6 de Novembro de 2009

20º Amadora BD: Alterações ao programa

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Amanha tem lugar o último fim-de-semana do Amadora BD. Eu tinha aqui anunciado a surpresa que foi a confirmação da vinda ao festival da dupla de autores responsável pela série “As Cidades Obscuras”. Premiados na categoria de autores do “Melhor Álbum Estrangeiro”, Schuiten e Peeters estariam presentes dia 8, para receber pessoalmente o galardão. Infelizmente, há motivos de força maior que impedem que as coisas assim aconteçam. Assim, a organização do festival anunciou que o argumentista Benoit Peeters já não vai poder estar presente este ano no Amadora BD. A esta falta junta-se ainda o nome do espanhol Alfonso Azpiri.

Em compensação, para além dos outros nomes já anteriormente confirmados, incluindo François Schuiten e David Lloyd (V for Vendetta), vão ainda marcar presença, autores como Batem (responsável pela série Marsupilami) na sessão de autógrafos no Sábado (15-18h) e Domingo (16-19h), a dupla de autores polacos Zbigniew e Grazyna Kasprzak apenas na sessão de autógrafos de Sábado (16-19h) e ainda Matthias Lehmann no Sabado (15-18h) e Domingo (16-19h). O programa completo de festas, já actualizado, pode então ser consultado aqui.

As "notas" esmiúçam o Amadora BD – parte II

2º Fim-de-semana de festival. Visitei demoradamente a exposição central exposta no piso 0. Dentro desta, destaco as mostras dedicadas à “Colecção CNBDI”, ao “Almanaque FIBDA” e aos “XX anos de Concursos”. Todas muito bem organizadas e podemos encontrar em exibição algumas "pérolas" da BD portuguesa, como por exemplo magníficas pranchas originais de consagrados autores portugueses, tais como Augusto Trigo, Eduardo Teixeira Coelho ou Artur Correia entre outros.

Depois é um facto, a história do FIBDA/Amadora BD mostra-nos que ao longo destes últimos vinte anos fomos visitados por grandes nomes da BD internacional, e refiro aqui apenas alguns autores como Morris (pai do Lucky Luke), Jacques Martin (Alix), Will Eisner (Spirit), Jean Giraud (Blueberry), Art Spiegelman (Maus), Mézières (Valerian), Jean Graton (Michel Vaillant), Schuiten e Peeters (Cidades Obscuras), Manara, Bilal, Loisel, Hermann, Rosinski, Seth Fisher, Miguelanxo Prado, Frezzato, Civiello, Dave Mckean, entre muitos outros. Quem foi visitante assíduo do festival nos últimos vinte anos não tem certamente razões de queixa. A marca da passagem de alguns destes autores é uma incrível colecção de desenhos que ocupa uma enorme parede numa das exposições.



Bastante curiosa é também a mostra dos “XX anos de Concursos”. Um olhar mais atento e identificamos que entre os autores que figuram como vencedores dos concursos do FIBDA, surgem nomes importantes da BD portuguesa actual como JC Fernandes, Rui Lacas ou João Fazenda. O Domingo de manha foi passado na festa da caricatura. É um dos eventos mais engraçados do festival, porque permite ao visitante obter o seu "retrato" feito por vários artistas e não custa absolutamente nada! Por ser objecto de tão pouca divulgação é talvez um dos "tesourinhos" escondido do festival!

Continuando numa de autores e o segundo fim-de-semana foi dominado por nomes como Maurício de Sousa, François Boucq e Achdé. Primeira evidência: o Maurício é um campeão de popularidade. Basta olhar para as longas filas que este autor já acostumou os visitantes do Amadora BD e que se repetiram (outra vez) neste fim-de-semana. Como já tenho sketches da Mónica, do Cebolinha, do Pelezinho, do Ronaldinho e até do António Alfacinha, pude dedicar a minha atenção para os restantes autores. Que ricas horas que poupei! Boucq domina as atenções para os amantes da BD franco-belga e o Achdé tem uma interessante relação com Portugal. Sempre que é lançado um novo álbum do Lucky Luke, este autor visita-nos. Foi assim com "Lucky Luke no Quebeque" em 2004, com o "O Nó ou a Forca" em 2007 e agora com o "Homem de Washington" em 2009.


