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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

E que sejamos todos encolhidos para um retrofuturo!

 
A Dupla Exposição

 

Os heróis que nos acompanham toda a vida (e de que gostamos) são os melhores! E essa é uma verdade quase insofismável. Na memória, guardamos aquela aventura que lemos no Natal de infância; outra que foi devorada quando ainda estávamos sobre o efeito do primeiro beijo dado à primeira namorada; a que lemos aos nossos filhos, abrindo-lhes o mundo da Nona Arte; ou ainda aquela lida num dia de Inverno calmo, doce e solarengo.


Para mim, Blake e Mortimer têm esse dom, o de estarem entre os melhores. Não só me antecedem como me ultrapassarão.


Criados por Edgar P. Jacobs em 1946 – comemorando para o ano 80 anos de vida –, o britânico do MI5 e o cientista escocês transcenderam a existência do seu criador e continuam (e ainda bem!) a viver as aventuras mais empolgantes.


Mas a comemoração de longevidade parece ter começado já neste final de 2025 com dose dupla dos heróis. Por um lado, com o 31.º volume da série-mãe, A Ameaça Atlante, de que se falará oportunamente. Por outro, com este A Dupla Exposição, escrito por James Huth e Sonja Shillito, e magnificamente ilustrado por Laurent Durieux. A Edições Asa acompanhou, mais uma vez, a publicação original em França das duas obras, permitindo ao leitor português a leitura em primeira mão na sua própria língua.


Sobre A Dupla Exposição, há que dizer que não é uma Banda Desenhada, mas antes um livro ilustrado publicado no formato italiano e que se insere numa colecção paralela designada por O Novo Capítulo, na qual escritor e ilustrador desenvolvem novas aventuras à volta de Blake e Mortimer.


A Dupla Exposição foi lido numa esplanada, aquecida por um suave sol de Inverno e acompanhado por todas as vitualhas a que tive direito. Só me levantei após ter terminado…


Vamos à história!


Primeiro de Maio de 1964. O voo da T.W.A., de Londres para Nova Iorque acaba de aterrar no aeroporto John F. Kennedy. Nele vieram Francis Blake e Philip Mortimer, convidados para a New York World’s Fair. Depois de recolherem as malas, apanham um yellow cab, para o centro de Manhattan, onde ficarão hospedados no elegante hotel The Pierre. Mas a sua presença não passa despercebida a um estranho personagem que confirma, por walkie-talkie a chegada dos dois amigos.


Mas o destino prepara-se para lhes pregar uma partida, assim que cada um se instala na sua suite. O professor Mortimer, após tragar dois golos de bourbon, cai no chão do quarto, inconsciente. Já o Capitão Blake lê a missiva que foi enfiada por debaixo da sua porta na qual Mortimer o informa ter ido explorar as redondezas, marcando encontro no “Futurama” na exposição universal.


Enquanto Blake se dirige para a World’s Fair, Mortimer recupera a consciência e percebe que está amarrado à sua cama. Conseguindo libertar-se, corre para a suite do amigo e descobre a missiva com a sua letra falsificada. Mortimer percebe de imediato que o amigo corre perigo e apressa-se a ir para o “Futurama”. Aí, encontra Blake sentado numa instalação imponente designada por Teletransportador no preciso momento em que os seis canhões de neutrões disparam a sua carga. Mortimer lança-se em socorro do amigo e ambos desaparecem perante o olhar atónito da multidão…

 

Se desconhecia por completo os nomes do casal James Huth e Sonja Shillito, o mesmo não posso dizer de Laurent Durieux, cujo taleto como artista gráfico há muito me encanta. Sobretudo na sua série de cartazes onde reinterpreta filmes conhecidos como Blade Runner, Jaws, Apocalypse Now, Chinatown, Titanic e tantos outros. O belga voltou a encantar-me com O Último Faraó, a sua primeira incursão no universo de Blake e Mortimer.

