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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Um segundo integral para fechar Blast!

O poeta quase que poderia ter escrito quando editor sonha, a obra nasce! Quando entrou o novo ano, a editora ALA DOS LIVROS fez o se julgava impossível: trouxe BLAST para o mercado nacional! Um livro com mais de 800 páginas de uma história dura, sombria e estranhamente humana, de um autor, Manu Larcenet, a quem já tínhamos ficado rendidos em obras como A Estrada e, sobretudo eu, com O Relatório de Brodeck

Mas Blast é um outro campeonato, a começar logo pelo número de páginas. A opção foi elegante: os quatro álbuns originais foram divididos em duas partes. Se o primeiro volume do integral teve a sua publicação em Janeiro, agora em Setembro chega-nos a segunda e conclusiva parte da viagem de um homem cativante. São mais 400 páginas que fecham uma das edições do ano, aposta orgulhosa da editora, e que os leitores de grandes obras naturalmente agradecem! 

BLAST
Polza Mancini, ainda sob custódia policial após a morte de uma jovem, relata as suas memórias na busca desesperada pelo Blast, "a explosão" - aqueles momentos mágicos que o transportam para outro lugar -, bem como as suas estadias em hospitais psiquiátricos, os seus terrores e pesadelos... 
 
Ficha técnica: 
BLAST - Integral 2/2 
Argumento e desenho de Manu Larcenet
Cartonado, dimensões 225 x 280, cores, 408 páginas.
ISBN: 9789899108967
PVP: € 49,90
Editor ALA DOS LIVROS 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Há um Mar de Rosas esta semana nas livrarias!

Numa semana particularmente rica em novidades, começo por uma estreia que merece atenção, pois temos aqui a primeira obra de um novo autor português. Chega-nos com o selo da PENGUIN, editora que tem servido de rampa de lançamento para novos nomes da banda desenhada nacional, habitualmente através da sua chancela Iguana. Ao seu catálogo junta-se agora Tomás Sousa

MAR DE ROSAS é seu primeiro livro, onde assume responsabilidade integral pelo argumento e pelo desenho. A proposta de leitura inspira-se nas antigas fotonovelas - o título é perfeito - agora em versão gráfica, com todos os seus ingredientes dramáticos, de amores e desamores, ciúmes e traições. Sem conhecer ainda o livro, que tem o seu lançamento oficial amanhã, devo acrescentar que, à primeira vista, o traço ágil de linhas elegantes que é apresentado nestas páginas cativa-me. 

MAR DE ROSAS
Numa família abastada prestes a enfrentar o caos, Rosalinda fará tudo para casar com Sebastião e garantir a herança — até afastar Celeste, a jovem apaixonada por ele. Quando o patriarca morre e o casamento ameaça ruir, intrigas, chantagem e ambições desmedidas rebentam à superfície. Entre uma irmã determinada a proteger o legado, outra dividida entre o mundo e o convento, e um advogado cúmplice que acaba por recuar, a teia de Rosalinda implode. Presa e traída, jura regressar… mas até os cúmplices têm limites.
 
Ficha técnica:
Mar de Rosas
De Tomás Sousa
Capa mole, dimensões 171x239, cores, 192 páginas. 
ISBN 9789895893362
PVP: € 20,45
Chancela PENGUIN
 

domingo, 6 de setembro de 2026

Ah! Isto é um Homs!

 

O Diabo e a Coral


 

Diz-nos a Bíblia que o Diabo é a mais pura personificação do mal. O querubim responsável pela Guarda Celestial, expulso dos Céus por ter incitado um grupo de anjos a rebelarem-se contra Deus de modo a roubar-Lhe o trono e guardar para si a glória do Criador.


Expulso então, tornou-se no anjo caído, na criatura dos mil nomes, o grande caluniador e apartador de homens, o tentador, o que espalha a mentira e o maior inimigo de Deus. Segundo a tradição judaico-cristã, é um anjo-querubim da mais alta hierarquia, de uma enorme beleza, sabedoria e clarividência, a perfeição personificada.


