Absolute
Batman, vol. 1, O Zoo
Goste-se
ou não da dita “banda desenhada de super-heróis”, é um facto que o Batman é um
personagem incontornável da 9.ª Arte, mas indo muito mais além, pois é
transversal a diversas manifestações da cultura contemporânea mundial.
Criado
por Bob Kane e Bill Finger em maio de 1939, poucos meses antes de estalar a
Segunda Guerra Mundial, o Cavaleiro das Trevas tem uma longa carreira que se
estende ao longo de quase nove décadas.
Bastante
diferente do Batman inicial, vingativo e até assassino, a sua versão actual
soube acompanhar o evoluir dos tempos e das mentalidades, continuando por isso
a agradar a cada nova geração. Já lhe conhecemos várias versões, mas a mais
negra talvez seja a criada por Frank Miller em 1986 no seu O Regresso do Cavaleiro das Trevas, no qual assume argumento e
desenho. E depois em Batman: Ano Um,
momento em que passa o ónus da arte para o brilhante David Mazzucchelli. A
estas duas obras seminais é essencial juntar-se A Piada Mortal, escrita por Alan Moore e desenhada por Brian
Bolland.
De
qualquer modo, com mais ou menos trevas, com mais ou menos revelações
bombásticas, o Batman continuou a ser o Batman, e os cânones que lhe dão vida
permaneceram inalterados.
Bom, na
verdade, tal já não corresponde à realidade. É que em Outubro de 2024, Scott
Snyder torna-se o “grande arquitecto” de um novo universo da DC Comics, o Absolute Universe. Antes disso, muitos
meses antes e em segredo, começa a preparar o fio condutor que unirá a
santíssima trindade da DC (Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha) e chama para
si o controlo total de Absolute Batman.
Quando
se anunciou o lançamento, muitos críticos e divulgadores falaram da enésima
maquilhagem do personagem, de mais do mesmo ou até de mais um capítulo fugaz da
série Elseworlds, passada em
universos alternativos.
No
entanto, a publicação do número 1 do Batman
Absoluto silenciou as vozes dos descrentes, encantou os fãs mais
empedernidos e conseguiu conquistar até os leitores quase exclusivamente
habituados à leitura de mangá.
Vaticinado
como um fogo fátuo, o Batman Absoluto continua a arder passados dois anos e
mantém-se como o comic mais vendido
nos EUA e no resto do mundo. E Scott Snyder (argumento) e Nick Dragotta
(desenho) ocupam o lugar no pódio dos melhores criadores de BD.
Em
Portugal, a editora Devir publicou
recentemente a compilação do primeiro arco de história que agrupa os números do
1 ao 6 e que tem como título O Zoo. A
edição é muito cuidada, de capa dura e inclui uma série de bónus, com destaque
para uma galeria com as inúmeras capas alternativas.
Como se
pode ler na contracapa:
Sem
mansão… sem dinheiro… sem mordomo… resta apenas… o Cavaleiro das Trevas
Absoluto!
Vamos à
história!
É um
dia como outro qualquer. Bom, não será bem assim! A turma foi com o professor
numa visita de estudo ao Zoo. Entre os alunos está o jovem Bruce, o filho do
professor, o Sr. Wayne. A visita corre tranquila, até que, frente à jaula dos
leões, um tiro ecoa no ar. O pensamento do Sr. Wayne vai para os miúdos e a sua
preocupação é mantê-los em segurança, o que poderá custar-lhe a vida…

Muitos
anos depois, uma moto percorre a alta velocidade as ruas de Gotham. O piloto
procura algo ou alguém que ainda sequer conseguiu vislumbrar. A cidade parece
ter-se transformado durante a sua longa ausência… para pior. Na mesma mantém-se
a loja de chá do velho Amir, a única decente em Gotham. E mesmo ao lado dela, o
motoqueiro tem o seu refúgio secreto onde guarda um verdadeiro arsenal. É
também lá que se mantém em contacto com o seu enigmático empregador que lhe dá
como nova missão vigiar e recolher informação acerca do gangue “Os Animais da
Festa”. Estes andam há três meses a espalhar o caos e a morte por Gotham.
