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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Finalmente um novo Thorgal!

É provavelmente dos melhores títulos do catálogo da editora A SEITA e só peca mesmo pela morosidade da sua publicação por cá. Porque passados dois anos depois da edição do primeiro álbum, está finalmente disponível nas livrarias o segundo volume da colecção THORGAL SAGA. Ainda não tive oportunidade de ver este novo WENDIGO, mas à confiança acredito que vale bem o seu  preço de capa. 

A premissa desta colecção é quase um "Thorgal visto por outros autores...". Um pequeno desvio à série principal, onde diferentes artistas são convidados a explorar o fantástico universo criado por Jean van Hamme e Grzegorz Rosinski. 

Este novo álbum traz a assinatura do fantástico Corentin Rouge no desenho - e atente-se bem à magnifica capa -  artista que nos tem deixado muito bem impressionados, primeiro com RIO e mais recentemente com ISLANDER, do qual haverá o segundo volume ainda este ano

Nesta história, o argumentista Fred Duval mergulha nas lendas ancestrais do Norte, para construir uma narrativa tensa e profundamente humana baseada em Wendigo, uma criatura do folclore ameríndio associada à fome, à solidão extrema e à perda da humanidade. A história destaca-se pela forma como combina aventura e horror, colocando as personagens perante dilemas éticos intensos. O traço expressivo de Corentin Rouge, aliado ao argumento sólido de Fred Duval, reforça o sentimento de claustrofobia e tensão constante. Mais do que um simples episódio de aventura, Wendigo é uma reflexão sobre o instinto de sobrevivência e o preço a pagar quando a civilização cede lugar à barbárie

WENDIGO
Durante a viagem de regresso do país Qâ, Thorgal e a sua família veem se apanhados em pleno conflito entre dois povos autóctones. Nestas terras ainda selvagens, nada parece capaz de travar o caos da guerra, desde que o Wendigo, uma criatura mitológica, foi invocado. Para salvar Aaricia, grávida e ferida, Thorgal não tem outra escolha senão tomar partido e voltar a comprometer se na loucura dos homens.
 

 
 
Ficha técnica:
Thorgal Saga - vol. 2: Wendigo
De Fred Duval e Corentin Rouge
Capa dura, formato 235 x 325, cores, 136 páginas.
ISBN: 978-989-9202-98-6
PVP: € 28,00
Editor A SEITA
 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Zidrou e Lafebre reencontram-se numa esquadra de Paris!

O belga Zidrou é dos poucos argumentistas estrangeiros que conseguiu cativar de forma quase unânime o mercado português. A sua obra por cá publicada, espalhada por diferentes editoras e em diferentes registos, desde o crime ao romance, da aventura ao drama, há muito que caiu no gosto dos leitores portugueses de banda desenhada. O espanhol Jordi Lafebre é outro caso. O seu Apesar de Tudo elevou a fasquia, e a partir daí ficou logo debaixo do radar. A colaboração dos dois autores numa mesma obra já não é nada de inédito (leia-se Verões Felizes ou Lydie) mas como se calcula é sempre muito bem-vinda. E volta a acontecer aqui. 

A dupla reencontra-se agora numa esquadra de Paris na década de 1930! 

BRIGADA DE COSTUMES é uma história em duas partes, aqui publicada em edição integral, que retrata o quotidiano de uma esquadra. O jovem inspetor Aimé Louzeau inicia-se na infiltração e vigilância para desvendar segredos cruciais para os mais altos escalões governamentais. Mas a polícia também tem os seus segredos, e Aimé, filho de um padre excomungado, não é excepção... 

A edição resulta, uma vez mais, da parceria entre a Arte de Autor e A Seita, e está disponível a partir de hoje, devendo chegar às livrarias a partir dos próximos dias.