 

Esta é uma união feliz, a do casal Huth e Shillito (vindos do cinema) com Durieux. E isso está evidente na narrativa que acompanha na perfeição a estrutura do livro. Como já se disse, o formato é ao estilo italiano, na horizontal. As ilustrações são sempre de página inteira, sendo que na página oposta encontra-se o texto (que segue, por vezes, ao longo de duas páginas consecutivas). O resultado final são 68 páginas das quais 29 são com ilustrações e as restantes com texto (para além de duas ilustrações extra, uma na folha de rosto e a outra na contracapa).


A narrativa é clássica, descritiva, mas com diálogos que conferem uma certa dinâmica à leitura. Ao mesmo tempo, a trama tem um interesse reforçado pelo jogo que se faz com aventuras passadas de Blake e Mortimer, não impedindo isso a leitura d’A Dupla Exposição pelo leitor que desconheça os trinta e um volumes da série principal.


Os cavalheiros britânicos nossos conhecidos mantêm a fleuma e a elegância habituais, numa aventura onde a acção principal decorre numa cidade futurista-retro que cria no leitor admiração, resultado do apuramento estético de Laurent Durieux.


É sabido que o vilão de serviço em Blake e Mortimer é Olrik, desde 1946. E aqui não se abre uma excepção. No entanto, o leitor é brindado com todos os vilões que cruzaram o caminho dos dois heróis ao longo dos seus quase oitenta anos de existência. A saber: Olrik, Miloch, Septimus e Voronov. Ou seja, Huth e Shillito oferecem-nos um festival de vilania que, ainda para mais, tem origem 25 anos antes da presente aventura, remontando a 1939, na alvorada do Espadão. Espadão que tem também uma aparição neste livro.


O facto é que, o leitor embrenhado na leitura, envolvido pela narrativa eficaz de Huth e Shillito, lá vai dando com as ilustrações de Durieux. É sabido que os bons romances, novelas ou contos conseguem gerar no cérebro do leitor imagens muito fortes. Digamos que quem lê desenha mentalmente ilustrações ou bandas desenhadas. É o “filme do cérebro” como lhe chama o Professor António Damásio. Ora, quando Durieux ilustra duas ou três linhas de uma página, e a narrativa que as antecede e sucede se mantém empolgante, o nosso cérebro compensa a ausência de mais ilustrações desenhando a nossa própria BD ou ilustração ou filme.


E é precisamente neste ponto que percebemos o bom casamento realizado entre a palavra e a ilustração destes três autores. É impossível não estarmos empolgados com a leitura, deslumbrados com a arte ilustrativa e, ao mesmo tempo, sermos nós próprios os criadores mentais das imagens em falta. Atente no exemplo, caro leitor, que é antecedido por três parágrafos e sucedido por mais quatro linhas. Mas a ilustração, embora bela, só ilustra duas linhas.


- Saint Joseph de Cupertino, santo padroeiro dos aviadores, este não é o momento para me dececionares - brinca ele, à inglesa, antes de se lançar no vazio…

 

É preciso que se diga que James Huth é um apaixonado de Blake e Mortimer desde a infância. Por volta de 2000, desenvolveu até um projecto de adaptação de A Marca Amarela para o cinema em imagem real; faltou-lhe o financiamento. E agora, 25 anos passados, o editor e Laurent Durieux propuseram-lhe escrever este álbum com Soja Shillito. Huth e Durieux partilham uma paixão pelo retrofuturismo e chegaram a falar da exposição universal de Nova Iorque de 1964. E Huth chegou a oferecer-lhe um pin original do evento. Foi com surpresa que Huth viu no livro já publicado a reprodução desse pin na contracapa. A Dupla Exposição é uma verdadeira história de amizade, entre Blake e Mortimer e Huth e Durieux.

 

Influenciados pelo filme Viagem Fantástica (que seria depois novelizado por Isaac Asimov), mas também pela famosa série de BD franco-belga Les Petits Hommes, de Pierre Seron, Huth e Shillito acharam vantajoso encolherem Blake e Mortimer para esta aventura. Primeiro porque permitiria na perfeição a Durieux criar imagens inesquecíveis e depois, porque dar-lhes-ia mais liberdade para escrever fora da cronologia das aventuras dos dois heróis. Mas embora o álbum seja um hors-série, não deixa de observar todos os cânones criados por Edgar P. Jacobs para Blake e Mortimer.


