Já disponível nas livrarias, GINSENG ROOTS, assinala o regresso ao nosso mercado, agora pela ASA, do autor americano Craig Thompson, depois da edição do notável Blankets e do lindíssimo Habibi. Nesta nova obra, mais um verdadeiro “calhamaço”, Thompson propõe-nos um registo semi-autobiográfico, recuperando memórias da sua infância ligadas ao cultivo do ginseng - uma raiz medicinal – nos campos do Wisconsin, nos EUA, para contar uma história sobre raízes, com vários sentidos: familiares, geográficas, culturais e económicas. Cruza uma narrativa pessoal com uma investigação sobre a história global da planta, onde faz também uma reflexão sobre o trabalho e a globalização, num exercício gráfico, que quem já conhece a sua obra, sabe que é impressionante.
Ginseng Roots acompanha Craig e os seus irmãos, que passaram os verões da sua juventude a remover ervas daninhas e a colher fileiras do cobiçado ginseng americano em quintas rurais de Wisconsin por um dólar por hora. No seu característico trabalho de caneta e tinta de tirar o fôlego, Craig entrelaça essa juventude perdida com a história de 300 anos do comércio global de ginseng e as muitas vidas que ele uniu — desde caçadores de ginseng na China antiga, passando por agricultores industriais e colhedores migrantes no meio-oeste americano, até a sua própria família, que ainda luta com as consequências de um passado amargo.
Indo de Marathon, Wisconsin, ao nordeste da China, Ginseng Roots traça a ascensão da agricultura industrial, o declínio da mão de obra americana e a busca por um sentimento de lar num mundo em rápida mudança.



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