Independentemente dos ensinamentos bíblicos, as gentes atribuíram-lhe ao longo dos séculos uma tez vermelha, feições humanas, mas monstruosas, chifres e uma cauda pontiaguda.


O seu reino, em oposição ao de Deus, é o Inferno, o sítio das mil agonias que acolhe as almas pecadoras que serão torturadas por toda a Eternidade. E a eternidade é precisamente o tempo que ele e a sua horda de demónios de vários estratos vão levar a combater Deus, naquela que é a guerra eterna.


Agora, imaginem que o Diabo está preso na Terra, imaginem que não consegue regressar ao Inferno, imaginem que está a enfraquecer e que a única maneira de se salvar é com a ajuda de Coral, uma rapariga não muito inocente. Se imaginarem tal cenário, chegarão à premissa que vos franqueia os portões para entrarem no romance gráfico de José Homs (sim, o de Shi!) que a Ala dos Livros acaba de publicar em Portugal.


Vamos à história!

 

Praga, 1938.

 

Estamos na alvorada da Segunda Guerra Mundial. O Acordo de Munique entrega as regiões fronteiriças dos Sudetos à Alemanha de Hitler. A Checoslováquia é isolada e destituída dos seus bens mais valiosos. Meses depois, o Inferno sobe ao mundo dos homens.


Mas antes de isso acontecer, vive-se em Praga um clima de inquietude. E ainda mais no seio da comunidade judaica que sente em Hitler uma ameaça séria. O führer desfila em triunfo nas ruas da capital checa, mas a maioria vê-o como a personificação do diabo.



No entanto, para Coral, jovem judia de dezanove anos, o Diabo, o verdadeiro, está a seu lado e tenta-a desde tenra idade. Ninguém o consegue ver, excepto ela, como se de um amigo imaginário se tratasse. Mas ele é bem real e está na vida dela devido às acções do rabino Gershon Loew, pai da Coral. Desde a infância que ela, manipulada pelo “Enxofre” (o nome que dá a Satanás), acredita que o pai é uma pessoa horrível quando, na verdade, é o maior adversário do Príncipe das Mentiras. Ou melhor dizendo, era, pois agora jaz inerte numa cadeira de rodas, após um exorcismo mal-sucedido.


Afinal, o que liga tão intimamente o Diabo e a Coral? Qual o terrível segredo por detrás desta ligação misteriosa? Porque tenta ele corrompê-la e roubar-lhe a alma de forma quase obsessiva? E porque é que Lúcifer se passeia incessantemente pelas ruas de Praga? Qual a fronteira entre o bem e o mal? Ou será que são ambos faces diferentes da mesma moeda?


 

O Diabo e a Coral é a primeira obra em que José Homs é responsável tanto pelo argumento como pelo desenho. Já o conhecemos como desenhador da magnífica série Shi, mas nessa o argumentista foi o inimitável Zidrou. Homs arrisca agora a sua enorme reputação enveredando também pela escrita. E devo dizê-lo que o faz de uma maneira inteligente.

 

A narrativa tem o mérito de se fazer a dois tempos, independentemente dos flashbacks. Um é o tempo do Diabo e da jovem Coral, os momentos que vão pautando a sua relação e que vão adicionando à trama uma aura de mistério. O outro tempo é aquele que mistura realidade e ficção e que permite ao leitor o seu momento de reflexão – é o tempo em que o Diabo anda à solta pelas ruas de Praga e sussurra aos ouvidos de Hitler tudo aquilo que este levará a cabo ao longo da Segunda Guerra Mundial. No entanto, sabemos que num tempo e no outro o Diabo só é visto por Coral. Tudo o resto são sopros maléficos que ele lança aos ouvidos dos incautos.


