quinta-feira, 12 de março de 2026
Um Tintin em mirandês!
O Panteão Nacional foi, no final do dia de ontem, o palco de um conjunto de iniciativas culturais, nas quais a banda desenhada também marcou presença. E foi perante uma bem composta audiência, e que contou inclusive com a presença do Secretário de Estado da Cultura, que teve lugar a apresentação da edição em mirandês de Os Charutos do Faraó (Ls Xaruros de L Farao, na capa do álbum), a primeira aventura de Tintin traduzida para aquela que é a segunda língua oficial de Portugal.
Nos discursos que acompanharam o lançamento, a tónica centrou-se sobretudo na importância da defesa e divulgação da língua mirandesa. Faltou talvez mais referências à obra de Hergé e à própria aventura de Tintin, onde curiosamente uma série de personagens fizeram a sua primeira aparição, incluindo o nosso Oliveira de Figueira (Oulibera de la Figueira, de Lisboua). Depois de Astérix e Tintin, e aproveitando a sugestão deixada pelo Secretário de Estado, fica a faltar um Lucky Luke em mirandês.
O álbum em si, com a chancela da francesa Casterman (mas com ISBN português), conta com uma tiragem única e generosa de 1000 exemplares. Fica mais como uma interessante edição para colecionadores, sobretudo portugueses, e a banda desenhada fica, mais uma vez, como o veiculo de registo e salvaguarda da língua mirandesa.
Seguiu-se a inauguração de duas exposições e a visita bastante sinuosa pelo interior do edifício. A primeira, dedicada a Amália Rodrigues, é composta por um registo de apenas dez fotografias da artista tiradas logo no início da sua carreira. Bastante pequena, falta-lhe enquadramento. Algo desenxabida esta mostra. A segunda, muito mais interessante, intitulada Modos de Ver, centra-se no próprio edifício do Panteão, enquanto figura central e representado em várias artes e olhares. Desde a fotografia à pintura, da ilustração à banda desenhada. E o Panteão em BD surge em dois desenhos de Luís Louro, com imagens que podem ser encontradas nos álbuns do Corvo e do Sentinel. Vale a pena observar o Panteão como ponto referência da cidade e a forma como é visto por diferentes olhares artísticos.
quarta-feira, 11 de março de 2026
Tintim no Panteão
O Panteão Nacional será hoje o local, em Lisboa, para a apresentação do álbum OS CHARUTOS DO FARAÓ, numa edição em mirandês com a chancela da editora francesa Casterman. Esta aventura, a quarta da cronologia, foi editada originalmente em 1932, e marcou a aparição da personagem portuguesa Oliveira da Figueira (Oulibeira de la Figueira, em mirandês) no universo Tintim. A sessão terá lugar a partir das 17h30.
terça-feira, 10 de março de 2026
Lançamento DEVIR: O Guia do mau pai
Atenção que o título desta obra é uma armadilha! O GUIA DO MAU PAI, numa edição da DEVIR, não é um 'tratado' a ensinar como ser o pior dos progenitores. O autor é o bem-disposto Guy Delisle, que transformou o seu dia-a-dia como pai de duas crianças numa comédia doce e irónica sobre aquelas pequenas histórias da vida familiar.
Em vez de lições de mau comportamento, encontramos aqui um relato terno satirizando os mal-entendidos, as incertezas e as aprendizagens próprias de todas as decisões dos pais.
Delisle dispensa apresentações por cá: o seu traço já nos guiou por lugares tão improváveis como Pyongyang, Shenzhen ou Birmânia, através das suas humoradas e irónicas ‘crónicas de viagens’ em registo gráfico, todas já editadas em Portugal.
Segue-se agora o relato de uma viagem mais exigente...
segunda-feira, 9 de março de 2026
Longe marca a estreia da espanhola Alicia Jaraba em Portugal
Ainda ontem falei aqui de novos convidados da próxima Comic Con Portugal, mas entre os já anunciados encontramos a espanhola Alicia Jaraba. E é justamente desta autora que chega agora às livrarias nacionais, o seu lbum LONGE numa edição com a chancela da ALA DOS LIVROS. A obra encontra-se em pré-venda na loja da editora.
LONGE é apresentado como um “road-movie” intimista, que nos fala sobre o medo de se sair da zona de conforto e da inércia de um relacionamento longo, cujo rumo já não se controla.










