Escrita e “realizada” pelo mesmo autor de Quentin por Tarantino, segue-se, de novo, uma obra que não é uma biografia convencional. Diria que fica algures entre a biografia gráfica e o álbum de homenagem, desta vez dedicado a um dos nomes maiores da história do cinema: STEVEN SPIELBERG.
Se a estrutura da narrativa não é linear, o desenho também não o é.
O próprio Spielberg assume o papel de narrador da sua história: fala da infância, das influências, do círculo de amigos realizadores (quem leu As Guerras de Lucas que recentemente aqui falei perceberá do beneficio mútuo entre estes dois realizadores), e leva-nos numa viagem pela sua filmografia, explicando encontros, pequenos detalhes, obsessões (extraterrestres, nazis, crianças), e essa necessidade quase compulsiva de alternar entre o espetáculo puro e os temas mais sérios e profundos. O registo gráfico segue a mesma linguagem híbrida de sempre em Améziane: entre a página e o ecrã. Onde a banda desenhada funciona através de texto ilustrado e desenhos de página inteira. São 192 páginas para perceber como um miúdo apaixonado por cinema se tornou um dos realizadores mais influentes de sempre.
Leitura quase indispensável para quem partilha do gosto, tanto pelo cinema como pela banda desenhada. Álbum já disponível nas livrarias.
E como a Feira do Livro de Lisboa está aí a começar, a ASA traz o autor Amazing Améziane a Portugal, para a sessão de lançamento, dia 28 (quinta) pelas 20h no espaço Leya.



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