Ficha técnica:
Brigada de Costumes
De Zidrou e Jordi Lafebre
Edição cartonada, 210x285, cores, 136 páginas.
ISBN: 978-989-9094-89-5
PVP: € 27,00
Co-edição Arte de Autor e A Seita

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Novo Lucky Luke de Bonhomme

Por experiências de leitura anteriores já sabemos que tudo o que é assinado por Matthieu Bonhomme é sempre muito bom. E assim perante uma nova incursão no universo de Lucky Luke, só podemos esperar mais uma excelente história neste novo álbum A LONGA MARCHA DE LUCKY LUKE. É a bela novidade da editora A SEITA, que nos traz o terceiro “Lucky” de Bonhomme e o oitavo da colecção “Lucky Luke visto por...”. 

Mais uma vez a edição portuguesa inclui um caderno de extras adicional, e apresenta-se no mercado nacional servida com duas capas diferentes, uma dita normal (capa da esquerda) e outra exclusiva da plataforma Wook (capa direita).

Esta aventura de Lucky Luke passa-se nas florestas geladas e percorridas por lobos do território Lakota, no norte da América, na companhia de um jovem rapaz, Nuvem-Vermelha… um western simultaneamente clássico e actual, que demonstra mais uma vez o virtuosismo gráfico de Matthieu Bonhomme!

Já disponível nas livrarias!

Ficha técnica:
A Longa Marcha de Lucky Luke 
De Matthieu Bonhomme
Capa dura, 246 x 324, cores, 88 páginas.
ISBN: 9789899202887 
ISBN: 9789899202894 (Capa Exclusiva Wook)
PVP: € 19,00
Editor A SEITA 

sábado, 11 de abril de 2026

Finalmente, Nevada!

Finalmente, e após um longo parto, foi lançado o terceiro volume da série NEVADA, com a chancela da editora A SEITA. Quase quatro anos(!) depois da edição dos dois primeiros!! Confesso que me incomoda estes longos interregnos numa colecção, ainda mais quando são histórias que até se leem bem, como é o caso deste Nevada, a julgar pelos tomos anteriores. Mas siga, porque o novo álbum, BLUE CANYON, já está disponível nas livrarias. 

Aproveito já para dizer que é intenção d'A Seita editar os dois álbuns que faltam da série num único volume, o que me parece uma óptima decisão em fechar logo isto, porque não deve dar prazer a ninguém esperar mais quatro anos para completar a leitura da história. 

BLUE CANYON
Nevada Marquez oscila entre dois mundos: o das recordações das conquistas do Oeste e um outro, mais impiedoso, de Hollywood e da indústria cinematográfica acabada de nascer. Encarregue das missões difíceis e dos negócios sujos dos Estúdios, Nevada deve acompanhar Mac Nabb, a “estrela solitária” numa viagem a cavalo para se juntarem às filmagens do seu novo Western no Monument Valley. O problema é que a estrela não honrou uma grande dívida de jogo e a Máfia de Chicago está na sua trilha, disposta a tudo para fazer de Mac Nabb um exemplo. 
 
Ficha técnica:
Nevada vol. 3 – Blue Canyon
Argumento de Fred Duval e Jean-Pierre Pécau e desenho de Colin Wilson
Capa dura, 24x33, cores, 56 páginas.
ISBN: 978-989-9202-69-6
PVP: € 18,99
Editor A SEITA
 

domingo, 14 de dezembro de 2025

Regresso do Capitão Nemo!

Três anos depois chega-nos finalmente a continuação de NAUTILUS, uma saga de espionagem, cheia de ritmo, pensada para três volumes, onde se cruzam os universos literários criados pelos escritores Júlio Verne e Rudyard Kipling. O principal protagonista é Kimball O’Hara (eco do herói de Kipling), um órfão irlandês criado na Índia, agora agente ao serviço do Império Britânico, que é apanhado numa intriga de alta espionagem que o leva a cruzar caminho com o mítico capitão Nemo e o submarino Nautilus, numa história assinada por Mathieu Mariolle e desenhada por Guénaël Grabowski.
 