Ninguém está a salvo, nem sequer as 32 pessoas de uma creche que foram
queimadas vivas enquanto os psicopatas mascarados dançavam no exterior.
Mas o agente
do MI6 é avisado que, tal como ele, parece haver outro “jogador” em jogo.
Não é
por acaso ou devido a um surto psicótico fugaz que o primeiro comic de Absolute Batman vale hoje (se em
perfeitas condições) um pouco mais de 17.000% do seu valor inicial. É que esta
série conseguiu muito rapidamente agradar a gregos e troianos, o que no mundo
da BD significa velhos e novos, tradicionais e vanguardistas, leitores clássicos
e leitores apenas familiarizados com o que se produz no extremo Oriente. E só
assim se consegue vender muitos milhões e ser lido por uns tantos outros.
O feito
deve-se a Scott Snyder e a Nick Dragotta, dois nomes a ter em conta pelos
festivais de BD nacionais. A premissa parece simples, uma espécie de “ovo de
Colombo”: esqueçam quase tudo o que aprenderam ao longo de 87 anos de
existência do Batman. Em Absolute,
Bruce Wayne não é um milionário bem-parecido sempre em destaque nas revistas
cor-de-rosa. É filho de um professor e de uma assistente social, cresceu num
meio humilde de bairros pobres. Não tem mansão ou mordomo, nem rios de dinheiro
para aplicar em causas beneméritas.
Se há
algo que o liga à mitologia clássica do personagem é a perda de um dos
progenitores, o pai, morto durante a visita ao zoo. Em contrapartida, a mãe
continua viva e trabalha agora como adjunta do presidente da câmara, Jim
Gordon. Todos os outros personagens recorrentes na série original têm agora os
seus papeis redefinidos, sendo que o grupo de vilões composto por Edward Nygma
(o Enigma), Oswald Cobblepot (o Penguim), Harvey Dent (o Duas Caras), Waylon
Jones (o Killer Croc) e Selina Kyle (a Mulher-Gato) fazem agora parte do grupo
de infância e da juventude de Bruce e estão longe de serem vilões – pelo menos,
neste primeiro volume.
Absolute Batman
é o primeiro comic book que tenta (e
consegue) recontextualizar Batman para os tempos actuais de forma significativa
que vá além dos alicerces criados por Bob Kane e Bill Finger em 1939. O
projecto ambicioso assenta na maneira como se apodera de toda a história do
personagem e a traz para as fundações desta nova existência. Como já disse, não
se trata de um novo Ano Um ou de uma
incursão em universos paralelos da série Elseworlds.
No “seu” Batman, Scott Snyder usa 86 anos de narrativa apenas em retrospectiva.
De resto, tem carta branca para recriar e até criar, sem se preocupar com a
continuidade de quase nove décadas de histórias. E até tomar decisões muito
arriscadas nas peças até agora intocáveis da história de origem icónica.
Mas a
coisa mais chocante em Absolute Batman
é a maneira como são abandonadas muitas das ideias básicas que aceitamos serem
o cerne inabalável do que faz de Batman o Batman.
Todos conhecemos a ladainha: ele é um rapaz rico cujos pais foram mortos num
momento de violência gratuita. Órfão, usa a sua fabulosa riqueza para se tornar
uma figura vingadora e protector dos desfavorecidos.
Aqui,
os Wayne não foram mortos num beco escuro e a mãe está viva. Não há um assalto
no “crime alley”. Aqui, o momento trágico dá-se durante uma visita de estudo ao
zoo, onde um jovem Bruce se deixa fascinar pelos morcegos, mesmo antes de um
atirador abrir fogo sobre a multidão. Curiosamente, a placa informativa do zoo
acerca dos morcegos é um elemento visual recorrente que lembra aquele
constituído pelas pérolas a caírem do colar de Martha Wayne quando é
assassinada na história de origem concebida por Kane e Finger. A placa anuncia
no original “Bats are crazy!”, atribuindo uma certa loucura ao personagem que
se adivinha.