Descubro Yosh, uma muito simpática e talentosa autora sueca de manga que em conversa revelou gostar de Lisboa e a adorar o “defeito” dos portugueses em não cumprir horários. Fez uns excelentes retratos em versão "manga" dos visitantes que lhe solicitaram!
Entre os portugueses, neste Amadora BD, destaco aqui três nomes, da nova geração, porque os mais antigos já são sobejamente conhecidos. Claro está que se trata de uma escolha movida por um gosto pessoal, mas é certo que muito talento não falta a Gisela Martins, Jorge Miguel e Osvaldo Medina. São excelentes desenhadores portugueses..
Autores. São sem dúvida o que faz pulsar o festival. E apesar de todos os defeitos e vícios que possamos imputar ao festival, a verdade é que o Amadora BD é um festival de grandes autores e este ano apresenta (mais uma vez) um cartaz bastante generoso com autores originários das mais variadas latitudes, dos mais variados géneros e estilos.
Ainda falta o terceiro e último fim-de-semana do festival e estão confirmados grandes nomes nas sessões de autógrafos!


François Boucq
















Yosh

















Achdé e Jorge Miguel















Gisela Martins
















Osvaldo Medina

4 de Novembro de 2009

Bull Market

Quem na passada Segunda-feira, 2 de Novembro, trocou o televisor pelo monitor e o sintonizou num conhecido sítio de leilões on-line nacional, como eu fiz, só poderia pensar que a loucura tinha derrotado a crise. O motivo? Álbuns de BD que se valorizaram 186% em 45 minutos!!!

Toda a animação começou por volta das 22:15 quando os valores de licitação já rondavam os € 30. Foi então que um despique animado entre interessados começou, com as licitações a sucederem-se… 31, 36, 38, 42, 50, 51, 60, 73, 75, 76, 80, 82, 85 até que finalmente por volta das 23.00 o preço final ficou estabelecido em € 86. Impressionante! É verdade, eu participei como mero espectador.

Que álbuns é que estou a falar? Dois álbuns da colecção Spirou da Méribérica, “Perseguidos pelo Medo”, edição de 1994 e “Raio Negro”, edição de 1999.

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(cliquem na imagem para aumentar)

É verdade que existem alguns álbuns em português que já atingiram o estatuto de raridade e que forçosamente a sua aquisição é bastante dispendiosa. Mas claro, falo de edições da década de 60, 70 ou 80 quanto muito, e de editoras com a Camarada, a Distri, a Bertrand ou Edições 70. Junta-se agora mais dois álbuns da Meribérica. Das duas uma, ou os bedéfilos devem estar doidos ou as edições em português de BD estão em alta!

Assim para quem gosta de saber estas curiosidades, e aferir de valores da BD, deixo aqui o registo dos valores finais, que consegui apurar, de algumas transacções realizadas nessa noite,:
  • Spirou – “Perseguidos pelo Medo”, edição de 1994 da Meriberica – estado novo € 86,00
  • Spirou - “Raio Negro”, edição de 1999 da Meribérica – estado novo € 86,00
  • Alix – “O Cavalo de Troia”, edição de 1990 da Edições 70 – estado novo € 31,00
  • Valerian – “Nas terras programadas”, edição de 1982 da Meribérica – estado novo € 30,00
  • Túnicas Azuis – “A Recruta dos Azuis”, edição da Edinter - estado novo € 22,10
  • Túnicas Azuis – “Os Foras-da-lei”, edição da Edinter – estado novo € 21,50
Bons negócios!

1 de Novembro de 2009

20º Amadora BD – Surpresa Shuitten e Peeters

Na sequência da vitória do álbum “A Teoria do Grão de Areia” na categoria de “Melhor Álbum Estrangeiro”, a organização do Amadora BD conseguiu convencer os autores Schuiten e Peeters a estarem presentes no festival, no próximo dia 8 de Novembro (Domingo), afim de receberem pessoalmente o prémio conquistado. Logicamente os autores estão disponíveis para uma sessão de autógrafos. Para os mais distraídos, lembro que esta dupla é responsável pela excelente série “As Cidades Obscuras”, cujo 10º álbum da colecção é justamente “A Teoria do Grão de Areia”.