Acontece que o primeiro volume não saiu tão bem em termos de vendas, pelo que a opção (feliz) agora das co-editoras A SEITA e ARTE DE AUTOR foi de lançar uma edição integral que reunisse os restantes capítulos da trilogia. Não estranhem, portanto, o preço, porque temos aqui neste livro reunidos os volumes 2 e 3 da série francesa. A série fica assim fechada num “três em dois”.
 
A HERANÇA DO CAPITÃO NEMO
A sua sombra aterrorizou os oceanos, e fez tremer nações inteiras durante anos. Génio científico, cego pela vontade de vingança e justiça, nunca quis ser conhecido de ninguém. Mas a posteridade gravou o seu nome: Nemo. Kimball, agente da coroa britânica, conseguiu libertar um Capitão Nemo já envelhecido, da longínqua fortaleza russa onde estava aprisionado. Agora, chegados ao esconderijo do Nautilus, terão de empreender uma perigosa viagem em busca dos documentos que podem inocentar Kim e impedir uma guerra generalizada... e terão de sobreviver a uma inimizade nascente entre ambos! 
 
Ficha técnica:
Nautilus - A herança do Capitão Nemo [reúne vols. 2 e 3]
De Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Capa dura, dimensões 245 x 310, cores, 120 páginas.
ISBN: 9789899202627
PVP: € 26,00
Editor: A SEITA / ARTE DE AUTOR
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

El Diablo é a nova aventura do nosso conhecido Marsupilami!

Continuando a desfilar por aqui as últimas novidades do ano, trago hoje o mais recente lançamento da editora A SEITA, que regressa ao universo do nosso Marsupilami. Depois da Fera de Zidrou e Frank Pé, temos agora a interpretação de Lewis Trondheim (argumento) e Alexis Nesme (desenho e cores) neste novo álbum EL DIABLO, que relata a mais antiga aventura conhecida do famoso animal imaginado por André Franquin. 

EL DIABLO
Recuamos até ao século XVI e seguimos as aventuras de um grupo de conquistadores espanhóis comandados pelo cruel Capitão Santoro em busca do famoso El Dorado. Quando os mantimentos se esgotam, um jovem grumete é escolhido para servir de prato principal. O pobre José consegue escapar à morte culinária fugindo para terra, e nesta fuga desenfreada pela liberdade, numa terra desconhecida, cruza-se com um misterioso animal, de cor amarela com manchas negras e uma longa cauda. Acolhido pelos índios Chahuta, o grumete descobre que se tornou uma espécie de parente espiritual do Marsupilami, o “espírito da floresta”, ao qual está de agora em diante ligado por um elo mágico. É o início de uma relação especial que rapidamente se complicará por causa da desbragada sede de ouro do Capitão Santoro. 

Álbum já disponível nas livrarias. 

Ficha técnica:
El Diablo
De Lewis Trondheim e Alexis Nesme
Capa dura, formato 252x329, cores, 64 páginas.
ISBN: 9789899202597
PVP: € 18,95
Editor A SEITA 
 
 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O Peter Pan de Munuera

Entramos na recta final de um ano que,  em termos de lançamentos, revela números quase tão bons como os do ano anterior. Agora para o mês de Dezembro não se espera mais que uma mão-cheia de novidades, até porque a grande maioria das nossas editoras já fecharam o seu ano editorial. Das que ainda resistem temos a ARTE DE AUTOR e A SEITA. E é justamente destas duas, que temos esta semana nas livrarias a novidade PETER PAN DE KENSINGTON, que esteve disponível no último Amadora BD.

Peter Pan é uma das mais populares e conhecidas personagens da literatura infantil, imortalizada em inúmeras obras, incluindo o cinema. Surgiu 1904 numa peça de teatro, e depois em 1911 no romance Peter and Wendy, mas poucos sabem que James Matthew Barrie lhe deu vida pela primeira vez em 1902 no conto O Pequeno Pássaro Branco. É esse texto, meio esquecido, que José-Luis Munuera agora adapta, propondo uma visão da personagem ao mesmo tempo pessoal e fiel à obra do escritor.

