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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Está ai o terceiro volume de SHI!

Outra bela novidade que encontramos este mês nas livrarias nacionais, é este terceiro volume da colecção SHI da editora ALA DOS LIVROS. A fantástica saga de fantasia e vingança assinada pela magnifica dupla de autores Zidrou/Homs tem aqui, não um, mas dois desenvolvimentos, uma vez que cada volume da edição portuguesa agrega dois tomos. 

Desta vez, Zidrou mergulha as suas heroínas, sedentas por vingança e justiça social, no coração de um evento histórico que ressoa com particular força nos dias de hoje: "O Grande Fedor", uma catástrofe climática que desencadeou uma verdadeira revolução na saúde pública de Inglaterra. Um ambiente crepuscular onde a arte evocativa de Homs mais uma vez opera maravilhas.

Sou suspeito para falar desta belíssima colecção porque gosto de tudo aqui: dos autores, da história, da edição. E recordo que o desenhador Josep Homs é um dos convidados do próximo Amadora BD com direito a exposição

Londres, 1858. Enquanto Jay aguarda o seu julgamento na prisão, após os trágicos eventos de Trafalgar Square, e tanto Kita como Sensei, com os seus demónios, lutam para recuperar dos seus ferimentos, uma nova calamidade assola a Inglaterra e a capital do Império Vitoriano. Uma onda de calor intensa seca o Tamisa, poluindo Londres e ameaçando reacender uma epidemia de cólera. Mas isso não impede as fundadoras das "Mães Furiosas" de planearem novos ataques, de lutarem pelo fim do trabalho infantil e de procurarem a filha de Jay. Só falta a encarnação do quarto demónio para finalmente se vingarem do Império, porque, como diz a cantiga infantil: "4 é o seu número, o seu número maligno"... 

Ficha técnica:
Shi - Livro 3 (inclui os tomos 5 e 6)
Argumento de Zidrou e desenho de Josep Homs
Capa dura, dimensões 235 x 320, cores, 128 páginas.
ISBN: 9789899363007
PVP: € 32,00   |   Editor ALA DOS LIVROS 
 

domingo, 13 de setembro de 2026

Deus e a Bala

  Wild West, volume 5

 

Para todos aqueles que gostam de westerns, actualmente há duas séries de banda desenhada incontornáveis: Undertaker e Wild West.


Para todos aqueles que gostam de uma BD com uma boa história e bem desenhada, actualmente há duas séries a ter em consideração: Wild West e Undertaker.


A maior diferença entre as duas, para além da arte, é o facto de Wild West ter uma abordagem mais clássica ao género, mas nem por isso ultrapassada.


Curiosamente, as duas séries são publicadas em Portugal pela Ala dos Livros e estão a par com as edições francesas.

 

Mas o que nos interessa agora é Redenção, o quinto volume de Wild West que abre um novo díptico e nos traz mais um personagem lendário do Velho Oeste, como veremos mais adiante. Aliás, esta é uma das “imagens de marca” da série: a história da conquista do Oeste Selvagem através da história das suas figuras lendárias, desconstruindo esse estatuto de lendas, tal como nos habituaram Thierry Gloris (argumento) e Jacques Lamontagne (desenho).

 

Antes de mais…


Vamos à história!

 

A locomotiva avança a todo o vapor pela região montanhosa da Califórnia. Subitamente, a linha está bloqueada por troncos de árvores. Para que não haja dúvidas, o bando de foras-da-lei dispara várias vezes para o ar anunciando o assalto. Entre os assaltantes, uma mulher parece liderar o ataque. Dentro da carruagem de passageiros, ela abate o único que lhe resiste. Na carruagem forte, assassinam todos os ocupantes e levam o conteúdo do cofre. Depois de dividirem o resultado do saque, combinam encontrar-se dali a seis meses para um novo assalto.