E é essa uma das razões que torna este álbum uma verdadeira prenda de Natal para os admiradores dos dois personagens. Temos algo de novo, de original, com os comportamentos, atitudes e estética a que nos habituámos.

 

A outra razão é a arte magnífica de Laurent Durieux. Os leitores já lhe conhecem a paleta de cores do álbum O Último Faraó (Edições Asa), também ambientado no universo de Blake e Mortimer. Mas agora surge este trabalho de amor, onde o ilustrador e designer gráfico belga, particularmente apreciado por Coppola e Spielberg, mergulha verdadeiramente no universo Jacobiano.


O seu retrato do Capitão e do Professor é fiel ao original, mas com um toque próprio. E o mesmo se passa com os vilões. Em todos, “bons e maus”, Durieux respeita as posturas corporais desenvolvidas por Jacobs, bem como as indumentárias que se tornaram “imagem de marca”.


E, no entanto (sendo que o “no entanto” aqui é sinónimo de bom), a frescura da abordagem gráfica ao texto de Huth e Shillito é inovadora, sobretudo pelo desenvolvimento de um “micro” universo retrofuturista que dá a esta aventura de ficção científica um apelo único. Mas também pela capacidade de Durieux de condensar um texto numa ilustração, depurando-o até à sua essência.


Nada como folhearem o álbum numa livraria para logo ficarem apaixonados pela arte de Durieux.


Este é um álbum que se lê e vê com muito prazer, quase com reverência. E até a lombada em tecido ajuda à missa.


Um argumento bem urdido, com muitas piscadelas de olho à série principal, mas que, nem por isso, impede a leitura fluida. Simultaneamente, capaz de inovar e de observar os cânones criados por Edgar P. Jacobs para a série original. Repleto de reviravoltas, o final parece ficar em aberto… talvez a pensar numa continuação para 2026, ano da comemoração do 80.º aniversário de Blake e Mortimer. E que seja com a arte de Laurent Durieux. E que sejamos todos encolhidos para um retrofuturo!

Por Francisco Lyon de Castro.  

 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Blake e Mortimer enfrentam A Ameaça Atlante!

Apesar dos seus altos e baixos da série, a verdade é que cada novo álbum da colecção BLAKE E MORTIMER é sempre esperado com alguma expectativa! E hoje temos um novo lançamento. Nas livrarias vamos encontrar A AMEAÇA ATLANTE (edição ASA), o 31º álbum dos nossos heróis, numa aventura, assinada por Yves Sente e Peter van Dongen, que apresenta uma ténue ligação com Portugal, ao revisitar o legado de E.P. Jacobs em O Enigma de Atlântida, história publicada originalmente em 1957. E conforme já tem vindo a ser uma tradição na edição portuguesa, este novo álbum apresenta-se numa edição com duas capas distintas: a normal (capa esquerda) e a exclusiva das lojas FNAC (capa direita) destinada a colecionadores, e por sinal mais bonita. 

A AMEAÇA ATLANTE
Encarregado de uma missão governamental de extrema importância, Philip Mortimer viaja para a Escócia para estudar antigas terras vulcânicas e testar a viabilidade de uma instalação geotérmica. Assim, ele vê-se na vanguarda dos terríveis fenómenos que afetam todo o Mar do Norte: nuvens de gás tóxico e um tsunami gigantesco - tudo causado por explosões inexplicáveis!
As vítimas são inúmeras... sem mencionar os corpos mumificados de Doggerland (o leito do Mar do Norte) que sobem à superfície após 10.000 anos.
A manchete do Daily Mail: «O que está a acontecer no Mar do Norte? A Yard está desamparada!».
É hora de Francis Blake juntar-se a Mortimer!
 
Ficha técnica:
Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante
Colecção As Aventuras de Blake e Mortimer - volume 31
De Yves Sente e Peter Van Dongen
Capa dura, dimensões 311 x 237, cores, 64 páginas.
ISBN: 9789892366784 (capa normal)
ISBN: 9789892366807 (capa FNAC)
PVP: € 15,90
Editor: Edições ASA 

 

A acompanhar o 31º álbum de aventuras de Blake e Mortimer, chega igualmente hoje às livrarias uma edição especial, o livro A DUPLA EXPOSIÇÃO, também numa edição da ASA, e igualmente pertencente ao universo B&M. Não é um álbum de banda desenhada. Trata-se de uma história ilustrada que traz os nossos heróis numa "micro-aventura", escrita por Sonja Shilito e James Huth e com imagens magnificamente desenhadas por Laurent Durieux.