PETER PAN DE KENSINGTON
Nova Iorque, distrito de Wall Street. Durante o dia, os jardins de Kensington, em Londres, são invadidos por humanos. Ao cair da noite, tornam-se o território do maravilhoso... a realidade desaparece para dar lugar à imaginação. A pequena Maimie Mannering, de seis anos, perdeu-se neste imenso parque após o fecho das portas. Vai cruzar o caminho de fadas, que ameaçam «comer os seus dedinhos», e depois conhecer um tal Peter Pan. Peter é um rapaz engraçado, capaz de voar, que fala a Maimie de um «país imaginário, uma ilha onde as crianças não crescem». Maimie gostaria de voltar para casa. Mas Peter gostaria que ela ficasse com ele para se divertir. Juntos, eles vão encontrar a Rainha das fadas e tentar resolver um enigma improvável que permitirá a Maimie encontrar a saída do parque, antes que o dia amanheça e ela fique presa no parque... para sempre!
 
Ficha técnica:
Peter Pan de Kensington
Argumento e desenho de José Luis Munuera
Capa dura, formato 210x285, cores, 96 páginas.
ISBN: 978-989-9094-66-6
PVP: € 22,50
Co-edição ARTE DE AUTOR e A SEITA 
 

domingo, 23 de novembro de 2025

A Seita lança o seu sétimo álbum de homenagem a Lucky Luke!

A editora A SEITA continua a sua colecção de homenagens Lucky Luke visto por... com este novo DAKOTA 1880, de Brüno e Appollo que recolhe sete histórias curtas de um jovem Lucky Luke, seguindo o modelo de Sept Histoires de Lucky Luke, álbum de Morris e Goscinny, de 1974, passadas imediatamente antes de Morris começar a contar as suas aventuras no álbum Arizona 1880, de 1946. 

A edição portuguesa d’A Seita, lançada em simultâneo com a edição francesa, conta com duas capas diferentes, uma delas exclusiva da plataforma Wook (imagem da direita). 

Antes de encontrar Jolly Jumper e defrontar os irmãos Dalton, Lucky Luke foi guarda de diligência e atravessou o Oeste, sobrevivendo a um enforcamento (o que lhe valeu a alcunha de “Lucky”). Uma longa viagem, em que, além de índios, enfrentou a fúria da Natureza selvagem e encontrou personagens históricas como Louis Riel, Annie Oakley, os poetas Paul V. Sullivan e John Arthur Cullingam, o fotógrafo Curly Wilcox e o escritor Baldwin Chenier, cujos relatos inspiraram as sete histórias curtas deste livro, onde a História e a lenda se confundem, criadas pelo argumentista Appollo e pelo artista Brüno, duas importantes vozes da nova banda desenhada franco-belga, e que nos mostram um Lucky Luke na sua juventude, antes de ser o Luke que conhecemos, numa homenagem que nos apresenta um herói mais realista.

LUCKY LUKE: DAKOTA 1880 
Dakota, 1880. Acompanhado por Hank Bully e pelo jovem Baldwin, Lucky Luke acompanha uma diligência até à Califórnia. Uma viagem do norte ao oeste dos Estados Unidos, contada em sete histórias e outros tantos encontros. Escravos libertos, mulheres românticas ou impetuosas, um fotógrafo visionário, pistoleiros experientes, poetas e nativos americanos cruzam-se com Lucky Luke e os seus companheiros. 
 
Ficha técnica:
Lucky Luke – Dakota 1880
Arte de Brüno e argumento de Appollo
Capa dura, formato 24,5 x 33 cm, cores, 64 páginas.
ISBN: 978-989-9202-55-9
ISBN: 978-989-9202-56-6 (capa exclusiva WOOK)
PVP: € 18,99
Edição A SEITA 
 

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Está aí o segundo volume de A Fera!

