quarta-feira, 3 de junho de 2026

Algo de bom foi acrescentado à nossa vida!

A Adopção 3 – O Rei dos Mares

 

 

Há muitos anos que mantenho uma rotina diária de leitura. Comics+franco-belga+ficção/não-ficção (não BD). No final de cada semana, tenho cerca de 20 a 30 livros devorados. Destes, no que respeita à BD, escolho 1 para vos dar aqui conta através destes meus textos.


E enquanto escrevo um texto, vou lendo mais 20 livros. Conclusão: são muitos mais os livros lidos do que aqueles sobre os quais escrevo. Mas uma coisa é certa! Quando começo a escrever, é sobre um livro (ou conjunto deles) que incide o meu foco. E nada me faz parar!


Ora, o que era certo, deixou de o ser! Estava eu deliciado a escrever sobre uma BD que me é cara e surge-me (mais uma vez) o desestabilizador do Zidrou com mais uma incursão na sua série A Adopção. Resultado: tive de parar o que estava a escrever para, de imediato, poder partilhar convosco as minhas impressões acerca de mais uma “zidrouanice” brilhante.


Depois de dois dípticos, publicados em Portugal em dois volumes integrais, Zidrou e Arno Monin (desenho) oferecem-nos agora o terceiro volume de A Adopção, com o subtítulo O Rei dos Mares, editado pela Ala dos Livros.


E não! Não é mais do mesmo! E sim! O Zidrou continua com aquele seu toque transformador do quotidiano em algo mágico, do banal em sublime.


Vamos à história!

 

 

Como se fazem os bebés?


As três irmãs, com as folhas de papel e os lápis de cor espalhados pelo chão, vão dando a resposta à pergunta através de uma série de desenhos. Nenhuma delas terá mais de 9 anos.


“Primeiro a mãe diz ao pai: “Quero miminhos!!” “Ela beija-o na boca e em todo o lado!” “E o pai até se esquece de ir passear o cão!” “A mãe leva o pai para a cama grande.” “Aí, fazem amor. Como nos filmes. Mas de verdade.”


E as três irmãs continuam, desenho a desenho, a contar a sua própria história. A história de como foram adoptadas. A Sethe, a Doucha e a Clarissa.

 

 

Durante uma trovoada…

 

Muitos anos depois, Clarissa recebe um telefonema. Engole em seco com a notícia. Tenta esconder o que sente e vê-se obrigada a sair do emprego. Lá fora, enche o peito de ar e telefona à Doucha. Interrompe-lhe o jogo de polo aquático para dar a notícia. Depois, telefona à Sethe, professora de música a meio de uma aula barulhenta.


O pai morreu! Repentinamente, o olhar das três jovens irmãs torna-se vazio. A piscina fica vazia. A sala de música mergulha no silêncio. E o escritório de Clarisse deixa de existir…


Cada qual com o seu luto, cada qual com a sua alegria.

 


Muitos anos antes… Muitos anos depois… As três irmãs encontram-se na casa dos pais, a casa da sua infância. Abraçam-se. Choram. Sorriem. E relembram com felicidade a sorte que tiveram na vida…


 

Mesmo quando esperamos mais do mesmo – o que no caso de Zidrou é sempre bom -, este autor consegue voltar a surpreender o leitor. Se nos dois primeiros dípticos de A Adopção acompanhamos a integração de duas criancinhas em famílias desconhecidas (para simplificar), neste terceiro volume o maior interesse está na vida que os pais proporcionaram às três filhas e as memórias que elas guardam deles.


Para os leitores mais pessimistas, esta será uma história triste acerca da morte de um pai gentil e generoso. Mas para o leitor mais atento, esta continua a ser uma história triste acerca da inevitabilidade da vida, mas sempre com um terno sorriso nos lábios.


O casal Edu e Nathi não conseguem ter filhos. Há anos que tentam. Ele, de origem espanhola, inicia um processo de adopção no seu país. Ela, de origem francesa, faz o mesmo, mas em França. Quando a resposta chega, vem a dobrar. Para mais, Nathi está grávida! O casal tem agora três filhas e esta também é a sua história, mas é, sobretudo, a do seu pai. Talvez a lembrança comum mais forte que têm dele seja a dos longos trajectos de carro feitos pelo pai para as levar às aulas e às actividades extracurriculares. Isso e tudo o que ele faz em casa por elas, desde a refeição às brincadeiras, passando pelas inúmeras histórias que lhes vai contando. Aliás, é ele que faz tudo em casa. Um papá diferente dos outros. Já a mãe, que também lhes é querida, sai todos os dias para trabalhar, e em casa perde-se em leituras de grandes romances.


