surpresa, pode-se contar com mais de 30 novos lançamentos previstos durante o período do festival.

O Amadora BD continua a fazer de sua casa as limitadas instalações no Parque da Liberdade na Damaia. As suas portas encontram-se abertas entre 15 e 25 de Outubro, de segunda a quinta, das 10h às 20h, e sextas, sábados e domingos das 10h às 21h. Eu irei andar pelo festival, e por aqui publicarei notas do que por lá se passa. Então até já!

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Smoke & Mirrors é o álbum de Verónica Louro como autora de banda desenhada

Dizem que filha de peixe sabe nadar e no próximo AmadoraBD vamos ter a prova disso. Alguma expectativa porque o festival irá marcar a estreia como autora de banda desenhada de Verónica Louro – o apelido não engana, é mesmo a filha do autor do Corvo.

E a jovem autora já prometia, porque é uma excelente ilustradora e agora dá um passo definitivo e em grande, não deixando nada por fazer, assegurando ela própria o argumento, o desenho e a cor da obra SMOKE & MIRRORS, um policial noir a preto e branco, co-editado pela Arte da Autor e A Seita. 

SMOKE & MIRRORS
Dizem que todos temos fantasmas e Mallory não é excepção. Quando a noite cai e a escuridão aumenta, Frank não acende uma vela, mergulha no breu e procura respostas que teimam em não chegar. A sua vida está prestes a ficar mais complicada: será que vai conseguir decifrar o enigma e descobrir o assassino? Neste jogo de espelhos não há fumo sem fogo... posto.
 
Ficha técnica:
Smoke & Mirrors
De Verónica Louro
Capa dura, 20x28, p/b, 64 páginas.
ISBN 9799899094956
PVP: € 17,00
Co-Edição Arte de Autor e A Seita