Meio ano depois. Dolores City, entre a Califórnia e o Nevada. A pequena cidade poeirenta vive ao ritmo da mina de bórax, dos seus mineiros, dos homens de família e de negócios e do imponente pastor de almas. Disso e dos cada vez mais frequentes episódios escandalosos da menina Calamidade, ou melhor dizendo, de Calamity Jane. Fúrias imprevisíveis, humor irrascível e embriaguez crónica afogam os seus velhos tormentos, enquanto os bons homens da cidade pedem ao xerife que faça algo. Naquela manhã é vê-la a dormir na pocilga a céu aberto, por entre porcos e perante as senhoras de sociedade que a observam chocadas. Juntamente com o seu ajudante, o xerife Bill Hickok vai buscar a sua amiga Jane à pocilga, sabendo de antemão que é mais fácil fazer reinar a ordem na cidade do que manter Calamidade nos eixos. Nem Charlie Utter, o seu amigo comum, consegue fazê-lo.

 


Entretanto, nos arrabaldes de Dolores, a intrigante família Ballou acaba de comprar o velho e isolado rancho W. Com eles trazem dez cabeças de gado, rostos carrancudos e explicações pouco convincentes. A intuição de Hickok coloca-o em alerta. Aproxima-se uma tempestade. E das grandes…



Com Redenção inicia-se o terceiro díptico de Wild West, a série criada por Gloris e Lamontagne. E, mais uma vez, Gloris consegue dar-nos um retrato apurado do Velho Oeste e daquele momento na história dos EUA em que a “civilização” começa a chegar aos lugares mais recônditos da jovem nação. E fá-lo através das vidas de Wild Bill Hickok, Calamity Jane e Charlie Utter, figuras lendárias do Faroeste que são aqui tratadas de forma bem mais interessante e prosaica.


Uma das grandes diferenças deste volume em relação aos anteriores é o facto de irmos encontrar estes três protagonistas cristalizados nas suas rotinas em Dolores City. Hickok usa na lapela a estrela de xerife e leva a vida de casado como um homem respeitável, mas entediado. Charlie Utter entrega o correio e Calamity Jane bebe até ao esquecimento e incompatibiliza-se com toda a cidade. Aliás, ao contrário do que se passou anteriormente, Jane tem um papel muito reduzido neste volume.


No primeiro terço da obra, Gloris parece levar-nos por um percurso narrativo inconsequente. Uma ida ao dentista, uma partida de cartas, o final de um dia de aulas na escola, um jantar formal em casa dos Coleman, são alguns dos momentos que parecem querer mostrar-nos que tudo vai bem em Dolores City. Mas Gloris consegue instalar no leitor uma espécie de dúvida sistemática que leva à percepção quase inconsciente de uma tensão crescente.



Ao mesmo tempo, este ambiente aparentemente morno permite ao autor construir um Bill Hickok mais denso, desenvolvendo os estados de alma do personagem enredado nos seus deveres conjugais. Já quanto a Calamity Jane, quase não a reconhecemos. Irrascível, descontrolada, personagem desagradável, parece ter apenas as boas graças de Charlie Utter. Mas percebemos como chegou a este estado pois, embora vão longe os tempos em que trabalhou numa casa de prostitutas, casou com um índio e viveu na sua tribo e perseguiu Hickok por ter morto o seu marido, tudo isto se acumulou nela e a transformou.


Mas assim que a narrativa estabelece as suas bases, estes aparentes tempos mortos desaparecem e dão lugar a uma trama corrida e violenta, na qual todos têm um passado perturbado. Um passado oculto num Oeste americano que permite a todos reinventarem-se e criarem novas vidas… até que os fantasmas pretéritos ressurjam do nada. E temos assim a importância do título deste volume – Redenção.


Gloris é um escritor experiente e sabe não só criar situações de suspense como implantar na trama uma tensão crescente que, neste caso, provavelmente acabará com o troar do Smith & Wesson de Bill Hickok. Neste burgo onde a vida só é perturbada pelos excessos de Jane e no qual os fora-da-lei se mantêm distantes do nosso xerife, o poder acaba por ser partilhado pelo homem da lei e pelo homem da fé, o pastor Jérémiah Henderson.


 

A escolha narrativa de centrar a trama em Wild Bill Hickok não é inocente e encerra o propósito maior (quanto a mim) deste volume. A figura da lei em luta, não apenas contra o crime, mas contra os dogmas de uma comunidade dominada pela fé. Num Faroeste carregado de contradições, a justiça dos homens confronta-se com a de Deus. E a palavra Dele é invariavelmente substituída pelo verbo da bala. Os tiros e os sermões inflamados parecem estar ao mesmo nível, exercendo de forma igualmente eficaz o julgamento dos outros. E é isto que Gloris nos quer mostrar, uma América de pioneiros, de aventureiros, de desbravadores, a maior parte deles consumidos por certezas morais, onde a fé tantas vezes se torna mais opressiva que a lei.