Convidados para a Feira Mundial de 1964, Blake e Mortimer são expostos aos raios de uma máquina infernal que os reduz à escala milimétrica! Presos em um modelo futurista, conseguirão eles salvar a humanidade dos planos maquiavélicos de seus piores inimigos? 

Ficha técnica:
Blake & Mortimer - A Dupla Exposição
De James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux
Capa dura, dimensões 254 x 200, 72 páginas.
ISBN: 9789892366791
PVP: € 20,90
Edições ASA 
 

 
 

terça-feira, 26 de novembro de 2024

O novo B&M chega também em formato italiano!!

Chega hoje às livrarias, ASSINADO “OLRIK”, a nova aventura de BLAKE E MORTIMER. Trata-se do 30º álbum destes conhecidos heróis, que conta de novo com a assinatura de Yves Sente e André Juillard, a dupla de autores que mais vezes tomaram conta deste título, depois do criador da série Edgar P. Jacobs. Uma colaboração que agora finda com este álbum, uma vez que Juillard faleceu em Julho último.

A principal novidade deste lançamento da editora ASA é a troca da capa especial FNAC, a opção que tem acompanhado sempre os últimos novos lançamentos de B&M no mercado português, por uma "edição especial FNAC", onde pela primeira vez o formato do álbum se apresenta na vertical, dito “formato italiano” (ver imagem acima). É uma edição exclusiva daquela livraria, que se apresenta naturalmente com quase 200 páginas e um preço de capa mais elevado que a edição normal (capa aqui à direita). Recomendável só a colecionadores.

Nesta nova história, os autores recuperam de novo para pano de fundo, uma mistura de história, mito e fantasia da cultura inglesa (já assim tinha acontecido no álbum O testamento de William S.) agora com a lenda do Rei Artur, para uma história que envolve um grupo independentista da Cornualha, e onde Blake e Mortimer contam com a ajuda de um aliado essencial e inesperado... o próprio Coronel Olrik!

Já tive oportunidade de ler o álbum, e não obstante a capa pouco conseguida, o estranho título, erros históricos relacionados com a invasão da Bretanha, é uma história de espionagem e terrorismo muito britânica que se lê bem, com ajuda do belo desenho limpo de Juillard, mas que não desperta um grande entusiasmo. Está muito abaixo da qualidade narrativa de O Último Espadão mas bastante acima do último álbum de B&M, Oito horas em Berlim.

ASSINADO "OLRIK"
Um novo grupo independentista da Cornualha, o Free Cornwall Group, está a operar na pequena cidade de Sainte Corineus. Enquanto protestam contra o fluxo de novos migrantes económicos, o grupo procura o lendário tesouro do Rei Artur e a sua famosa espada, Excalibur. Blake é então enviado para o local para desmantelar a organização e impedir o triste desígnio do seu líder, um certo "Grande Druida". Ao mesmo tempo, no Centro de Investigação Científica e Industrial de Londres, o Professor Mortimer apresentou uma das suas novas invenções revolucionárias: uma escavadora de bolso, "The Mole". Para testar a resistência deste feito tecnológico, a imprensa britânica anuncia que "a Toupeira" será enviada para a Cornualha.
 
Ficha técnica:
Blake & Mortimer - Assinado: “Olrik”
De Yves Sente e Andre Juillard
Capa dura, dimensões 30x23, cores, 64 páginas (edição normal)
Capa dura, dimensões 15x29, cores, 192 páginas (edição especial FNAC)
ISBN: 9789892363394 (edição normal)
ISBN: 9789892363400 (edição especial FNAC)
PVP: € 15,90 (edição normal)
PVP: € 29,90 (edição especial FNAC)
Edição ASA
 

domingo, 28 de julho de 2024

Lançamento ASA: A Flecha Ardente

Para fazer um enquadramento deste lançamento, temos de recuar até 1943, quando Edgar P. Jacobs, inspirado pela sua colaboração nas aventuras de Flash Gordon, publica uma história de ficção-científica a que dá o título de O Raio U.

