A LEVOIR e o Jornal Público voltam a fazer aquilo que já se tornou uma tradição: lançar mais uma nova leva de novelas gráficas. Este mês, chega a Colecção Novela Gráfica Série IX, composta por 12 volumes, com um preço de capa de €16,90. A distribuição arranca nas bancas no próximo dia 22, com uma cadência quinzenal.
Assim à primeira vista, e do que me agrada, destaco o regresso de Chabouté com Ficar Partindo (Plus loin qu’ailleurs no original), ficando desde já na expectativa cautelosa que a edição faça jus ao material. Outro destaque, será para a inclusão de um autor nacional, o Daniel Silvestre, cujo trabalho tive oportunidade de conhecer em Beja no ano passado, e que entretanto arrecadou o prémio de Melhor Fanzine ou Publicação Independente no Amadora BD 2025, justamente com este Armação, que será agora editado. Quanto ao resto da coleção, ficará entre a agradável surpresa e aquilo que já aprendemos a não esperar demasiado por parte da Levoir.
LISTAGEM COMPLETA DOS TÍTULOS:
Nº Título | Autor(es) | Lançamento

8 comentários:
Confesso que desconheço a maioria do que aqui é apresentado, com a excepção de 2 títulos que tenho assinalados para possível aquisição: Partir Ficando de Chabouté e Estamos Todas Bem de Ana Penyas, dependendo, claro, da qualidade de edição e acabamento (Formosa poderá ser algo de interesse também, veremos). O resto, e por aquilo que consegui apurar, segue linha das opções editoriais temáticas da Levoir - Médio oriente (3 obras), biografias (7, no total) e não são a minha praia. Por origens temos 4 de origem francesa, 2 espanholas, 1 iraniana, 1 libanesa, 1 belga-dinamarquesa, 1 de Taiwan, 1 italiana e 1 portuguesa. Ainda em tipo de acabamento, 5 obras a preto e branco, 2 em bicromia (impressãs a 4 cores?), 4 a cores e 1 em dúvida (Armação, de Daniel Silvestre - preto e branco?. Marcam ausência autores norte americanos e sul americanos, japoneses e outras latitudes.
Não há uma única editora japonesa que aceite ver a Levoir a pegar nos seus livros, os amigos da onça encarregaram-se disso. Basta ver que a Levoir está há três anos a tentar desbloquear as Gotas de Deus e tudo indica que vão deixar passar a janela dos direitos...
Olá António, para uma colecção de 12 volumes, convenhamos que existe uma boa distribuição geográfica por origem. Também desconheço a grande maioria dos títulos, mas mantenho as minhas reservas quanto à qualidade de edição. Já foram demasiadas experiências negativas. Agora não há dúvida que o Médio Oriente passou a ser o novo de mercado fornecedor da Levoir. Mercados como o japonês ou americano é que me parecem estar fora do radar da editora. Com o primeiro tenho algumas dúvidas que os editores japoneses confiem, e no segundo a experiência correu mal.
Não me parece que a Levoir alguma vez vá publicar as famosas "Gotas". Há editoras mais fiáveis no mercado, e mesmo assim as negociações japonesas são complicadas, agora imagino com esta....
A Levoir já antes editou excelentes obras de Alberto Breccia, Sergio Toppi, Max, Asaf Hanuka (1 só obra de cada), só para citar alguns autores, e nunca mais insistiu. Porquê? O que tem sido proposto nas últimas coleções são obras claramente de 2ª ou 3ª linha, com algum valor, sim, mas claramente menores. Existem algumas obras de autores maiores (Chaboutté) e algumas (poucas) escassas surpresas mas, no essencial, o nível é mediano. Receio por esta coleção.
E ainda ter o Chabouté é quase um milagre, com as rasteiras que os colaboradores já lhes pregaram nesses livros. Desde traduzirem Yellow Cab contra a vontade do autor, até se porem com trocadilhos engraçados alterando o título, a Glenat anda distraída. A ideia é deixarem a Levoir escoar o resto dos direitos que adquiriu e fazê-la desaparecer. Até já começaram a dizer que fazem parte da parceria com o Público este ano…
Há já algum tempo que a qualidades das histórias publicadas começou a decair. Depois junta-lhe algumas más edições, em que o trabalho do editor foi praticamente inexistente, e percebe-se que esta colecção já deixou de causar entusiasmo. Da minha parte, francamente só me interessam três ou quatro títulos.
Caro anónimo, eu lamento os direitos do Chabouté terem aterrado nesta editora!
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