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domingo, 2 de agosto de 2026

Inicio de um novo diptico na saga Wild West

A editora ALA DOS LIVROS, entre anúncios surpresa e novidades, continua a todo o vapor em pleno Verão. E o seu mais recente lançamento é um western, um novo capítulo da saga WILD WEST. Trata-se do primeiro volume do terceiro par de dípticos, ou por outras palavras, REDENÇÃO é o quinto volume da colecção.
 
O argumentista Thierry Gloris continua fiel à fórmula que tem feito a série funcionar: a utilização de figuras históricas do Oeste Selvagem. Depois das principais personagens, como Wild Bill Hickok, Calamity Jane e Charlie Utter, vão sendo acrescentadas novas figuras, em tramas ficcionais que reúnem todos os ingredientes do Velho Oeste. Belle Star é a mais recente lenda do Oeste que se junta à série. E mais uma vez chamo a especial atenção para a beleza da capa dos álbuns.
 
Dolores City, entre a Califórnia e o Nevada. É nesta pequena cidade que Wild Bill Hickok, Calamity Jane e Charlie Utter se estabeleceram após a traumática caçada a Smith, o assassino disfarçado de índio. Agora xerife e vivendo com o seu parceiro, Bill leva uma vida (talvez até demais) tranquila como um cidadão proeminente, enquanto Jane, de volta à bebida, aterroriza a cidade com suas provocações! Charlie, por sua vez, tornou-se carteiro. Mas nenhum deles prevê a tragédia que abalará Dolores City com a chegada aparentemente inocente da família Ballou, liderada pela jovem e sedutora Catherine. Foragidos, disfarçados de pacíficos rancheiros, os Ballou encontrarão, na verdade, um velho conhecido. e mergulharão a cidade no caos... 
 
Já disponível nas livrarias.
 
Ficha técnica:
WILD WEST vol. 5 - Redenção
De Thierry Gloris e ilustração de Jacques Lamontagne
Capa dura, dimensões 243 x 316, cores, 48 páginas.
ISBN: 9789899108974
PVP: € 17,50
Editor: ALA DOS LIVROS

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Nas bancas o sexto volume da colecção Novela Gráfica

Hoje nas bancas temos um novo volume da colecção Novela Gráfica da LEVOIR. Trata-se da primeira colaboração da dupla Frédéric Kinder e Boris Joly, que assinam ALBERT LONDRES TEM DE DESAPARECER, uma história que é um misto de ficção e realidade, e que chega ao nosso mercado quatro anos depois da sua publicação original em França. 

Albert Londres é um pioneiro do jornalismo de investigação e parte para a China em busca de uma história que ninguém conhecia. Mas nunca chegará a publicar a sua reportagem. 

Quando, em Dezembro de 1931, o repórter francês Albert Londres embarcou para a China, ninguém sabia ao certo o que ele ia lá fazer. Nenhum jornal o tinha enviado e os seus concorrentes questionavam-se sobre que tipo de furo jornalístico ele iria conseguir trazer, numa altura em que Xangai se encontrava no centro do conflito sino-japonês. Depois das suas reportagens que causaram grande alvoroço sobre a prisão de Cayenne, sobre o tráfico de mulheres na Argentina ou sobre o tratamento indigno dos internados em hospitais psiquiátricos, é um tráfico de armas e ópio que Albert Londres vai revelar na Ásia. Uma matéria que incomoda muita gente. O seu desaparecimento no misterioso naufrágio do navio Georges Philippar, aquando do regresso da China em Maio de 1932, deixou pairar a dúvida sobre o carácter acidental da sua morte. 

Ficha técnica:
Albert Londres tem de desaparecer
De Frédéric Kinder e Boris Joly
Colecção Novela Gráfica IX – vol. 06 
Capa dura, 195 X 270, cores, 104 páginas.
PVP: € 16,90
Edição LEVOIR 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Já votaram?

O Banco Central Europeu decidiu que está na hora de dar uma cara nova às notas de euro e até podemos opinar sobre a matéria. Está decorrer uma votação online (link aqui) com dez propostas de design, todas em redor de duas temáticas: "aves" e "figuras históricas” europeias. Mas confesso que, ao ver as propostas senti falta da cultura pop. E se há um património visual que atravessa gerações e fronteiras no nosso continente, é a banda desenhada. Daí este exercício: se a BD tivesse ido a votos, quais seriam as seis personagens mais representativas?
 
Estas são as minhas escolhas:
 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

A bela novidade de Josep Homs

E que bela surpresa a ALA DOS LIVROS nos trouxe este mês! Em duas palavras: Josep Homs. Muito talentoso artista cujo fantástico trabalho gráfico já conhecemos pela sua colaboração na aventura SHI, com o argumento de Zidrou (publicado pela Ala dos Livros), e que nos surge agora ‘a solo’ com este O DIABO E A CORAL.

Antes de mais, devo dizer que tive o prazer de conhecer o aquando da sua passagem pela Comic Con Portugal de 2022 e é com grande satisfação que vejo o seu nome na lista de autores convidados do próximo Amadora BD.

Este seu mais recente álbum, que assina na qualidade de autor completo (argumento e desenho), leva o leitor numa viagem ao Inferno. Literalmente. Belissimamente ilustrado, temos uma Praga ocupada numa Europa à beira da segunda Grande Guerra como pano de fundo, para uma história onde o Fantástico se cruza com as mitologias e as tradições do folclore judaico.