Álbum várias vezes (re)editado em Portugal, por diferentes editoras, foi o que podemos chamar o ponto de partida para aquilo que viremos mais tarde a conhecer como As Aventuras de Blake e Mortimer. A própria ASA, em 2020, fez uma edição em capa dura, com o formato e design em tudo semelhante aos álbuns da colecção «Blake e Mortimer», e no qual até colocou na lombada o número «0». 

Mas surpresa das surpresas, 2023 é editado em França a inesperada sequela de «O Raio U». E é este álbum, intitulado A FLECHA ARDENTE, que agora a ASA lança em Portugal (e que teremos agora de considerar como o «00»).

A tentar dar algum gás à história, encontramos no argumento o prolifico autor Jean Van Hamme, e arte ficou a cargo de Christian Cailleaux e Étienne Schréder, que pelas imagens que já tive oportunidade de ver assumem com responsabilidade o estilo gráfico de Jacobs. 

A FLECHA ARDENTE
O cruel Babylos III, Imperador da Austrália, ordena ao General Robioff, líder supremo do seu exército, que tome as Ilhas Negras e o seu precioso depósito de urânio. Este metal extremamente raro, associado ao famoso raio u, deveria de facto permitir a criação de uma arma apocalíptica.
É o segredo desta arma que o Professor Marduk revela ao Grande Conselho de Norlândia, inimigo jurado da Austrália.
Mas além da guerra que se inicia e das tentativas do adversário de se apoderar do segredo, o uso do urádio, pedra da vida e da morte, é proibido por Puncha Taloc, o deus do fogo, protetor das Ilhas Negras.
Os nossos heróis terão, portanto, muito que fazer para sair do terrível dilema que os enfrentará... 
 
 
Ficha técnica:
Blake & Mortimer - A Flecha Ardente
De Jean Van Hamme e desenho de Christian Cailleaux e Étienne Schréder
Capa dura, dimensões 300x241, cores, 48 páginas.
ISBN: 9789892361192
PVP: € 15,90
Edição ASA
 

sábado, 2 de dezembro de 2023

Lançamento ASA: As Aventuras de Blake & Mortimer - A Conspiração Voronov

Depois da falência da Meribérica, e a passagem de grande parte do seu catálogo de BD para a ASA, esta assumiu, em 2008, a edição portuguesa da colecção BLAKE E MORTIMER a partir do seu 18º volume, O Santuário de Gondwana. Os novos álbuns adoptaram desde aí o formato em capa dura e a devida numeração na lombada. Para trás ficava uma mescla de edições, por diferentes editoras (Editorial Verbo, Editorial Ibís, Livraria Bertrand, Meribérica), em capa dura e capa mole.
 
Em 2009, a ASA reeditou os dois álbuns que compõem a história Os Sarcófagos do 6º Continente (16º e 17º volumes da colecção), os últimos da série publicados pela desparecida Méribérica.
 
E nos últimos lançamentos de Novembro, a ASA voltou de novo atrás na colecção, e procedeu à reedição agora do 14º volume de As Aventuras de Blake e Mortimer intitulado A CONSPIRAÇÃO VORONOV, que conta com a assinatura de Yves Sente e André Juillard. 
 
A curiosidade associada é o facto da editora não ter optado pela capa principal da série, que mostra o Professor Mortimer em primeiro plano com um conjunto de bonecas matriosca e uns tubos de ensaio com a etiqueta Z, mas antes pela capa variante, com o capitão Francis nos túneis dos esgotos de Moscovo. Ambas as capas tinham sido já editadas anteriormente pela Meribérica (ainda que a principal em capa mole e a variante em capa dura).
 