Já pode ser encontrado nas livrarias a segunda parte do muito esperado A FERA, com a assinatura de Zidrou e Frank Pé, numa edição de A SEITA
 
O primeiro volume é magnifico e daí a expectativa para esta continuação e conclusão de uma história sobre uma amizade extraordinária que une uma criança e um estranho animal de uma espécie que existia muito antes de ser chamada Marsupilami…
 
Este segundo volume de A FERA leva-nos de volta a Bruxelas dos anos 50 e às maravilhosas personagens que os autores cruzaram, numa luta desenfreada para salvar o Marsupilami dos cientistas obcecados com ele, e retorná-lo à sua selva natal! Eis a história verídica de um animal caçado em Bruxelas na década de 1950. Verdadeiro desafio e mistério para os zoólogos, dotado de uma cauda desproporcional, o animal possui também uma força impressionante, grande inteligência, um dom de empatia e… um apetite feroz! 
 
Esta edição d’A Seita é a mais completa edição do volume 2 já publicados, e inclui uma história adicional final e um dossier sobre Bruxelas nos anos 50. 
 
Ficha técnica:
A Fera 2
Autores: Zidrou e Frank Pé
Capa dura, formato 274 x 290 mm, cores, 224 páginas.
ISBN: 978-989-9202-40-5
PVP: € 34,00
Editor A SEITA

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Lançamento A SEITA / ARTE DE AUTOR: Dom Quixote de la Mancha

Os irmãos Brizzi estão de volta! E continuam a navegar as adaptações dos clássicos da literatura. Depois de O Inferno de Dante temos agora no nosso mercado DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, num lançamento conjunto das editoras Arte de Autor e A Seita.
 
O Cavaleiro da Triste Figura, Don Alonso Quijano, a quem chamavam Dom Quixote de la Mancha, a imortal personagem criada pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes, é uma das figuras simultaneamente mais caricatas e mais humanas da literatura, e ganha neste livro uma nova vida com o traço maravilhoso dos irmãos Brizzi. 
 
Paul e Gaetan Brizzi recriam, com a sua arte magistral, numa combinação de páginas a preto e branco, e outras a cores, aquela que é a obra fundadora do romance moderno, retratando a loucura, a imaginação, a crítica ácida aos costumes e moral da época, de Dom Quixote, que anuncia o fim definitivo do mundo antigo e a entrada no mundo moderno. 
 
Ficha técnica:
Dom Quixote de la Mancha
De Paul Brizzi e Gaetan Brizzi
Capa dura, dimensões: 280 x 245, p/b, 208 páginas.
ISBN: 9789899094635
PVP: € 35,00
Editor: A SEITA | ARTE DE AUTOR
 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Batman e Dylan Dog juntos numa cruzada contra o mal!

Teve o seu lançamento no recente festival Maia BD e começa agora a chegar às livrarias nacionais, podendo ser já encontrado na Feira do Livro de Lisboa. Trata-se de uma aventura que cruza pela primeira vez dois universos diferentes, que leva o Cavaleiro das Trevas à Londres de Dylan Dog, e o Detective do Pesadelo à Gotham City de Batman.

BATMAN/DYLAN DOG: A SOMBRA DO MORCEGO, com a chancela da editora A SEITA, reúne os talentos de Werther Dell’Edera (Something is Killing The Children) e Gigi Cavenago (Dylan Dog, Magic Order, Netflix’s Love Death and Robots) ao serviço do argumento de Roberto Recchioni. A presença de uma equipa criativa inteiramente italiana dá a esta história um sabor muito próprio, que poderá intrigar e surpreender os leitores de comics de super-heróis. Os desenhadores servem ao leitor páginas de uma elegância e competência imbatíveis, mas também de uma força emocional tremenda, incluindo algumas das mais perturbadores cenas dos comics, em que vemos toda a sociopatia de um dos vilões da história.