Esta é
a mudança mais expressiva do mito. Não apenas o facto de Bruce não ser um
órfão, mas de o caminho a percorrer para se tornar no Batman começar com um
tiroteio em massa. Snyder transpõe o acto instigante do assalto aleatório, um
símbolo da era da Depressão – na
época de Kane e Finger – ou do crime urbano na era de Ronald Reagan – em Ano Um de Frank Miller – para um
tiroteio em massa, reposicionando assim o Batman no “aqui e agora”, num Batman
do minuto em que vivemos. Num mundo pautado pela indiferença e crueldade, pela
falta de heróis e por ricos e poderosos em quem não se pode confiar, o Batman
torna-se um homem vulgar derivado do caldeirão de desgraças que é a cidade onde
vive.

Snyder
não recontextualizou apenas a tragédia, mas cada faceta do personagem. Desde o
princípio da narrativa está tudo claro. Bruce é apenas mais uma criança numa
Gotham decadente e moribunda, uma cidade esventrada por oligarcas corporativos
e fugas de capital e igualmente por assassinos absolutamente sem escrúpulos. Os
vilões clássicos de Batman são agora os seus amigos de infância, todos eles de
origens humildes. Neste contexto de grande negrume, o caminho escolhido por
Batman parece ser mais que óbvio, mas a tensão é absolutamente notável.
Absolute Batman
é a maximização das histórias de super-heróis. Da narração dramática à
abrangência da história, dos diálogos duros e rudes ao universo visual
exagerado e inovador de Nick Dragotta, tudo confere sentido à palavra “Absoluto”.
Por
exemplo, o vilão de serviço, Roman Sionis, também conhecido como Máscara Negra,
é o líder do gangue de mascarados “Os Animais da Festa” e declara guerra à
tradicional estrutura de poder de Gotham. Quando o Máscara Negra assassina
brutalmente os cabecilhas das mais importantes famílias do crime – os Falcone e
os Maroni – tal assinala uma mudança da velha guarda do crime organizado para
um terror caótico e sangrento. Em Absolute
Batman nada poderia ser menos que isto.
O mesmo
se passa com a violência de parte a parte. Quando Batman finalmente confronta
“Os Animais da Festa” num combate brutal no meio da rua, não se trata apenas de
fazer parar os criminosos no seu percurso destrutivo; trata-se de proteger a
comunidade da classe trabalhadora a que ele pertence. E fá-lo através de
métodos brutais que reflectem o seu desespero: facas escondidas nas orelhas do
capuz, um enorme bat-símbolo que se transforma num machado que ele manuseia com
a eficácia de um homem das obras e a vontade declarada de provocar lesões
definitivas nos seus inimigos. Ao pé deste Batman absoluto, aquele que já
conhecíamos é a moderação em pessoa.

Este
Batman constrói todo o seu uniforme a partir de restos de materiais de
construção e peças de metal. Os seus veículos são equipamentos de trabalho
públicos alterados. O gangue do Máscara Negra é o antagonista principal e
representa algo muito mais tangível do que a vilania típica dos comic books. Caramba! Até o “Alfredo”
subverte todas as expectativas ao aparecer como um operativo do MI6
empedernido.
À
medida que a história progride, a campanha de terror do Máscara Negra torna-se
cada vez mais pessoal e vingativa. “Os Animais da Festa” já não roubam apenas
bancos ou vendem drogas; eles passam a ter como alvo a própria infraestrutura
que mantém a classe trabalhadora de Gotham a funcionar deficitariamente. Eles
atacam os locais de construção onde Bruce trabalha durante o dia, ameaçam a
família e amigos que ele mantém no Beco do Crime e forçam-no a manobras cada
vez mais desesperadas.
Como
vos digo, aqui é tudo Absoluto!