A CONSPIRAÇÃO VORONOV
Em 1957 os EUA e URSS envolvem-se numa guerra impiedosa para serem os primeiros no espaço. No cosmódromo de Baikonur, e apesar do perigo das chuvas de meteoros, o general Oufa, comandante militar da base, obriga o professor Llioutchine, chefe do projeto científico, a lançar um foguete. Atingida por meteoritos, a nave cai. A equipa encarregada de resgatar os destroços é morta por um vírus misterioso. Moscovo ordena destruir todos os vestígios da praga. Mas o Dr. Voronov, chefe da clínica KGB da base, tem outras ideias…
 
Ficha técnica:
Blake & Mortimer – Conspiração Voronov
Colecção As Aventuras de Blake e Mortimer - Volume 14
De Yves Sente e André Juillard
Capa dura, dimensões 16x23,6 cm, cores, 64 páginas.
ISBN: 9789892358857
PVP. € 15,90
Edição ASA
 

 

A título de curiosidade deixo aqui as capas das edições da Meribérica 

 

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Lançamento ASA: Blake e Mortimer – A Arte da Guerra

Editado fora da cronologia oficial da série, chega hoje às livrarias portuguesas o álbum A ARTE DA GUERRA (ASA), uma obra de “de homenagem” às aventuras de Blake e Mortimer de EP Jacobs. Devo dizer que já não é a primeira que tal sucede, uma vez que já anteriormente François Schuiten, Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig e Laurent Durieux tinham iniciado este tributo com O Último Faraó (ASA, 2020).
 
Temos agora este segundo álbum, com o argumento assinado por Jean-Luc Fromental e José-Louis Bouquet, a mesma dupla que nos trouxe o último B&M da série original, Oito horas em Berlim. O desenho foi entregue a Floc’h, e pode-se dizer que não existe um estilo gráfico na linha clara mais claro que ele. Algumas das vinhetas parecem quadros de pop art. Os mais puristas da série poderão estranhar. Cronologicamente esta aventuras situa-se depois dos acontecimentos narrados nos álbuns A Marca Amarela e A Onda Sptimus, e leva os nossos heróis a atravessar o Atlântico, até Nova Iorque, ao palco das Nações Unidas, num belo enredo de espionagem, numa antecâmara da Guerra Fria.
 
A ARTE DA GUERRA
Philip Mortimer e Francis Blake viajam até Nova Iorque, onde o Professor Blake irá falar em nome do Reino Unido no último dia da Conferência Internacional de Paz na sede da ONU nova sede ao lado do East River. O propósito da Conferência é diminuir a tensão entre Oriente e Ocidente que ameaça a paz mundial. O objetivo é louvável mas é frustrado na mesma noite em que os homens chegam, quando a polícia prende um homem por vandalizar o famoso Cippus of Horus, a estrela exposta na arte egípcia Departamento do Museu Metropolitano... 
 
Ficha técnica:
Blake e Mortimer – A Arte da Guerra
De Jean-Luc Fromental, José-Louis Bouquet e desenho de Floc'h
Capa dura, dimensões 23,6x31,1 cm, cores, 124 págs.
ISBN: 9789892359298 
PVP: € 20,90  |  Editora ASA
 

sábado, 26 de novembro de 2022

Lançamento ASA: As Aventuras de Blake & Mortimer - Oito horas em Berlim

 
Com lançamento mundial, Portugal incluído, já está disponível nas livrarias a mais recente aventura de uma das mais famosas duplas da banda desenhada. OITO HORAS EM BERLIM, com a chancela da editora ASA é o título do novo álbum de Blake & Mortimer. Neste 29º volume, Antoine Aubin coloca o seu traço eminentemente “jacobsiano” ao serviço de um argumento original de José-Louis Bocquet e Jean-Luc Fromental, que combina a grande aventura, as brumas da espionagem, os desvios da ciência e as motivações ocultas da História.
 
E como já vem sendo uma tradição no mercado nacional, este novo álbum apresenta-se, de novo, aos leitores portugueses em duas versões. A imagem da esquerda corresponde à edição em capa original, e a imagem da esquerda apresenta a chamada capa "FNAC" um exclusivo das lojas portuguesas dessa marca.