A narrativa estabelece-se assim com tensão e densidade. Mas há que arranjar um catalisador que a acelere e encontramo-lo na chegada da família Ballou a Dolores City, encabeçada pela bela Catherine. E para os menos atentos, este é o momento de Gloris acrescentar à galeria de figuras lendárias de Wild West a de Belle Starr, a conhecida fora-da-lei amplamente divulgada pelas Dime Novels da época e imortalizada por Morris numa das aventuras de Lucky Luke. De igual modo, ficamos a conhecer o dentista tuberculoso de Hickok, o também lendário Doc Holliday, sobretudo famoso pela sua participação ao lado de Wyatt Earp no tiroteio de OK Corral.


Por fim, a “embrulhar tudo”, temos ainda a enorme tensão entre os cidadãos de Dolores City e a comunidade chinesa de mineiros, acusados de roubar o emprego aos americanos. O quinto volume de Wild West é um autêntico barril de pólvora.



Quanto à arte, Jacques Lamontagne parece estar no seu pico artístico. O seu estilo único, realista, com um traço meticuloso, é o garante da completa imersão do leitor num Oeste rude e porco, no qual, de igual modo, mulheres e homens cheiram mal; a poeira raramente assenta nas ruas, excepto quando estas estão submersas em lama; e o duro dos duros pode morrer com uma infecção num dente. O Faroeste de Lamontagne é sujo e tangível, inclemente e credível.

E para isso contribui, e muito, a sua atenção aos pormenores e as muitas pesquisas que faz antes de pôr os pincéis e lápis a trabalhar. Quando Lamontagne desenha o interior de um saloon, uma rua do bairro chinês ou um simples Colt, o leitor acredita no que está a ver e prossegue como se lá estivesse. Esta atenção dada ao detalhe inibe-o, a maior parte das vezes, de preencher os fundos das vinhetas com uma simples cor plana. Os detalhes em Lamontagne são como uma epidemia que se propaga dos primeiros para os segundos e terceiros planos. Reparem na imagem que se segue e como os pormenores se estendem até para lá da porta do saloon.



Para além disso, o artista tem um sentido muito apurado no que diz respeito aos enquadramentos e à encenação. A narrativa visual, por isso, nunca é monótona e serve na perfeição à constante tensão dramática da trama. Por si só, cada vinheta é composta como se de um quadro se tratasse, sempre com uma profundidade extraordinária. E se lhes juntarmos um sentido cinematográfico de montagem, facilmente conseguimos imaginar o “filme das coisas” a desenrolar-se diante o nosso olhar com um grande dinamismo.

Como artista completo que é, Lamontagne aplica a cor aos seus desenhos. E fá-lo com grande mestria. O bailado entre luz e sombra é perfeito, criando contrastes que dão grande realismo ao desenho. A colorização é ligeiramente dessaturada e subtil, acentuando o equilíbrio frágil entre a beleza e o desespero, o quotidiano fastidioso e o momento opressivo ou de tensão.



Redenção, o quinto volume de Wild West, é uma nova pérola nesta série, confirmando a riqueza narratia de Thierry Gloris e o génio artístico de Jacques Lamontagne.


Uma história que se desenrola num ambiente pesado, evitando os clichés a que Hollywood nos habituou nos seus westerns ou as imagens românticas propagadas pelas dime novels dos finais do século XIX e princípios do século XX e que são responsáveis pelas ideias lendárias e erradas que temos de grande parte dos protagonistas da história do Velho Oeste.


De novo, a pretexto de nos contarem a história de Bill Hickok, Calamity Jane e Charlie Utter, Gloris e Lamontagne pintam um fresco monumental sobre a história do Oeste Longínquo e dos homens e mulheres que o foram desbravando a grande custo, tantas vezes pagando com a própria vida. E se a leitura de cada volume nos embrenha profundamente na vida dos protagonistas e dos seus secundários, a leitura completa e sucessiva de toda a série, feita num mesmo momento, dar-nos-á a grandiosidade desse fresco.