O tema é vetusto – o Bem contra o Mal. Também secular é a ideia do pacto com o Diabo, popularizada por Goethe no seu Fausto. Mas Homs acrescenta-lhes dois pontos da máxima importância. O primeiro é o facto da protagonista ter plena consciência de estar a lidar com o Príncipe das Trevas, o Rei das Mentiras e de, ela própria, não ser uma alma inocente, percorrendo inúmeras vezes a linha ténue que a poderá fazer descer ao Inferno. O outro ponto é o ódio e a intolerância que se instalam na Europa nas vésperas de uma nova guerra e que têm como centro da tempestade Hitler, guiado pelo próprio Diabo. Lúcifer, não podendo regressar ao Inferno, não sabemos ainda porquê, dedica-se a atormentar Coral e a aconselhar Hitler.


Como sub-enredo, Homs ressuscita a conhecida lenda do século XVI do Golem do Maharal de Praga como defensor da comunidade judaica e antepassado do rabino Loew, pai da Coral.

 


Mais importante que Hitler, mais importante que o rabino Loew, que o Golem ou até que o próprio Diabo, é Coral. A jovem judia de espírito livre, única capaz de ver o “Enxofre” é a chave de todo o mistério. Mas nem ela tem a noção disso. Limita-se a manter aquela estranha relação com o Diabo, na qual ambos têm de usar estratagemas e engenho para escaparem ao sortilégio que os liga.


Em termos narrativos, Homs vai temperando a trama com interrogações que são, elas próprias, um motor da leitura. Qual o segredo que liga o Diabo à Coral de forma tão misteriosa? E o que terá a haver com isso o rabino Loew, o pai da Coral, também ele envolto num passado misterioso? E porquê esse interesse obsessivo do Diabo por Coral?


A pouco e pouco, a trama intrincada vai-se desnovelando, e os vários personagens ganham dimensão e ocupam solidamente o seu lugar na narrativa. Esta é, no entanto, e sempre, dominada pelo Diabo e pela Coral.



Romance gráfico que mistura com mestria elementos históricos, esoterismo (feitiçaria, alquimia), lendas seculares da velha Europa e o folclore checo, O Diabo e a Coral é também pautado pelo humor, quase exclusivamente no que respeita à relação entre os dois protagonistas. Um humor necessário, tendo em conta a natureza da jovem judia e do seu “Enxofre”. Negro, irónico e sarcástico, surge naturalmente nos diálogos entre ambos e enriquece a sua relação, tornando-a mais íntima. Por outro lado, destabiliza o leitor, que se sente perante uma obra sombria. E isso é bom!


Por fim, as várias referências históricas e folclóricas que encontramos na obra, ao contrário de a diluírem, solidificam-na. Para aqueles leitores com conhecimentos mais diversificados, é sempre interessante encontrar num livro de ficção referências reais que em algum momento da sua vida os enriqueceram culturalmente. No caso presente destaco uma das lendas associadas à construção da Ponte Carlos (a mais famosa de Praga) e o mito do Golem do Maharal de Praga.


 

Visualmente, O Diabo e a Coral é uma verdadeira joia. O traço elegante e preciso de José Homs, aliado a uma colorização harmoniosa e de grande qualidade, revelam-nos mais uma vez o seu grande talento. O seu estilo é daqueles que, como se diz, tem assinatura e nos faz exclamar “Ah! Isto é um Homs!”


Mas, como já tive oportunidade de dizer várias vezes, não basta a um desenhador desenhar bem. É essencial que a sua cultura artística seja acompanhada por uma forte cultura geral. Só assim é possível recriar Praga dos anos de 1930 com autenticidade, graças aos cenários detalhados e precisos, indumentárias, veículos e outros quejandos. E o mesmo se passa com Praga do século XIV, evocada na cena da construção da Ponte Carlos.


Tecnicamente, a variação entre grandes planos e planos gerais, entre cenas mais sombrias e outras mais luminosas, mostram bem a sapiência narrativa do autor que, visualmente, não dá descanso ao leitor. Para além disso, a planificação dinâmica, por vezes com belas ilustrações de página inteira, contribui para uma narrativa visual veloz e muito bela.