31 de Outubro de 2009

20º Amadora BD – Vencedores dos PNBD

Numa cerimónia que decorreu nos Recreios da Amadora, foram hoje anunciados os vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada. Destaco talvez aquela que foi para mim uma grande surpresa, não obstante a grande admiração que tenho pelo trabalho de JC Fernandes, mas desculpem-me a franqueza que me custa a “engolir” o álbum “A Metrópole Feérica – Terra Incógnita” como um álbum de BD, muito menos como o “Melhor Álbum Português”. Já aqui tinha escrito. Apostava claramente na “Fórmula da Felicidade”, mas a votação oficial assim não o considerou. O mesmo se aplica para as categorias de “Melhor Argumento” e “Melhor Desenho”. Na categoria de “Melhor Álbum Estrangeiro”, confirmou-se a vitória de "A Teoria do Grão de Areia", de Schuiten e Peeters. De resto pouco há a assinalar de relevante. Ficam então aqui a listagem dos vencedores:

MELHOR ÁLBUM PORTUGUÊS
A Metrópole Feérica – Terra Incógnita vol 1, de José Carlos Fernandes e Luís Henriques, Tinta da China

MELHOR ARGUMENTO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
José Carlos Fernandes, A Metrópole Feérica – Terra Incógnita vol 1, Tinta da China

MELHOR DESENHO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS
Luís Henriques, A Metrópole Feérica – Terra Incógnita vol 1, Tinta da China

MELHOR ÁLBUM DE AUTOR ESTRANGEIRO
Teoria do Grão de Areia, Schuiten e Peeters, Edições ASA

MELHOR ÁLBUM DE TIRAS HUMORÍSTICAS
Cão Fedorento, Mike Peters, Gradiva Publicações

MELHOR ILUSTRAÇÃO PARA LIVRO INFANTIL
Canta o Galo Gordo, Cristina Sampaio, Editorial Caminho

CLÁSSICOS DA 9ª ARTE
A Marca Amarela, Edgar P. Jacobs, Edições ASA/Jornal Público

FANZINE
Venham + 5, Paulo Monteiro, Bedeteca de Beja

30 de Outubro de 2009

Salúquia - A Lenda de Moura em Banda Desenhada

Apesar de não ser muito normal, a verdade é que este ano tem sido marcado pelo um número invulgar de interessantes edições em banda desenhada promovidas por municípios, que reconhecendo na banda desenhada uma linguagem acessível e sua importância como veiculo de divulgação cultural, aproveitam para dar a conhecer de uma forma gráfica parte do seu património histórico.

É neste contexto que o álbum “Salúquia - A Lenda de Moura em Banda Desenhada” se enquadra.
Na génese deste projecto, está o desafio que a Câmara Municipal de Moura lançou a 16 autores consagrados de BD (15 desenhadores e um argumentista), na sua grande maioria já homenageados nas várias edições do Salão Moura BD, para que a partir do pequeno texto sobre a “lenda da Moura Salúquia”, recontassem a história da cidade, com toda a liberdade artística que o próprio texto permite. O resultado, são 15 pequenas histórias reunidas neste álbum, que o torna obviamente bastante enriquecedor sob um ponto de vista histórico-cultural, muito bom num ponto de vista artístico e por vezes delicioso num ponto de vista narrativo, atendendo às várias abordagens seguidas por cada autor.

É certo que o facto de autores clássicos como Eugénio da Silva, José Antunes, José Garcês, Augusto Trigo, Baptista Mendes, Pedro Massano, José Ruy e José Pires terem optado, dentro do seu estilo, por um registo fiel à lenda, implicou desde logo uma narrativa sem surpresas, – o desfecho final é conhecido – mas que não em nada diminui o interesse do leitor se atendermos à qualidade das pranchas apresentadas.
Dentro do registo humorístico, encontramos Artur Correia, Luís Afonso, Catherine Labey, Zé Manel e José Abrantes, que abusaram toda a liberdade criativa que este género comporta, o que permitiu por exemplo entre outros alterar o desfecho final da história, transpô-la para os nosso tempos ou mesmo inspirar um crossover com um conhecido super-herói. Aqui a imaginação não teve limites, com resultados finais, por vezes muito hilariantes.

Em resumo, gostando de ler sobre história e lendas de Portugal, gosta-se do álbum. O que é o meu caso. A edição está bem cuidada, apresenta na capa uma ilustração de Carlos Alberto Santos e na contra-capa outra ilustração esta da autoria de Isabel Lobinho, e valoriza e bem um património imaterial cumprindo exemplarmente com os objectivos a que se propunha, pecando só pela sua tiragem reduzida (1500 exemplares) e distribuição local.

Com bedéfilo só tenho que aplaudir estas iniciativas e desejar que se multipliquem e referir que “Salúquia” está nomeado na categoria de “Melhor Álbum Português” nos PNBD do 20º Amadora BD, que amanha serão entregues.

