
Ainda há dias falei destes Prémios pela sua inclusão no programa de festas do próximo festival Amadora BD e hoje foram anunciados os nomes dos vencedores. O Prémio Nacional de Banda Desenhada, é uma iniciativa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, gerida pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), que tem como "objetivo valorizar e promover a criação artística e literária no domínio da banda desenhada portuguesa". Para esta primeira edição, foram aceites um total de 45 candidaturas, sendo 11 candidaturas ao Prémio Carreira, 15 ao Prémio Obra do Ano e 19 ao Prémio Inovação em Banda Desenhada.
A carreira de António Jorge Gonçalves foi distinguida pela trajetória "permanentemente inovativa e eclética, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço". Recordo que ainda há dois anos atrás, a ASA reeditou a Trilogia Filipe Seems, assinada pelo autor.
Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (ed. Zigurate), vencedora como Obra do Ano, é descrita pelo júri como "um testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico", construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz.
O Prémio Inovação em Banda Desenhada atribuído a Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares, uma obra editada pela Chili Com Carne. A obra é descrita pelo júri como "um jogo de role 'play' a partir de um livro de banda desenhada preexistente", que expande as possibilidades do meio sem o simplificar, antes tirando partido das suas lógicas narrativas.
Apreciei particularmente as fundamentações do júri.



