Mas para se atingir o estatuto de desenhador fora de série – algo que Homs já alcançou – é preciso também inventividade e grande imaginação. Estas características estão magnificamente demonstradas na sua interpretação do Inferno. Ainda que aqui e ali se possam reconhecer diversas influências de pintores renascentistas e posteriores, a sua representação dantesca do reino do Diabo é extremamente pessoal. Os inúmeros demónios e seres que por lá pululam formam uma galeria de pesadelo digna de uma mente deveras inventiva.

 


Há ainda que referir as interessantes referências cinematográficas (e literárias) a filmes de terror que o talento de Homs transforma em suas. Desde logo, a lenda do Golem e as suas múltiplas adaptações ao grande ecrã, datando a primeira de 1915 e a mais recente de 2023. Mas também o ambiente circense captado em Freaks, o filme de 1932 realizado por Tod Browning. No entanto, aquela que mais importa para a trama de Homs é aquela que nos lança no mundo aterrorizante d’O Exorcista, o filme de 1973 realizado por William Friedkin e escrito por William Peter Blatty. Deste até nos brinda com a icónica imagem do padre Merrin diante da casa amaldiçoada, padre substituído aqui pelo pai da Coral, o rabino Loew.



Para concluir, O Diabo e a Coral dá-nos a conhecer um novo argumentista que conhecíamos como reconhecido ilustrador, dividindo-se agora o seu talento pelas duas artes.


Um enredo muito interessante, pleno de mistério, com uma narrativa dinâmica contada em duas dimensões e enriquecida por referências históricas, folclóricas e esotéricas. No fim, como nos é mostrado, um recontar da fábula do sapo e do escorpião.


Uma arte que nos enche as medidas pelo traço, pela encenação, pelas cores e pela criatividade.


Não resisto sem rematar dizendo que o todo é diabolicamente eficaz.

 

Por Francisco Lyon.

 

  

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O universo felino de volta ao catalogo da Sendai Editora

Por aqui continuo a dar nota de lançamentos de manga fora das “grandes” editoras, dando espaço de divulgação às mais pequenas, que tem o condão de complementar a oferta nacional de banda desenhada japonesa. Ontem falei da coletânea editada pela FA, hoje trago aqui a SENDAI EDITORA.

O universo felino continua a estar bem presente no catálogo desta editora, que acaba anunciar o seu vigésimo primeiro lançamento: ENTÃO, MICHAEL?!: VIZINHANÇA EM CAOS

Trata-se de mais um volume assinado por Makoto Kobayashi, que nos traz a continuação das peripécias e travessuras de Michael, um gato laranja que poderia ser igual a tantos outros, porém, sua curiosidade sempre mete-o em sarilhos.

Então, Michael?! é uma série de cinco livros, cada um com vários pequenos capítulos independentes. Este é o seu segundo volume.

Já disponível na loja online da Sendai Editora aqui!

Ficha técnica:
Então, Michael?!: Vizinhança em Caos
De Makoto Kobayashi
Capa mole, formato: 12,8 x 18,2 cm, p/b, 216 páginas.
ISBN: 9789893537299
Preço: € 9,90 
Edição SENDAI EDITORA 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Antologia Mangá por Vários Autores

A pequena FA, editora que vai paulatinamente construindo o seu catálogo de banda desenhada, acaba de anunciar o lançamento de ANSOROJIMANGA, com a assinatura coletiva de Nan Ninka No Chosha.

Trata-se de uma antologia de celebração da banda desenhada de inspiração japonesa, que reúne vários autores com mangás dentro dos seus vários estilos, reunindo 22 histórias de uma ou duas páginas cada e em diferentes géneros.

A obra oferece um numero dinâmico de histórias, navegando por múltiplos géneros como ação, drama, comédia e romance. Cada história traz um traço e um universo novos, garantindo uma leitura surpreendente e acessível. Num momento, podemos ser transportados para combates dinâmicos ou comédias do quotidiano e no momento seguinte, confrontamo-nos com reflexões profundas, ficção científica ou romances delicados. 