Saluquia - A Lenda de Moura em Banda Desenhada
Autores vários
Álbum único, capa mole, cores
Edição Câmara Municipal de Moura, Junho de 2009

A minha nota:


nota final: o agradecimento a Carlos Rico pela oferta do álbum.

29 de Outubro de 2009

50º Aniversário de Asterix

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"Estamos no ano 50 antes de Jesus Cristo. Toda a Gália está ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia habitada por irredutíveis gauleses resiste ainda e sempre ao invasor. E a vida não é fácil para as guarnições de legionários romanos dos campos entrincheirados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum..."

E com bastante humor tendo sido sempre assim nos últimos 50 anos. Desde que a dupla de autores Albert Uderzo e René Goscinny criaram para o primeiro número da revista francesa "Pilote" (saído em 29 de Outubro de 1959), a primeira aventura de “Asterix, o Gaulês”.

Mais que caçar javalis e bater nos romanos, as histórias de Asterix e do seu inseparável companheiro Obelix são dotadas de um humor inteligente e de uma crítica e caricatura mordazes. É verdade que nestes 50 anos há histórias mais bem conseguidas (assinadas por Goscinny) que outras (assinadas por Uderzo), mas o que é de destacar hoje é a popularidade e a universalidade destes heróis cujas aventuras se encontram traduzidas para mais de 107 línguas (incluindo o Português) e dialectos (incluindo o Mirandês).

Apesar do falecimento de Goscinny em 1977, Uderzo assumiu a continuação das aventuras dos irredutíveis gauleses, e este ano, para celebrar o 50º aniversário, editou o 34º álbum da colecção intitulado “O aniversário de Astérix e Obélix - O Livro de Ouro".

Preparando o futuro de Asterix, Uderzo autorizou a continuação das aventuras das suas personagens após a sua morte, tendo sido igualmente já apresentados os novos desenhadores da série, os irmãos Frédéric e Thierry Mébarki.

Mas hoje já se sabe, é dia de festa ali para os lados da Gália, numa aldeia habitada por irredutíveis gauleses. No grande banquete de comemoração não faltará javali como prato principal e talvez desta vez um bardo a cantar. Por Tutatis, reparem lá bem nos céus da Gália!

27 de Outubro de 2009

As "notas" esmiúçam o Amadora BD – parte I

Dou hoje inicio a um conjunto de textos que reflectem o meu olhar crítico e interessado sobre essa realidade que é o festival de BD da Amadora. Terminada que foi a fase FIBDA entramos na era do AMADORA BD. Afinal já são 20 anos de experiência. Mas nome novo, vícios velhos, conforme se verá.

O meu estado após o 1º fim-de-semana é cansado! Poderá o leitor pensar que passeei-me pela Mina, que visitei a Venteira e que dei um salto à Falagueira, numa de acompanhar a politica de descentralização das exposições do festival. Esqueçam. Qual Galeria Municipal Artur Bual ou o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem. A não ser que estejam munidos de um GPS e dotados de uma enorme paciência para andar de um lado para o outro dentro do concelho da Amadora ou definitivamente as exposições fora do núcleo central não são para o visitante-não-residente-na-Amadora do festival visitar. É a minha primeira critica ao festival. Uma vez que sou de Lisboa, fico-me exclusivamente pelo que se passa no Fórum Luís de Camões.

Entrada. Piso 0. Uma área ampla, reúne na zona central as diversas mostras da exposição principal, ladeada por corredores espaçosos decorados com os bonecos que a organização convidou os visitantes a desenhar no site oficial. A vista fica para mais tarde. Desço ao piso -1. O primeiro espaço está destinado à área comercial. Stands arrumados lateralmente e a zona central está estranhamente tomada por aquela estranha estrutura mal parida que tão mal serviu os autores nas sessões de autógrafos do festival no ano passado e que este ano estranhamente ainda por lá continua. Obstruí uma zona de lazer, de encontro e de movimento de pessoas. Sigo então por um único corredor central e tenho acesso às restantes exposições do festival, em salas individuais. Parecem pequenas galerias de arte. Espaços muito bem conseguidos.