E o que
faz a trama funcionar com tanta eficácia é a maneira como nivela a mitologia do
Batman ao nível da rua. Ou seja, não se trata aqui de salvar o mundo ou de
enfrentar uma ameaça cósmica. Trata-se de salvar a vizinhança daqueles que a
querem destruir apenas por diversão. “Os Animais da Festa” representam assim o
deslocamento urbano através da violência, forçando a fuga de comunidades
perfeitamente estabelecidas através do terror. A resposta do Batman não é
propriamente fruto de calculismo ou de pensamento estratégico; é a fúria
desesperada de alguém que vê o seu meio a ser destruído.
O Zoo não se
refere apenas às máscaras animalescas usadas pelos antagonistas, mas à selva
urbana em que Gotham se transformou debaixo da sua influência. O maior desafio
do Batman não é apenas perceber como vai travar o Máscara Negra; é aprender
como sobreviver numa cidade onde as regras civilizacionais foram completamente
destruídas por estes animais.
A
escrita de Snyder tem uma profunda complexidade psicológica, conseguindo
manter, ao mesmo tempo, uma simplicidade aparente que não permite ao leitor
sentir-se entediado. Os diálogos são naturais, o ritmo nunca se arrasta e a
cadência emocional atordoa-nos ao longo de cada um dos seis capítulos. Snyder
conseguiu arranjar uma maneira deveras eficaz de nos fazer sentir que este
Batman Absoluto é mesmo perigoso e verdadeiramente ameaçador.
E
depois, na mais pura tradição dos seriados cinematográficos e dos comic books, Snyder gere o ritmo da
narrativa bem a seu modo, com muita acção e reviravoltas em todos os capítulos.
Alguns leitores poderão achar tudo um exagero ultra-violento, mas este é um
Batman dos nossos dias, nos quais há chacinas em liceus, líderes chamam às
guerras “operações especiais” e povos inteiros são chacinados e os
sobreviventes, deslocados. Exagero não é o Absolute
Batman; é grande parte do mundo em que vivemos!
Quanto
ao aspecto gráfico, a arte de Nick Dragotta é absolutamente espectacular. Para
mim, claro está! Tem, como se diz, assinatura, personalidade, e é difícil
encontrar algo que se lhe assemelhe. Para além disso, casa na perfeição com
esta versão mais “macabra” das aventuras do Batman criada por Snyder e tem a
capacidade cinematográfica de conseguir acompanhar a sua narrativa.
Contudo,
o primeiro impacto para o leitor surge de imediato na capa. Fisicamente, este
Batman não é aquele a que estamos habituados. O corpo é levado ao exagero e
assemelha-se a um Hulk. Este é um Batman que faz trabalho braçal e cujo
uniforme parece ser realizado com materiais arranjados em estaleiros de obras.
O símbolo do morcego, também ele levado ao exagero extremo, é um rectângulo
negro que vai de axila a axila e pode transformar-se num machado. Se a
narrativa de Snyder é “Absoluta”, a arte de Dragotta também o é.
A
planificação das páginas parece ter sido realizada durante um surto psicótico
de Dragotta, tomado por um caos criativo. Tanto temos páginas carregadas de
pequenas vinhetas, como, logo de seguida, estas se agigantam e tomam conta da
prancha, transformando-se em uma só ou até ocupando página dupla. Mais uma vez,
um salto Absoluto que vai do micro para o macro e até para o hiper-macro.
Este
primeiro volume está repleto de detalhes e de acção. Dragotta utiliza pequenas
vinhetas quadradas e rectangulares tanto para construir a sensação de acção
muito rápida como para desacelerar a narrativa. O efeito de desaceleração pode
ser visto, por exemplo, quando Alfred toma o seu chá relaxadamente. Os vários
passos para o fazer atravessam a página horizontalmente e acima e abaixo
destes, uma vinheta individual e uma dupla criam a sensação: Alfred respira e o
leitor também.