 

EXTRAS


Os retratos reais dos protagonistas de Wild West (II):

 

Belle Starr

 


 

Doc Holliday e “Belle Starr jumping bail” (ilustração do National Police Gazette de 22 de maio de 1886)

 



Por Francisco Lyon


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A biografia gráfica de Pier Paolo Pasolini

Hoje nas bancas o novo e nono volume da colecção Novela Gráfica IX da Levoir, traz-nos a biografia gráfica do poeta, cineasta, ensaísta Pier Paolo Pasolin, na obra O ANJO PASOLINI, assinado pela mesma dupla de autor, Arnaud Delalande e Eric Liberge, que também assumiram a biografia do matemático Alan Turing, em O Caso Alan Turing

Misturando factos reais com elementos simbólicos e oníricos, esta obra procura reflectir sobre os diferentes aspectos da personalidade de Pasolini e sobre o papel do artista transgressor numa sociedade italiana profundamente marcada pelo peso do catolicismo. 

Pasolini foi poeta, cineasta, ensaísta, marxista, homossexual assumido num país católico e moralista. Figura incómoda e lúcida que expôs as contradições da modernidade. Criticou de forma implacável o consumismo, a burguesia italiana, a modernização homogeneizadora e a falsa esquerda, usando a sua poesia, romances e ensaios para denunciar a destruição cultural e antropológica da sociedade italiana pelo capitalismo. Nos últimos anos de vida, Pasolini era considerado um sujeito perigoso. As suas ideias iam longe demais. Ele falava demais. Escrevia artigos que denunciavam a corrupção do Estado, o pacto silencioso entre os Poderes, os media, a indústria e o crime organizado. Em Novembro de 1975 foi atraído para uma emboscada numa praia de Ostia, onde foi agredido e assassinado por desconhecidos. Agonizando naquela terra de ninguém, o mais piedoso de todos os blasfemos vê o seu anjo a aparecer. 

Ficha técnica:
O Anjo Pasolini
De Arnaud Delalande e Eric Liberge 
Colecção Novela Gráfica IX – vol. 09
Capa dura, formato 195x270, cores, 112 páginas.
PVP: € 16,90
Edição LEVOIR 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Beatlemania em BD!

Chegou esta semana às livrarias o quarteto de quem John Lennon afirmou um dia serem “mais populares que Jesus Cristo”. Apesar da sua curta existência, apenas dez anos enquanto banda e uma dúzia de álbuns gravados, a verdade é que THE BEATLES se tornaram no grupo de música pop mais popular e influente de sempre. A editora ASA oferece-nos agora uma perspetiva diferente com THE BEATLES EM BD, a aposta num revivalismo que nunca passou de moda. 
 
Pode-se dizer que temos aqui um livro híbrido, que junta texto, fotografia e banda desenhada. Uma espécie de BD documental. São mais de 200 páginas que percorrem a história completa da banda, desde que quatro jovens se juntaram em Liverpool até a sua separação em 1969. 
 
Organizada por capítulos, a obra passa revista a vários momentos específicos e reveladores, recordando desde o homem que recusou os Beatles até ao boato sobre a morte do Paul, passando pela digressão americana até à viagem à Índia. Tudo suportado em pequenos textos e fotos, que depois são ilustrados em banda desenhada por diferentes autores.
 
Dos Quarrymen à separação, passando pela loucura da Beatlemania, a história dos Fab Four ganha aqui uma nova perspetiva. Para leitura de quem é curioso por este fenómeno, e que queira conhecer a uma parte importante da cultura pop do século XX contada de forma diferente e envolvente, e obrigatório para quem Hey Jude é ainda um hino!
 
Ficha técnica:
The Beatles em BD
Diversos autores
Capa dura, 253x208, cores, 232 páginas.
ISBN: 9789892369068
PVP: € 28,90   |    Editor Edições ASA

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O segundo volume integral de Tintin

Nos escaparates das livrarias temos já disponível a segunda leva de aventuras de TINTIN agora reunidas em versão integral numa nova edição da ASA. Diria que se trata da edição definitiva. Uma colecção de seis volumes, de capa dura, com todas as histórias imaginadas por Hergé, respeitando a sua ordem cronológica. 

