segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Um retrato gráfico de Van Gogh

Da editora IGUANA chega-nos este VINCENT, uma biografia gráfica que mergulha no universo de um dos pintores mais incompreendidos e fascinantes da história da arte. Vincent van Gogh foi um homem que viveu permanentemente entre a luz e a sombra, entre a genialidade criativa e a dor interior. Como admirador da sua obra, confesso ser quase impossível não sentir uma ligação emocional com estas propostas, sobretudo em banda desenhada.

E temos aqui uma nova leitura visual e emocional da vida de um artista eterno. A autora é Barbara Stock, com um estilo gráfico simples, que retrata o intenso período que o pintor holandês viveu em Arles, no sul de França, onde encontrou o ambiente que lhe permitiu conceber algumas das suas pinturas mais icónicas e que o imortalizaram.

Em Arles, Van Gogh apaixona-se pelas paisagens bucólicas e pela luz da região, que lhe dão novo ânimo e esperança, após um período de grande instabilidade emocional. Sonha com um atelier de artistas, um espaço de criação e partilha com amigos como Paul Gauguin. Contudo, a sua frágil saúde mental revela-se um obstáculo insuperável: os surtos intensificam-se, a tensão interior cresce, e após uma violenta discussão, dá-se o mais famoso episódio da história da arte e que marcaria para sempre a sua história - o momento em que corta parte da própria orelha - e os sonhos de Van Gogh ficam desfeitos. 

Chega hoje às livrarias.

Ficha técnica:
Vincent 
De Barbara Stok
Capa dura, dimensões 170x240mm, cores, 144 páginas.
ISBN 9789895839261
PVP: € 19,95
Chancela IGUANA
 

3 comentários:

Antonio disse...

Acho que chegou a altura de questionar a Iguana sobre qual o critério e relevância de lançar esta "coisa". Começa a ser penoso ver os "produtos" destes "editores"...

Nuno Neves disse...

Eu penso que não há aqui uma linha editorial bem definida. A aposta parece-me que move pelo gosto dos editores, por leituras leves e um piscar de olho a autores portugueses. Em tempos cheguei-lhes a sugerir que publicassem Chabouté....

Antonio disse...

Penso que aqui há uma nítida desorientação em relação á avaliação das obras a editar, a começar pela qualidade da arte. É triste e revoltante porque outras obras de maior valor estarão, concerteza, a ser preteridas. Infelizmente esta Iguana nada tem a haver com a homónima espanhola Salamandra. Um lagarto doente, por certo...