A edição portuguesa de Batman/Dylan Dog inclui um extenso caderno de extras, entre os quais desenhos inéditos, um guia das personagens dos universos DC e Dylan Dog, uma galeria das capas alternativas, e o prefácio de Luca del Salvio, da edição italiana. 
 
A SOMBRA DO MORCEGO
A perigosa aliança entre o Joker e o Doutor Xabaras leva Batman e Dylan Dog a colocar de lado as suas visões divergentes sobre a natureza do Mal, e unir forças para eliminar a terrível ameaça arquitectada pelo Príncipe Palhaço do Crime! Dylan Dog e Batman, Groucho e Alfred Pennyworth, o inspector Bloch e o comissário Gordon, com a participação de Madame Trelkovski e Catwoman, de John Constantine e do demónio Etrigan: homens e super-homens unidos para defrontar uma equipa de vilões letais, numa aventura vivida entre Londres, Gotham City e o próprio Inferno! 
 
 
 
 
 
 
Ficha técnica:
Batman/Dylan Dog: A Sombra do Morcego
De Werther Dell’Edera, Gigi Cavenago, Roberto Recchioni
Capa dura, cores, formato 20x26, 224 páginas.
ISBN:978-989-9202-33-7 
PVP: € 29,90
Colecção Aleph
Editor A SEITA
 

quinta-feira, 29 de maio de 2025

O Regresso da Velha Magia

 

Made in Abyss, volumes 1 a 3

 



Made in Abyss é um maravilhoso regresso ao passado…

 

Vai longe o tempo em que o engenho artístico japonês lançou o seu encanto sobre mim. Por essa altura, nem sequer imaginava que a origem daqueles desenhos animados era nipónica. Primeiro foi o Vickie, o Viking, depois a Heidi seguida do Marco e a culminar na Abelha Maia. E um pouco mais tarde, Conan, o Rapaz do Futuro fez-me tomar consciência que do outro lado do mundo vinham coisas mágicas que estavam a moldar a minha infância. Era o Animé, os desenhos animados japoneses.

 

Estes eram os anos da rapidez (ainda que não desse por ela) e pouco depois fui surpreendido por os Mangá, a Banda Desenhada japonesa. Fiquei fascinado pela complexidade da história e pelo desenho “estranho” de Akira, encantado pela saga pós-apocalíptica de Mother Shara, pela realidade cyberpunk de Ghost in the Shell e por várias outras histórias.

 

E depois, devo dizer, tudo se tornou demasiado banal. O estilo artístico, com umas quantas variações, parecia-me todo ele muito semelhante e as histórias (pelo menos as mais famosas) tinham uma penosa proximidade com a dimensão das telenovelas que, facilmente, chegavam aos 300 capítulos.

 

Generalizar é tão perigoso quanto redutor e, com certeza que há muitos animé e mangá que são dignos de nota, sobretudo ao nível da inventividade narrativa. Mas o facto é que me desencantei.

 

Claro está que, fora desta apreciação estão as produções do Estúdio Ghibli que me encantam como se eu ainda fosse uma criança.

 

E é então que surge Made in Abyss. Assim que vi as primeiras imagens do animé, o velho encanto voltou! E agora, finalmente, tenho eu e todos os leitores acesso ao mangá de Akihito Tsukushi em português, mérito da editora A Seita que já lançou os três primeiros volumes da saga.

 

Originalmente, a obra tem como público alvo a faixa etária masculina dos 20 aos 50 anos - os seinen (os japoneses são muito precisos nestas coisas) -, mas, na verdade, Made in Abyss pode e deve ser lido por leitores femininos e masculinos de todas as idades. É muito provável que filhos e netos se deixem encantar como aconteceu comigo há tantos anos e voltou a acontecer agora.

 



Vamos à história!

 

Foi há 1900 anos que surgiu, nas imediações da que é hoje a cidade de Orth, um poço gigantesco com mais de 1000 metros de diâmetro. Um poço que é conhecido como o Abismo.

