05 setembro, 2019

Colecção BD Novela Gráfica - Vol. 10: As Serpentes Cegas

Na Colecção Novela Gráfica da Levoir continuamos na senda de descobrir autores espanhóis. O 10º volume, que chegou hoje às bancas, traz-nos  As Serpentes Cegas, de Felipe Hernandéz Cava e  Bartolomé Seguí, que foi galardoado com o Prémio Nacional de Cómic em 2009.

O desenhador Bartolomé Seguí já conhecemos de «Histórias do Bairro», editado pela Levoir e o Público em 2017 e da adaptação do romance «Tatuagem», de Manuel Vázquez Montalbán, em 2018. Em As Serpentes Cegas, Seguí, que habitualmente usa o preto e branco vai usar uma paleta de cores, em especial o vermelho que dá à história uma grande expressividade.

Uma história de vingança com a Guerra Civil espanhola e a Grande Depressão em Nova Iorque como pano de fundo. Entre as várias histórias contadas em As Serpentes Cegas, podemos ver o início do Partido Comunista Americano e a perseguição a que os seus membros foram submetidos.

Um enigmático personagem, vestido de vermelho, chega a Nova York em 1939 e instala-se num pequeno hotel à procura de um tal Ben Koch, um espanhol que não respeitou um pacto. O dono da pensão, Red, diz que não tem notícias de Ben, o que o homem não acredita. Decide esperar por ele, acabando por descobrir que Koch foi visto a destruir um túmulo com um martelo. Qual o motivo da fúria de Koch? Também ele procura desesperadamente um indivíduo chamado Curtis Rusciano.

Pouco a pouco vamos assistindo à evolução deste personagem, descobrindo que Ben participou nas Brigadas Internacionais que combateram o fascismo durante a guerra civil espanhola. É com ele, que viajamos até à Barcelona de Maio de 1937, com os confrontos entre anarquistas e comunistas, e posteriormente, em 1938 a um dos cenários mais decisivos da guerra civil: A Batalha do Ebro.




Ficha técnica:
As Serpentes Cegas
Colecção Novela Gráfica (5ª série) - Volume 10
De Felipe Hernandéz Cava e Bartolomé Seguí
Capa dura, formato 225x295 mm, cores, 80 pags.
PVP: € 10,90
Editora LEVOIR



1 comentário:

Anónimo disse...

Saúda-se o regresso de férias da Frederica. O papel desta edição é outro, outra qualidade gráfica, outro conhecimento, outra atenção ao pormenor. Depois de Julho e Agosto nos terem trazido as aqui já discutidas trapalhadas Gorazde e Flex Mentallo, é bom que não se deixe outra vez os sabichões do costume à solta. Esperemos que ainda venha a tempo de corrigir o novo Batman (e aqueles nomes dos autores feitos no word e colados no paint lol) ou corremos o risco de termos outra anedota como as lombadas dos All Star Superman com tamanhos e fontes de letra diferentes um do outro.

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