OITO HORAS EM BERLIM
Primavera de 1963.
Algures nos montes Urais, no coração do Império Soviético, uma missão arqueológica descobre sete caixões, no interior dos quais jazem cadáveres cuja pele do rosto foi arrancada. Na mesma altura, em Berlim, um homem é morto ao atravessar o Muro que divide a cidade ao meio. Antes de sucumbir, consegue pronunciar uma estranha palavra: Doppelgänger. Em princípio, estes dois acontecimentos não estão relacionados. Mas a verdade é que existe uma ligação entre a macabra descoberta e o desertor abatido, e essa ligação dá pelo nome de Julius Kranz, um cirurgião da Alemanha de Leste especialista em manipulações eletrocirúrgicas no cérebro humano. Mortimer e Blake vão ambos cruzar-se com este cientista maquiavélico e terão a desagradável surpresa de se depararem com um aventureiro sem escrúpulos, que se prepara para montar a maior mistificação da história da humanidade… 
 
Ficha técnica:
Oito horas em Berlim
Colecção As Aventuras de Blake e Mortimer - volume 29
De Jose-Louis Bocquet, Jean-Luc Fromental e Antoine Aubin
Cartonado, dimensões 16x23,6 cm, cores, 64 pags.
ISBN 9789892355573 (capa normal)
ISBN 9789892355580 (capa FNAC)
PVP: € 15,90
Edição ASA

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

As capas portuguesas de Oito Horas em Berlim

Como já se tornou um hábito na versão portuguesa de cada nova aventura da dupla BLAKE e MORTIMER, o próximo álbum intitulado Oito Horas em Berlim, com o seu lançamento previsto para o dia 25 de Novembro, com a chancela da ASA, terá novamente duas edições, com diferentes capas, sendo a apresentada à esquerda a dita normal e a da direita a exclusiva das lojas FNAC em Portugal. Trata-se do 29º álbum, cuja acção nos remete para a plena Guerra Fria, e os nossos heróis terão como adversário um macabro cirurgião oriundo da antiga RDA. Sobre as capas, são mais uma vez pouco entusiasmantes!
 

domingo, 3 de julho de 2022

Lançamento ARTE DE AUTOR: Edgar P. Jacobs - O Sonhador de Apocalipses

A vida de Edgar Pierre Jacobs, um dos nomes maiores da banda desenhada da escola franco-belga,  a quem devemos as aventuras de Blake e Mortimer, continua a inspirar autores. Depois de A Marca Jacobs já editado por cá, a ARTE DE AUTOR renova a aposta e lança agora, por ocasião do aniversário da primeira publicação das aventuras de Blake e Mortimer, na revista Tintin há 75 anos, um novo retrato biográfico deste autor com o sugestivo título de Edgar P. Jacobs - O Sonhador de Apocalipses.
 
Neste novo álbum, assinado por François Rivière, ensaísta e romancista que conversou longamente com o mestre ainda em vida, e desenhado por Philippe Wurm, um dos herdeiros óbvios e reivindicados da linha Jacobs, com um traço fino e preciso de um mimetismo perturbador, conta-nos como Edgar P. Jacobs era um homem de grande curiosidade, movido por muitas paixões que durante toda a sua vida deram asas à sua imaginação, que considerava a ilustração como uma forma de sustento e não como uma verdadeira vocação, e que vem mais tarde a dedicar-se de corpo e alma à produção gráfica, perdendo-se então um bom cantor lírico para em contrapartida se ganhar um magnifico contador de histórias sob a forma de banda desenhada.
 
Ficha técnica:
EDGAR P. JACOBS - O SONHADOR DE APOCALIPSES
Argumento de François Rivière e desenho de Philippe Wurm
Edição cartonada, formato 235x310, cores, 144 páginas.
ISBN: 978-989-9094-12-3
PVP: € 31,00
Edição ARTE DE AUTOR
 
Álbum já disponível no sitio da editora e partir do dia 7 nas livrarias nacionais.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Lançamento ASA: As Aventuras de Blake & Mortimer - O Último Espadão

 

O dia de hoje fica marcado pela chegada às livrarias do mais recente álbum da clássica colecção de Blake e Mortimer. A nova aventura, intitulada «O Último Espadão» traz-nos Jean Van Hamme, que retoma à série, depois ter assinado a história «A Maldição dos Trinta Denários» e no desenho conta com Teun Berserik e Peter Van Dongen, a mesma dupla responsável pelo O Vale dos Imortais. Esta nova aventura foi imaginada como uma continuação(!) do primeiro álbum da série, O Segredo do Espadão, constituindo assim uma homenagem a Edgar P. Jacobs, no ano em que se celebra o 75º aniversário desde da sua publicação pela primeira vez na revista Le Journal de Tintin.