Com a morte do pai, as três irmãs reencontram-se na casa de família e revivem a sua vida, partilhando memórias, dramas e alegrias e, sobretudo, momentos inesquecíveis.



E é aqui que entra aquilo que já chamei em outro texto de “o toque Zidrou”. O argumentista de Banda Desenhada que consegue transformar uma história simples em algo maravilhoso. E, faça-se-lhe justiça, “Monin consegue, com a sua arte, imergir-nos nessa narrativa maravilhosa, conferindo-lhe um toque mágico que passa muito pela expressividade dos seus personagens.”


Zidrou é um mágico dos sentimentos, mas sem os denunciar. A sua escrita é de tal modo envolvente que, quando damos por nós, já nos deixámos levar irremediavelmente. As suas histórias só na aparência são simples, mas na sua simplicidade conseguem sempre ter momentos inesquecíveis.


Atentem na frase de abertura das memórias das três irmãs após saberem da morte do pai:

“É engraçado: quando penso no pai, a primeira coisa de que me lembro é… do rabo dele!”

E não pensem que Zidrou logo explica esta afirmação. São precisas 6 páginas para ficarmos a perceber o verdadeiro significado de afirmação tão desconcertante. Seis páginas que nos vão enchendo de informação acerca daquela família que, nesse momento da leitura, já começa a ser nossa.


O Fabuloso Destino de Amélie é o melhor paralelismo que vos posso oferecer. Muitos pormenores que parecem enriquecer a narrativa, mas que aparentemente carecem de sentido ou, pelo menos, não serão importantes para o desenrolar da trama. Coisas ínfimas, acessórias, mas que no todo ganham a máxima importância.


Escolhi mais dois exemplos para vos demonstrar o que quero dizer. Num deles, até uma verdade de La Palice ganha contornos surpreendentes com o remate de Clarissa. Ora leiam as vinhetas:



No outro, Doucha acaba de perder uma final de natação. Vendo a filha desolada, o pai resolve ir comemorar a derrota. Por si só, a situação parece inédita, mas o mais importante é a lição que ele dá às filhas:



Zidrou é isto! A sua narrativa está sempre repleta de pormenores que enriquecem a história. Grande parte das vezes parecem não passar de pequenos episódios, sendo que, a pouco e pouco, criam personagens profundos, tramas bem urdidas e, como já disse, o leitor vê-se irremediavelmente enredado naquele princípio que Flaubert tão bem desenvolveu na sua novela Uma Alma Simples – os pequenos nadas podem ser tudo!


A Adopção 3 está carregada de cenas emocionantes, tratadas por Zidrou com delicadeza, naturalidade e (está aqui o segredo) com o pathos suficiente para que nenhum leitor consiga ficar indiferente à história, à narrativa e aos personagens. Qualquer experiência humana tratada por Zidrou gera sentimentos profundos e coloca cada uma das suas obras em lugar de destaque.


Todos os personagens estão muito bem conseguidos. E embora cada um tenha personalidade própria, todos concorrem para que o personagem do pai seja o mais profundo, tanto pelos seus actos como pelo tipo de recordações que as filhas guardam dele. Para além disso, um conjunto de personagens secundários não só ajuda a enriquecer o ambiente da família protagonista, como por si só são dignos de, também eles, se resguardarem na nossa memória. É Shanti, o velho cão da família que se recusa a ser abatido devido às suas convicções religiosas; é Gauguin, o pintor homónimo do outro que pinta paisagens de praia, as vende no areal e sonha fazer dinheiro para ir viver para a Polinésia; é a Lisette, perita em mudar pneus; a gata Pandora, com alguns dos tiques do Garfield; e até a Pipi das Meias Altas. Uma bela galeria de personagens que gostaríamos que povoasse as nossas vidas.