Praga, 1938. A Europa afunda-se lentamente no ódio e na intolerância, e uma nova guerra mundial parece inevitável. À frente desse caos está um certo Hitler, que alguns dizem ser guiado pelo próprio Diabo. Mas e se isso fosse mais do que uma mera metáfora? Lúcifer, mantido contra a sua vontade na superfície, vagueia pelas ruas da capital checoslovaca, incapaz de retornar ao Inferno. A chave para a sua liberdade reside em Coral, uma astuta jovem judia, a única capaz de vê-lo. Uma estranha coexistência desenvolve-se entre eles. Cada um deles deve usar astúcia e engenhosidade para encontrar uma maneira de quebrar o feitiço que os impede de se libertarem um do outro. Poderá esse laço enigmático estar ligado ao passado do pai de Coral, o enigmático Rabino Loew?

Álbum já disponível nas livrarias. 

Ficha técnica:
O Diabo e a Coral
De Josep Homs
Capa dura, 242 x 314, cores, 64 páginas.
ISBN: 9789899108981
PVP: € 27,50  |   Editor: ALA DOS LIVROS

domingo, 26 de julho de 2026

Novo volume para Preto, Branco e Sangue

Quem resolveu dar um ar da sua graça neste mês foi a GFLOY. Editora que actualmente no nosso mercado é uma sombra do que foi, muito longe do seu período áureo. O desinvestimento tem sido tão acentuado que a sua atividade se resume, hoje, a quase nada. No ano passado registou dois lançamentos. Este ano fez agora o seu primeiro.

A aposta recaiu para mais um volume da série Preto, Branco e Sangue. Um colecção que suscitou curiosidade no início – cada livro reunia várias histórias do mesmo personagem marvel, num registo a preto e branco, assinadas por diferentes autores, onde o vermelho (de sangue) serve para identificar o contraste de violência. Não sei quantos volumes depois a colecção é agora um “encher chouriços” que não desperta qualquer interesse, excepto talvez para uns poucos fiéis. E pelo preço de capa devo dizer que há opções de leitura no mercado absolutamente muito mais interessantes e mais baratas.

Seja como for, este novo volume é dedicado ao Venom. Venom: Preto, Branco & Sangue reúne uma colecção de contos intensos a preto e branco com toques de vermelho, nos quais o simbionte é desencadeado na sua forma mais primal e intransigente. Cada capítulo permite ao leitor embrenhar-se no elo volátil entre hospedeiro e parasita, revelando Venom não só como um anti-herói dividido, mas também como uma imparável força da natureza.

Reúne as histórias publicadas originalmente em Venom: Black, White & Blood #1–4.

Ficha técnica:
Venom – Preto, Branco e Sangue
Autores vários
Capa dura, 18,0 cm x 27,5 cm, cores, 152 páginas.
ISBN: 978-83-67571-72-2
PVP: € 23,00
Edição G. FLOY Studio Portugal 
 

sábado, 25 de julho de 2026

O gato do Rabino regresssa!

Ok. Estou de volta a estas lides! Esperava eu que nestes dois meses de Verão (Julho e Agosto) eram meses “mortos” sem actividade relevante até porque historicamente são dos mais fracos em termos de novidades, e percebe-se porquê, mas 2026 está a revelar-se um ano excepcional. De depois há editoras que não foram de férias, e uma delas é a ALA DOS LIVROS. Promete um segundo semestre cheio e já começou a trabalhar nisso! 

E este primeiro lançamento tem tanto de surpreendente como de arriscado. Trata-se de um novo álbum (o sétimo) da colecção O GATO DO RABINO. É o regresso a um projecto acarinhado por Joann Sfar (em França soma já treze álbuns editados) que retrata com ironia uma identidade judaica, que também faz parte das suas raízes, numa Argélia colonial multicultural dos inícios do século XX. 

Mais que numa óptica comercial, parece-me que se trata aqui de uma aposta muito pessoal da parte dos responsáveis da Ala, até porque passaram-se cerca de cinco anos desde a edição do anterior álbum no nosso mercado. Vamos ver como evolui a partir daqui. 

Este novo episódio leva-nos de volta a Argel. O rabino Sfar e o seu primo, o imã Sfar, discutem as suas diferenças, que consideram irreconciliáveis. No entanto, quando a mesquita é inundada, o rabino e o imã concordam que os muçulmanos podem rezar na sinagoga enquanto são realizadas as reparações. Enquanto isso, o gato do rabino está a passar por um momento difícil: não só Zlabya deu à luz uma criança adorável, mergulhando-o em profundo ciúme, como, para piorar a situação, alguns gatinhos refugiaram-se na sinagoga... Como ousam esses gatinhos estrangeiros beber o seu leite? 

Numa bela edição no formato que se gosta, já se encontra disponível nas livrarias!
 
Ficha técnica:
O Gato do Rabino – volume 7: A Torre de Bab-El-Oued
De Joann Sfar
Capa dura, dimensões 226 x 302, cores, 88 páginas.
ISBN: 9789899108899
PVP: € 19,90  |   Editor: ALA DOS LIVROS