A edição portuguesa conta, como habitualmente, com duas capas diferentes,  a principal (imagem da esquerda) e a variante com venda exclusiva nas lojas FNAC (imagem da direita). Olhando para as duas, a da FNAC, face ao enredo, é claramente muito pouco entusiasmante.

O ÚLTIMO ESPADÃO
Algures numa estrada em Inglaterra, um veículo circula em direção ao aeroporto militar de Hasley. No seu interior, o major Rupert Humbletweed, a quem o governo britânico confiou uma missão secreta. Entretanto, no Centaur Club, em Londres, o capitão Francis Blake janta com o seu amigo, o Professor Philip Mortimer, a quem confia uma operação da mais alta importância: deslocar-se ao Paquistão para alterar o código de ativação dos Espadões estacionados na base de Makran, de forma a permitir a sua transferência para Scaw-Fell, em Inglaterra. Blake, que acaba de assumir o comando do MI5, tem por sua vez de partir imediatamente para o Ulster, já que, segundo um dos seus agentes, o IRA estaria a preparar um ataque de grande envergadura contra Inglaterra…
 
Ficha técnica:
Blake e Mortimer - O ÚLTIMO ESPADÃO
Colecção As Aventuras de Blake e Mortimer - Volume 28
De Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen
Cartonado, dimensões 16x23,6 cm, cores, 64 pags.
ISBN 9789892352251 (capa normal)
ISBN 9789892352268 (capa FNAC)
PVP: € 15,90
Edição ASA
 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Lançamento ASA: As Aventuras de Blake & Mortimer - O Grito do Moloch

 
Depois de alguma confusão acerca da data de lançamento, porque aparentemente só a FNAC é que colocou à venda no passado dia 20, é seguro agora dizer que o novo álbum das aventuras de Blake e Mortimer, correspondente ao volume 27 da colecção, já se encontra disponível nas livrarias.
 
«O Grito de Moloch» conta de novo com a assinatura de Jean Dufaux secundado no desenho por Christian Cailleaux e Étienne Schréder. Neste novo álbum, Dufaux retoma dá continuidade à narrativa de «A Onda Septimus». A versão portuguesa desta nova aventura terá (de novo) duas edições distintas (cada uma com capa e ISBN próprios), sendo uma destinada ao mercado em geral (capa da esquerda) e outra destinada à venda exclusiva na FNAC (capa da direita).
 
O GRITO DE MOLOCH
Em A Onda Septimus, a ameaça de um engenho extraterrestre, batizado Orfeu, foi ultrapassada graças ao sacrifício de Olrik. Desde então, o “coronel” vive em reclusão num asilo psiquiátrico. Ao tentar chamar à razão o seu velho adversário, Philip Mortimer utiliza a célebre expressão do xeque Abdel Razek (“Por Hórus, para!”) e descobre que existe um outro Orfeu. A bordo de um cargueiro transformado em laboratório secreto, Mortimer encontra o estranho piloto desta máquina vinda de outro mundo: um alienígena com forma humana, sombrio e hierático, a que os cientistas deram o nome de “Moloch”, a divindade bíblica. Mas as reações deste Moloch, bem como os hieróglifos que deixa por onde passa e que constituem outras tantas mensagens indecifráveis, fazem temer o pior. Mais uma vez a capital britânica está em perigo. A menos que Olrik se disponha novamente a fazer de herói… 
 
Ficha técnica:
Blake e Mortimer - O GRITO DE MOLOCH
Colecção As Aventuras de Blake e Mortimer - volume 27
De Jean Dufaux, Christian Cailleaux, Étienne Schréder
Cartonado, dimensões 16x23,6 cm, cores, 56 pags.
ISBN 9789892349572 (capa normal)
ISBN 9789892349589 (capa FNAC)
PVP: € 15,90 
Edição ASA