 

Ninguém conhece a sua profundidade, embora a sua exploração decorra há séculos.

 

Indícios de uma antiga civilização, estranhas relíquias e tesouros, e seres tão valiosos quanto perigosos atraem centenas de exploradores de várias cidades que, com uma valentia desmedida, enfrentam as várias camadas do Abismo bem como o seu poder sobrenatural. O certo é que, aparentemente, nunca ninguém conseguiu chegar ao fundo do Abismo, e aqueles que desceram mais camadas foram também os que nunca regressaram à superfície.

 

Foi assim que a mãe de Riko desapareceu há dez anos e, desde então, a jovem vive no Orfanato da Guilda, local onde as crianças são aprendizes de exploradores.

 

Embora muito tempo tenha passado, Riko acredita que a sua mãe está viva. O seu objectivo é encontrá-la, mas, para que isso seja possível, ela tem de subir na hierarquia dos exploradores para ter direito a tentar chegar ao fundo do Abismo. Assim, é essencial que cumpra com sucesso as missões que lhe são destinadas.

 

Um dia, no decorrer de uma dessas missões, e enquanto está a ser atacada por um Mandíbula Encarnada, Riko dá de caras com um rapaz desmaiado, um estranho rapaz meio humano meio robot que terá uma importância crucial na vida de Riko…

 

 

É difícil não sermos seduzidos logo de imediato pelo primeiro volume de Made in Abyss. Há um certo charme e uma personalidade muito própria inegáveis, e um tom nostálgico que apela às grandes aventuras maiores que a vida.

 

Esta é daquelas aventuras de que não estamos à espera e que, no entanto, ansiamos que surja algures no tempo, num acto de fé pela antiga magia da infância e da juventude. Quando acreditamos que já não haja nada que nos empolgue, surge Made in Abyss.

 

Akihito Tsukushi, argumentista e desenhador, sabe criar um universo de raiz credível e cativante. E consegue apresentá-lo rapidamente e com detalhe nas primeiras páginas da obra. Mas com o universo apresentado, as suas lendas principais definidas e os seus protagonistas postos em campo, Tsukushi desacelera a narrativa e leva depois o seu tempo a mostrar-nos como se organiza a sociedade dos exploradores e as implicações da existência do Abismo na vida dos personagens, sobretudo na de Riko.

 

 

Esta narrativa a dois tempos (o rápido e de velocidade de cruzeiro) permite ao leitor ter sensações fortes ao mesmo tempo que vai conhecendo os personagens, as particularidades das suas vidas e os muitos mistérios que envolvem o Abismo. E é assim que a intriga é imergida neste universo particular e se prende aos personagens.

 

A história, bem urdida, mostra ter um percurso bem definido sem que, no entanto, permita que o elemento surpresa esteja ausente. Para isto contribui o facto de este mundo fantástico do Abismo ser um mundo absolutamente original. A qualquer momento, o leitor é confrontado com dados da sociedade dos exploradores, como é o caso da sua organização hierárquica através de apitos coloridos, sendo o vermelho o mais baixo e o branco o mais alto. Mas também é confrontado com um bestiário absolutamente inventivo, povoado de estranhos seres como os Bico-de-Martelo e os Mandíbula Encarnada ou maravilhado com as diferentes camadas do Abismo e as suas características funestas.

 

Todos estes elementos são depois utilizados na narrativa para dar vida à Riko, ao mistério que envolve o desaparecimento da sua mãe e à missão clandestina que a jovem quer levar a cabo para encontrar a sua progenitora… ou o que reste dela.

 

Para tornar as coisas ainda mais interessantes, Akihito Tsukushi coloca no final de cada capítulo uma página temática, um pouco ao estilo de grimório, onde nos apresenta o Abismo, as suas diferentes camadas, alguma fauna e flora, a classificação por apitos, etc. E estas páginas servem tanto para fazer o leitor respirar da leitura como para o embrenhar cada vez mais no universo de Made in Abyss.