Como o grande contador de histórias que é, Zidrou consegue escrever os diálogos mais extraordinários com a maior das simplicidades, o que confere às suas histórias, e a esta em particular, uma espécie de realismo mágico (tão caro na América Latina), no qual a magia não passa por cenas esotéricas, mas pela qualidade das relações pessoais. O certo é que Zidrou continua com a rara capacidade de tocar o nervo da emoção do leitor, independentemente do género ou da idade.



Por seu lado, Arno Monin é o “parceiro do crime” ideal para colocar em imagens mais esta história de Zidrou.


De traço semi-realista e sempre inspirado, Monin é exímio em representar a inúmera panóplia de expressões faciais que é essencial para que uma história deste género seja de tal modo credível que o leitor não hesite em interpretar a mensagem escrita em cada rosto. Reparem bem no olhar das três irmãs, já adultas e a terem de enfrentar a morte do pai. A tristeza está lá, tal como a felicidade das memórias. Nunca estão completamente tristes ou felizes, mas conseguem emanar serenidade e um estranho bem-estar.


Mas as expressões faciais são apenas um dos seus fortes. Também os planos que cria são inteligentemente construídos, tal como a encenação. Atentem na mudança da cena de praia, feliz, com todos os protagonistas, de cores predominantemente quentes, para a cena seguinte na casa de família já sem o pai, com cores frias e árvores despidas.




A paleta de cores de Monin também conta a história, complementando-a de maneira essencial. Não só consegue criar ambientes como sentimentos e, mais difícil, baralhar o valor da mensagem cor quente=alegria/cor fria=tristeza. Assim, se na praia ensolarada predominam os amarelos e nos contratempos, os azuis e pretos, em momentos de grande alegria também podem imperar as cores frias envolvidas na chuva. Ou seja, a doçura também pode ser pintada com as cores da tristeza.



A Adopção 3 – O Rei dos Mares é uma pequena pérola da literatura gráfica. Pela maneira desempoeirada como aborda o tema central – a morte de um pai. Pelo modo como trata um tema complexo, como é o da adopção, mas descomplexificando-o. Pela qualidade narrativa a que Zidrou já nos habituou quando trata de temas do quotidiano. Pela beleza da trama que nos consegue encher a alma de episódios que formam, de modo singelo, uma vida. Pelo humanismo que preside a todas as cenas da história. Pela delicadeza, requinte e elegância da arte de Monin. Pelos estados de alma que consegue recriar através das expressões faciais que desenha.


Uma história que parte de uma premissa triste, mas que nos sorri tal como as três protagonistas femininas. Um sorriso que traduz a admiração delas por esse pai que, em parte, as criou sozinho. Por elas sofremos; por elas regozijamos. Simples e tocante. Emocionante e reflexivo.


Por fim, não me recordo de alguma vez ter visto o tema da morte ser tratado de maneira tão inteligente… tão inteligente que nos esquecemos dela. Tão inteligente que a enfrentamos de sorriso nos lábios, sabendo que ela pode ser vencida pela capacidade daqueles que já partiram em criar memórias duradoras que nos enchem a vida.


“Ah, este Zidrou encanta-nos!” Lê-lo é acordarmos no dia seguinte a sentirmos que algo de bom foi acrescentado à nossa vida.

 

Por Francisco Lyon de Castro 





terça-feira, 2 de junho de 2026

Chega o segundo volume de Slava!

Finais da década de 90. Desagregação da URSS. Um ano depois do lançamento do primeiro álbum da trilogia, a editora ASA lança agora OS NOVOS RUSSOS, o segundo tomo de SLAVA, a série criada por Pierre-Henry Gomont, autor que tivemos o prazer de o receber no festival de BD de Beja do ano passado, e que retrata com excelência, no argumento e no desenho, o ultra-liberalismo que atingiu a Russia de Yeltsin de um dia para o outro. Até porque Gomont não se limita a contar uma história de esquemas e oportunismos. As suas personagens servem para se entender como uma sociedade inteira se reinventa, ou se perde, quando o sistema que a sustentava desaparece de repente. Pierre-Henry Gomont é definitivamente um autor a seguir.