Disponível diretamente na loja on-line.  

Ficha técnica:
Ansorojimanga
De Nan Ninka No Chosha
Capa mole, 124x210, p/b, 46 páginas.
ISBN 9789403930961
PVP: € 14,90
Edição: FA 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Lançamento DEVIR: Boa Noite, Punpun - volume 6

Na remessa de novidades de Agosto da editora DEVIR, temos a continuação da história de Onodera Punpun, nestas capas tão inexpressivas. Nas livrarias  encontramos o novo volume da colecção BOA NOITE, PUNPUN, um manga perturbador que caminha já para seu desfecho final, com a degradação moral e emocional cada vez maior do seu protagonista.

Este volume 6 marca o ponto de não retorno da série, onde a idealização do amor e da redenção colide com a realidade das personagens e onde a fuga se revela, definitivamente, uma ilusão.

BOA NOITE, PUNPUN 6
Aiko e Punpun estão finalmente juntos. Os dois viajam em direção à terra prometida na infância, mas algo de terrível do seu passado é revelado. Juntos terão que superar o que aconteceu, mas será que conseguem? Punpun, e se não houver nada a fazer?
 
Ficha técnica:
Boa Noite, Punpun – volume 6
De Inio Asano
Capa mole, dimensões 12,6 x 19 cm, p/b, 480 páginas.
ISBN 9789895597789
PVP: € 20,00
Editor Edições DEVIR 
 

domingo, 30 de agosto de 2026

Conclusão da triste história da Carlota Imperatriz!

Ainda este mês, a editora ALA DOS LIVROS fechou a tetralogia sobre a vida trágica de CARLOTA IMPERATRIZ, uma soberana e uma mulher a quem o sofrimento não poupou. O argumento tem a assinatura de Nury e o desenho conta com o elegante traço de Bonhomme. Os quatros volumes da edição original francesa foram condensados em dois volumes na edição portuguesa, reunindo este último o terceiro e quarto álbum desta trágica saga.

De leitura muito agradável, temos aqui uma narrativa bem construída, inspirada em factos reais, que nos conta a história da vida da princesa Carlota da Bélgica, que quis o destino e o coração que trocasse o pretendente e futuro Pedro V de Portugal pelo pretendente e arquiduque Maximiliano da Áustria. É a partir do seu casamento todos os sonhos se desmoronam. A oferta da coroa mexicana, um presente envenenado da parte de Napolão III, revela-se um fardo maior, um triste episódio de interesses criados, ingenuidade e desespero. 

CARLOTA IMPERATRIZ
Aproveitando-se da ausência do marido e com a ajuda do Coronel Alfred van der Smissen, cujo charme lhe é irresistível, Carlota da Bélgica assume o controlo do império mexicano. Infelizmente para ela, as coisas pioram com o regresso de Maximiliano. As rebeliões intensificam-se e, pior ainda, o exército francês prepara-se para retirar do México. Enquanto isso, Maximiliano pretende desesperadamente um herdeiro para o trono. Recusando-se a compartilhar a cama com ele, por saber que ele sofre de sífilis, Carlota é forçada a recorrer à adopção. A menos, é claro, que ela sucumba ao fascínio da carne com o enigmático van der Smissen... Após atravessar o Atlântico para interceder a favor do marido, a Imperatriz Carlota do México descobre na Europa que os seus aliados são poucos e distantes entre si... Abandonada por todos, a jovem soberana mergulha num estado de loucura — por vezes violento — que os seus inimigos exploram para prendê-la... durante sessenta anos!
 

 
 
 
Ficha técnica:
Carlota, Imperatriz - Tomos 3 e 4
De Fabien Nury e Matthieu Bonhomme
Capa dura, dimensões 243 x 317, cores, 168 páginas.
ISBN: 9789899108998
PVP: € 35,00
Editor ALA DOS LIVROS