 

No segundo volume, Riko e Reg, o rapaz meio robot que sofre de amnésia, continuam a sua exploração levando-nos cada vez mais para o fundo do Abismo. Desconhecedores do que vão encontrar, as suas descobertas são feitas ao mesmo tempo que o leitor, tornando assim a narrativa mais empolgante e envolvente. O mesmo se passa com os vários encontros inquietantes que servem para enriquecer um pouco mais a fauna e flora do estranho mundo do Abismo.

 


Apesar disso, o enredo simplifica-se, dando-se mais importância à aventura em si. Contudo, Akihito Tsukushi não deixa de lado revelações surpreendentes e algumas até tristes, criando uma narrativa mais negra.

No fim, paira o desejo de vermos elucidados alguns dos mistérios e segredos que estão em suspenso no universo desta série densa.


Com o terceiro volume, entra-se numa nova fase narrativa. Tsukushi aumenta a dose de “darkness” e não poupa a ela nenhum personagem, quer se trate dos protagonistas quer sejam recém-chegados à história.


Riko e Reg percebem que as hipóteses de regressarem alguma vez à superfície são ínfimas. Mas nem por isso renunciam à sua demanda e mergulham num nível ainda mais perigoso do que os anteriores. Certas cenas são de uma enorme violência, quer ela esteja explícita ou implícita.

 

 

Todavia, essa violência é utilizada também como um recurso narrativo para reforçar o ambiente geral da história, o suspense e a tensão. O leitor, ao temer pela vida dos protagonistas, agarra-se a eles e duvida do bom desfecho da aventura. Para isso contribui também os constantes acrescentos no bestiário de Made in Abyss, com criaturas desconhecidas cada vez mais perigosas.


Quanto à arte, o traço de Akihito Tsukushi é muito detalhado e pouco anguloso, o que nos dá uma sensação reconfortante e doce. Ele consegue criar personagens “fofinhos” num mundo cão, repleto de perigos e insensível à fragilidade humana. Os rostos dos protagonistas têm um aspecto ternurento que contrasta em muito com as agruras do Abismo.

 


E os ambientes, mercê do referido detalhe, são muito bem conseguidos, quer se trate de interiores ou dos exteriores no Abismo.

 

Por outro lado, independentemente de estarmos ou não perante cenas de acção, a planificação das pranchas é dinâmica e, como tal, a sua leitura é cativante e nada monótona. Já as cenas de acção em si surgem com uma rapidez surpreendente e conseguem aguentar três ou quatro páginas sem perderem o ritmo ou nitidez de traço.

 

 

Por fim, a obra ganha muito com a utilização dos meios-tons que lhe conferem um aspecto mais detalhado e com mais profundidade. A isto há que acrescentar o domínio das sombras e da iluminação por parte do autor.

 

Há um lado poético que emana do todo, devendo muito aos cenários e às criaturas dos diversos níveis, sempre inventivos e cativantes.

 

É impossível não nos sentirmos levados pela aventura que nos leva por abismos infernais e que não cessa de maltratar personagens de rosto doce e corpo frágil. O resultado é de uma crueldade hipnótica.

 

Made in Abyss fez-me reconciliar com a banda desenhada japonesa. A história promete e intriga; a narrativa é inteligente e dinâmica; a arte é cativante, detalhada e tem o leitor em consideração.

Lamento apenas que o formato não seja um pouco maior pois a arte de Akihito Tsukushi teria tudo a ganhar.


De qualquer modo, para mim, este é o regresso da velha magia que só poderia ser suplantada pela publicação trimestral dos restantes volumes. Afinal, um fã não deve ser deixado muito tempo sem alimento…


Sem dúvida, um começo mais que encantador, numa saga que tem tanto de cruel como de poético.

 

 
Por Francisco Lyon de Castro