OS NOVOS RUSSOS
Anos 90, no coração da Rússia. Desde a sua violenta discussão com Slava, Lavrine não deu sinal de vida. Se este último não é encontrado, é porque foi abandonado por Troubetskoï numa aldeia isolada, amputado de dois dedos e sem um tostão. Atolado na sua solidão, Lavrine é uma sombra do que era. Embora consiga, para sobreviver, enganar as almas caridosas que lhe oferecem ajuda, o seu coração já não está nisso. Perdeu o apetite pelo lucro e pela fraude que sempre lhe serviram de razão de viver... Será que encontrará, nestes erros e nas águas turvas da dúvida, o fôlego que lhe falta para finalmente se revelar a si mesmo? Quanto a Slava, ele mantém com mais zelo e assiduidade a sua paixão clandestina por Nina do que a conclusão das transações que iniciou com Troubetskoï para salvar a mina. É que ele precisa redobrar a sua engenhosidade para evitar que Arkady, o noivo da sua impetuosa amante, descubra o romance deles... 
 
Ficha técnica:
Slava - Volume 2: Os Novos Russos
De Pierre-Henry Gomont
Capa dura, 15,7 x 23,5 cm, cores, 112 páginas.
ISBN 9789892368214
PVP: € 20,90 
Editor Edições ASA
 

domingo, 31 de maio de 2026

O Mercenário já perto do seu vôo final!

Para fechar bem este mês, temos já disponível um novo volume da singular saga de fantasia medieval O MERCENÁRIO, a obra maior do espanhol Vicente Segrelles, que estás prestes a ficar integralmente publicada em português na sua edição definitiva.

A ALA DOS LIVROS acaba de editar o nono volume da colecção, ficando com isto apenas a faltar um último volume (o 14º) com inédita história O Último Dia, o surpreendente final das aventuras do Mercenário, que certamente será editado no segundo semestre deste ano. 

Este volume inclui um suplemento de 16 páginas, ricamente ilustrado onde o autor fala sobre a sua grande paixão por aviões, a sua estética e design, e a construção de maquetas na escala 1:10.

Já disponível no stand da editora presente na Feira do Livro de Lisboa.

OS ANTEPASSADOS PERDIDOS
Nan-Tay e o Mercenário envolvem-se numa busca exaustiva pelos antepassados da jovem guerreira. Para isso, lançam-se numa viagem que os levará a descobrir os descendentes da cidade de Atlântida, os quais, oriundos do planeta Geos, vieram para a Terra, onde se estabelecerem como colonos e desenvolveram uma avançada cultura que permaneceu isolada durante vários milénios. Nesta sua fascinante e perigosa aventura, o Mercenário viajará da Espanha da época da Reconquista e das lutas religiosas para o continente americano dos Maias, onde se reencontrará com alguém que não esperava voltar a ver.
 
Ficha técnica:
O MERCENÁRIO vol. 9 - Os Antepassados Perdidos
Argumento e desenho de Vicente Segrelles
Capa dura, 235 x 310 mm, cores, 64 páginas. 
ISBN: 978-989-9108-93-6
PVP: € 23,90
Edição ALA DOS LIVROS
 

sábado, 30 de maio de 2026

Lançamento ARTE DE AUTOR: A Raposa Malvada

Novidade ligeira já disponível na Feira do Livro, no stand da ARTE DE AUTOR, é esta fábula em banda desenhada, A RAPOSA MALVADA, que combina o humor, a ternura e o absurdo.

É a história de uma raposa cujo desejo de ser um terrível predador terrível choca com a ridícula realidade de ser incapaz de cumprir com esse papel. Feita de um traço simples e vivo e com um ritmo eficaz, sem grande densidade narrativa, lê-se descontraidamente sobretudo pelas graça imediata do contraste de situações.

A RAPOSA MALVADA
Perante um coelho tolo, um porco jardineiro, um cão preguiçoso e uma galinha temperamental, uma raposa magricela tenta encontrar o seu lugar como predador dominante. Apercebendo-se da ineficácia dos seus métodos, ela desenvolve uma nova estratégia. A sua solução: roubar ovos, criar os pintainhos, assustá-los e comê-los. Mas o plano corre mal quando a raposa descobre um instinto maternal…
 
Ficha técnica:
A Raposa Malvada
Argumento e desenho de Benjamin Renner
Edição cartonada, 17x24, cores, 192 páginas.
ISBN: 978-989-9094-85-7
PVP: € 25,00
Edição ARTE DE AUTOR 
 

Autores da Escorpião Azul na Feira!