E
depois há as cenas de acção muito rápida. Mais uma vez, um exemplo do primeiro
capítulo. Dá-se o confronto entre Batman e o gangue dos “Animais da Festa”
frente ao edifício da Câmara. Ficamos fascinados com a batalha de um homem só
contra um exército de lunáticos descontrolados e com as capacidades físicas do
Homem Morcego, bem como com os predicados do seu uniforme. Mas a verdadeira
acção, aquela que no cinema mal poderíamos percepcionar, começa quando vemos
apenas pequenos flashes do Batman, enquanto ele faz cair a sua fúria sobre o
exército de terroristas. Os sentidos do leitor são sobrecarregados e tornados
ainda mais tensos pelo encarnado sangrento providenciado pelo colorista Frank
Martin. Aliás, Dragotta utiliza este tipo de estímulo visual exacerbado ao
longo de toda a obra, tornando-o numa arma eficaz da própria narrativa.
Noutro
sentido, as sequências de acção têm um peso real e consequências sérias ao
longo de todas as cenas de luta. O leitor consegue sentir o impacto de cada
osso a partir-se; o desespero dos psicopatas que, frente a um Batman impiedoso,
parecem nada mais quererem do que misericórdia; todas as tentativas
desesperadas de sobrevivência contra o que parecem ser derrotas garantidas
neste mundo impiedoso habitado pelo Batman e no qual leva avante a sua cruzada
brutal.

Este
primeiro volume de Absolute Batman
marca um começo extraordinário para um herói que já existia no tempo dos nossos
avós e até dos nossos bisavós. Cada escolha foi feita criteriosamente e não
apenas com o intuito de ser diferente. Nesse sentido, a nova mitologia do
personagem que se vem construindo desde 2024 aborda o mundo como ele se nos
apresenta hoje. Snyder e Dragotta desafiam a iconografia do Batman, forjada
numa era específica e arrastam-na para os anos de 2020 apenas para a
dilacerarem e recriarem algo inesperado e visceralmente excitante.
O que
Snyder e Dragotta nos oferecem é algo revolucionário para o Cavaleiro das
Trevas. O que emerge desta dupla criativa não é apenas mais uma nova versão do
Batman e do seu universo, mas uma mudança filosófica que desafia todos os
pressupostos acerca do que faz funcionar o Batman como personagem impactante e
símbolo cultural da BD e da sociedade de hoje.
O
Batman é alguém destroçado que tenta concertar um mundo destroçado, mas sem
meios suficientes para o fazer, embora com uma determinação quase inabalável.
Retirando a vasta riqueza e privilégios que por vezes tornaram o personagem um
pouco dissociado dos problemas do mundo real, Snyder e Dragotta criaram uma
versão do herói que se sente urgente e absolutamente necessária para os
leitores dos tempos que correm.
Como
admirador do Batman há muitos anos, posso dizer-vos que este primeiro volume
resulta igualmente bem para novos leitores e para aqueles que, como eu,
julgavam ter visto já todas as abordagens possíveis ao personagem. Este Batman
é um guerrilheiro urbano, um herói vindo da classe trabalhadora, alguém que
percebe verdadeiramente o que significa não ter nada a perder.
Aqui
estabelecem-se as fundações sólidas que parecem garantir a existência de um
novo Batman a longo termo ao mesmo tempo que, no imediato, somos bombardeados
com uma narrativa literária e gráfica excitante.
Embora
haja um grande desenvolvimento de personagens, há também extraordinárias cenas
de acção e inúmeras e inesperadas reviravoltas narrativas. Tudo é brutal,
rápido, intenso e impecavelmente coreografado.
Tive a
oportunidade de entrevistar Scott Snyder na Comic Con em Santa Maria da Feira e
garanto-vos que o próximo volume (a lançar pela Devir ainda este ano) não só não defrauda as expectativas como
eleva a fasquia deste Universo Absoluto. E preparem-se para o acrescento de um
novo condimento: o Terror. O Terror nas suas múltiplas facetas.
No
entanto, quando tudo é Absoluto, não sabemos o que mais esperar…
Por Francisco Lyon.