Ainda que não seja propriamente uma novidade, Tintin é daquelas personagens que ainda desperta uma certa nostalgia, e isso pude observar recentemente aquando do lançamento da primeira aventura de Tintin traduzida para mirandês - Ls Xaruros de L Farao - perante uma sala cheia no Panteão nacional em Março último. 

Este segundo integral reúne os seguintes títulos: Os Charutos do Faraó (1934), O Lótus Azul (1936), A Orelha Quebrada (1937), A Ilha Negra (1938). 

Para nostálgicos. 

Ficha técnica: 
As Aventuras de Tintin - Integral 2
De Hergé
Capa dura, 267 x 219, cores, 304 páginas.
ISBN: 9789892368542
PVP: € 32,90
Editor: Edições ASA

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Um segundo integral para fechar Blast!

O poeta quase que poderia ter escrito quando editor sonha, a obra nasce! Quando entrou o novo ano, a editora ALA DOS LIVROS fez o se julgava impossível: trouxe BLAST para o mercado nacional! Um livro com mais de 800 páginas de uma história dura, sombria e estranhamente humana, de um autor, Manu Larcenet, a quem já tínhamos ficado rendidos em obras como A Estrada e, sobretudo eu, com O Relatório de Brodeck

Mas Blast é um outro campeonato, a começar logo pelo número de páginas. A opção foi elegante: os quatro álbuns originais foram divididos em duas partes. Se o primeiro volume do integral teve a sua publicação em Janeiro, agora em Setembro chega-nos a segunda e conclusiva parte da viagem de um homem cativante. São mais 400 páginas que fecham uma das edições do ano, aposta orgulhosa da editora, e que os leitores de grandes obras naturalmente agradecem! 

BLAST
Polza Mancini, ainda sob custódia policial após a morte de uma jovem, relata as suas memórias na busca desesperada pelo Blast, "a explosão" - aqueles momentos mágicos que o transportam para outro lugar -, bem como as suas estadias em hospitais psiquiátricos, os seus terrores e pesadelos... 
 
Ficha técnica: 
BLAST - Integral 2/2 
Argumento e desenho de Manu Larcenet
Cartonado, dimensões 225 x 280, cores, 408 páginas.
ISBN: 9789899108967
PVP: € 49,90
Editor ALA DOS LIVROS 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Há um Mar de Rosas esta semana nas livrarias!

Numa semana particularmente rica em novidades, começo por uma estreia que merece atenção, pois temos aqui a primeira obra de um novo autor português. Chega-nos com o selo da PENGUIN, editora que tem servido de rampa de lançamento para novos nomes da banda desenhada nacional, habitualmente através da sua chancela Iguana. Ao seu catálogo junta-se agora Tomás Sousa

MAR DE ROSAS é seu primeiro livro, onde assume responsabilidade integral pelo argumento e pelo desenho. A proposta de leitura inspira-se nas antigas fotonovelas - o título é perfeito - agora em versão gráfica, com todos os seus ingredientes dramáticos, de amores e desamores, ciúmes e traições. Sem conhecer ainda o livro, que tem o seu lançamento oficial amanhã, devo acrescentar que, à primeira vista, o traço ágil de linhas elegantes que é apresentado nestas páginas cativa-me. 

MAR DE ROSAS
Numa família abastada prestes a enfrentar o caos, Rosalinda fará tudo para casar com Sebastião e garantir a herança — até afastar Celeste, a jovem apaixonada por ele. Quando o patriarca morre e o casamento ameaça ruir, intrigas, chantagem e ambições desmedidas rebentam à superfície. Entre uma irmã determinada a proteger o legado, outra dividida entre o mundo e o convento, e um advogado cúmplice que acaba por recuar, a teia de Rosalinda implode. Presa e traída, jura regressar… mas até os cúmplices têm limites.
 
Ficha técnica:
Mar de Rosas
De Tomás Sousa
Capa mole, dimensões 171x239, cores, 192 páginas. 
ISBN 9789895893362
PVP: € 20,45
Chancela PENGUIN