A verdade que ainda não percorri demoradamente todas as mostras do festival. Vi algumas. Gostei bastante da exposição dedicada a Lepage “Muchacho", onde facilmente se constata o talento em aguarela deste autor e destaco a mostra colectiva dos autores polacos. Os seus nomes são impronunciáveis mas os seus desenhos são muito bons. Anoto já que estão previstos autores polacos para o último fim-de-semana do festival. Vamos lá a ver se nos saem os talentosos. Gostei também de ver Maurício de Sousa “50 anos de quadradinhos” composta por bastantes e variadas pranchas da Turma da Mónica, onde podemos por exemplo observar os primeiros desenhos da personagem Cascão e homenagens por outros autores.


No lado oposto, e não falo em termos físicos, temos qualquer coisa dedicada aos “50 anos de Asterix”. Entendo que uma exposição de BD é essencialmente uma mostra de arte… desenhada! Se por vezes lá surge um boneco ou qualquer outro objecto em exposição também não vem mal ao mundo, mas agora fazer uma exposição comemorativa de uma das série mais vendidas em todo o mundo, sem uma prancha de BD exposta, sem uma pequena biografia dos autores Uderzo e Goscinny, sem uma única referência ao papel de Adolfo Simões Müller que publicou, pela primeira vez em Portugal, nas páginas de O Diabrete as aventuras de Astérix, mas carregada de bonecos de policloreto de vinilo e depois anunciar isto como um dos destaques do festival é como vender “gato por lebre”. Acreditem, este show-room de pvc's é completamente desprovido de qualquer interesse. Uma nulidade completa. Não vale nem dois minutos da nossa atenção (pelo menos da minha)!


O meu cansaço deve-se essencialmente às “maratonas” que são as sessões de autógrafos. Foi um fim-de-semana carregado de autores portugueses e salpicado com alguns autores estrangeiros. Lepage, nesta categoria, nas suas duas horas de disponibilidade dominou as atenções. Os objectivos, leia-se desenhos autografados, são alcançados! Ficam assim as primeiras impressões, sabendo que muito haverá ainda para falar nas próximas crónicas. Não consigo resolver o problema que tenho com a minha maquina, pelo que também fica para depois uma crónica mais fotográfica.





25 de Outubro de 2009

20º Amadora BD: Primeiras impressões…

Muitas caras conhecidas. Um festival bem "arrumado", tanto no primeiro piso com a exposição central espalhada por várias salas amplas que se ligam entre si como no piso inferior onde um único corredor central dá acesso às restantes mostras em salas individuais. Umas exposições muito bem conseguidas e outras nem por isso. Muito boa a numerosa presença dos mui talentosos autores portugueses numa concorrida sessão de autógrafos. Algumas compras. Fotografias, desenhos e o Amadora BD mais esmiuçado numa crónica aqui mais para o final do dia!

créditos: o desenho aqui do lado é da autoria de Osvaldo Medina.

23 de Outubro de 2009

Começa o 20º Amadora BD

Começa hoje o 20º Amadora BD. Todos os anos marco o evento no calendário e presença na festa. É os grandes nomes da BD portuguesa e internacional, as novidades, o convívio com a comunidade bedéfila, cujos rostos ao longo destes anos já se tornaram familiares, e que durante os próximos três fins-de-semana se reúne sob o mesmo tecto, que me move.

Este ano, mostro curiosidade com a exposição dos “50 Anos do Astérix”, os “50 anos de carreira do Maurício de Sousa” e a revelação "Osvaldo Medina". Quanto aos autores, e começando pelos estrangeiros, confesso que esperava mais nomes da escola franco-belga, mas impôs-se a habitual matriz plural do festival, o que por vezes também não é mau, quando revela agradáveis surpresas de outras latitudes. E digo que depois do excelente Esteban Maroto na edição do ano passado, segue-se mais um autor espanhol, Alfonso Azpiri. O amigo Bongop revelou o seu talento aqui e aqui. Surpresa?

Pessoalmente, destaco as presenças de Cameron Stewart, o Maurício de Sousa é quase "prata da casa" do FIBDA, de François Boucq, que me deve um desenho no 4º álbum da excelente colecção “Bouncer” que me escapou aquando da sua presença em 2005 e de David Lloyd, que é só “o” desenhador de uma das minhas obras preferidas “V for Vendetta” e acho que também andará por lá um polaco que até desenha umas coisas. Quanto aos portugueses Osvaldo Medina, Jorge Miguel, Ricardo Tércio, Nuno Plati e os clássicos José Ruy e José Garcês tem a minha preferência.

Resumindo, a partir de hoje e nos próximos tempos muita BD observada, conversada, comprada, lida e comentada no Fórum Luís de Camões e esmiuçada aqui no blogue. Mas logo à noite “siga para Amadora”!