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

O terceiro volume de Something is Killing the Children

O terror e o horror continuam em Archer’s Pike. A editora DEVIR dá continuação à saga SOMETHING IS KILLING THE CHILDREN escrita por James Tynion IV, sobre os funestos acontecimentos numa pequena cidade americana que tem um problema sério com monstros. 

Nas livrarias (e na Feira do Livro) encontramos já o terceiro volume que reúne os capítulos #11 a #15 da coleção.

SOMETHING IS KILLING THE CHILDREN 3
As coisas em Archer’s Peak estão cada vez pior. Erica Slaughter procura o assassino, mas crianças continuam a morrer. Irritados e com medo, os habitantes voltam as suas suspeitas para a estranha que está entre eles, a mulher que chegou quando os assassinatos começaram. Conseguirá Erica salvar a cidade, ou será que as mesmas pessoas que ela está a tentar proteger se voltam contra ela? 
 
Ficha técnica:
Something is Killing the Children - Volume Três
De James Tynion IV, Werther Dell’Edera e Miquel Muerto
Capa mole, 171 x 262, cores, 142 páginas.
ISBN: 9789895598250
PVP: € 18,00
Editor  DEVIR
 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A ASA no segundo semestre de 2026!

A ASA, na pessoa do seu editor Luís Saraiva, reuniu ontem mais uma vez divulgadores e livreiros em mais um agradável encontro informal, desta vez no espaço da Leya, em plena Feira do Livro de Lisboa, para dar a conhecer o que aí vem no segundo semestre deste ano. O que se pode dizer é que depois de um excelente primeiro semestre, com títulos como Rever Comanche, Duas Raparigas Nuas, Final Cut, Ulysse & Cyrano ou Ginseng Roots, o que se aproxima é, diria eu, mais “conservador”.

Haverá o Tintin integral. O primeiro volume já esgotou, o segundo está previsto para Junho e o terceiro para Novembro, e uma (re)edição d'O Caso Girassol agora na versão original publicada nas páginas da revista Tintin. 

 
Haverá Blake e Mortimer, que este ano completam 80 anos de aventuras. A efeméride será assinalada com dois lançamentos: Affaires Classées (no seu original), um álbum coletivo com dez histórias inéditas centradas em personagens secundários, e uma delas, "Operação Estoril", é assinada pelo "nosso" Nicolas Barral, previsto para Novembro. 

A complementar teremos também um Blake e Mortimer de A a Z, uma espécie de enciclopédia ilustrada com cerca de 50 entradas sobre o universo criado por Edgar P. Jacobs.

Haverá mais Michel Vaillant e um novo Lucky Luke de Achdé. 

E depois há as surpresas.

A primeira chama-se Terra ou Lua (Terre ou Lune, no original), de Jade Khoo. A história de um rapaz de sete anos que mata o pai, contada em 300 páginas desenhadas em aguarela. Visualmente muito interessante, com a edição portuguesa idêntica à francesa. É o primeiro volume de um díptico, e chega em Setembro.

Outra novidade que me alegrou, a mim e certamente encantará a todos os saudosistas de Blueberry, é a confirmação da edição de Na Pista de Blueberry, um álbum de homenagem aos 60 anos do magnifico western de Charlier e Giraud, com histórias assinadas por um coletivo de autores onde encontramos nomes como Blutch, Manara, Marini, Lauffray, Ralph Meyer, Corentin Rouge, Philippe Xavier, entre outros. Previsto para Outubro.

Completamente “fora da caixa”, mas para os amantes de música em geral e dos Beatles em particular, teremos a edição do álbum The Beatles. A história do mais famoso grupo de rock britânico contada num formato híbrido de banda desenhada e texto ilustrado.

A editora prepara boas surpresas para o Amadora BD, e uma delas, posso adiantar é o convite aos autores Romain Renard (Rever Comanche) e de Peter Van Dongen (Blake e Mortimer). Há um terceiro nome que ainda não está confirmado, mas que há vontade. E já se encontram a trabalhar no plano editorial para 2027.

E está apresentado o plano de festas da editora para os meses que se seguem!

Passem pela Feira e boas leituras!